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Jonasnuts

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Manual de instruções de como impedir a lei da cópia privada #pl118

Jonasnuts, 26.11.14

No debate de ontem, promovido pelo Prof. Pedro Veiga da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (uma universidade que não só não impede os debates políticos como os acolhe generosamente), uma das conclusões a que chegámos rapidamente é que, pelo andar da carruagem, a lei é aprovada.

 

Estas foram as más notícias. Mas há boas notícias. Ainda há muito que cada um de nós pode fazer para impedir a aprovação.

 

Por um lado o tema não é sexy, e é complexo, e a maioria dos deputados não é especialista na matéria. porque não quer ou não tem tempo para se informar devidamente. O que muitos deputados fazem é confiar naqueles que são os "especialistas" da sua bancada, e votar de acordo com o que sugere ou indica o tal especialista. Isto é algo que eu já tinha reparado, quando foi da ACTA, no parlamento europeu. Assim que a coisa foi explicada aos deputados, eles começaram a pensar e a somar dois com dois. Enfim, a maioria, pelo menos. Houve professores doutores de Coimbra, meu deus, que mantiveram o voto favorável à coisa. 

 

O que defendem alguns entendidos na matéria e conhecedores dos meandros da Assembleia da República é que seria interessante que todos os deputados pudessem estar informados. Porque, como sabemos, se estiverem informados, não há como votarem a favor desta lei.

 

Assim, o que podemos fazer, e rapidamente, porque a coisa prepara-se para começar a andar muito rapidamente, é contactar os deputados, de forma pedagógica (e educada, já agora), explicando a Lei da Cópia Privada, o seu efeito, o seu impacto e, acima de tudo, a sua injustiça.

 

O contacto dos deputados está disponível no site da Assembleia da República, mas a ANSOL fez a papinha toda há já algum tempo e centralizou tudo aqui.

 

Não coloco aqui um texto padrão por vários motivos. Para já, porque penso que cada um terá os seus motivos para se opor à proposta de lei, e depois porque receber a mesma mensagem vezes sem conta deve ser uma seca, e não gostaria, se fosse deputada (que não está nos meus planos) de receber a mesma mensagem inúmeras vezes. Ficaria a pensar que quem me mandava uma mensagem pré-fabricada não se importava o suficiente com o tema, para nem sequer querer dar-se ao trabalho de escrever um texto simples.

 

E depois, na variedade é que está o ganho.

 

Escolham os deputados da vossa preferência, os deputados de quem mais gostam, ou mais detestam, é indiferente :) Se tiverem tempo, escolham todos. 

 

O manual de instruções é simples e curto - Mails para os deputados. Para as direcções dos grupos parlamentares. Para os líderes parlamentares. 

 

(E, nunca é demais repetir, mails pedagógicos, que expliquem pontos de vista, educadamente).

4 comentários

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    Jonasnuts 26.11.2014

    Separemos as águas :)

    Este é o meu blog pessoa. O que aqui escrevo pode não representar (e na maioria das vezes tenho a certeza absoluta de que não representa de forma nenhuma) as posições da empresa onde eu trabalho.

    Os recursos da empresa onde trabalho são para alocar ao trabalho, e não ao que faço nos meus tempos livres, seja o tricot, o crochet, a lei da cópia privada ou as outras coisas a que dedico a minha atenção :)

    Portanto...... um vídeo, era giro. Era porreiro. Era mesmo o ideal. Era, também, caro. Não há guito (pelo menos eu não tenho :)
  • Sem imagem de perfil

    Eduardo Luís 26.11.2014

    Quando eu disse "como fizeram" estava a referir-me ao TIPO de vídeo (animação, simples, etc). Não estava querer dizer que tivessem de ser vocês ou qualquer outra empresa a fazê-lo.
    Não está ao meu alcance essa tecnologia, não é a minha área, mas, fica aqui registado em jeito de comentário esta hipótese. Penso que poderia haver - pelo menos um - um voluntário neste país e que esteja minimamente dentro deste debate que se dedicasse a fazer um pequeno vídeo destes.... para a comunidade.

  • Imagem de perfil

    Jonasnuts 26.11.2014

    Fazer um vídeo não é extraordinariamente difícil. O mais difícil nem sequer é o vídeo propriamente dito, é o guião, que tem de ser claro, objectivo, conciso (e verdadeiro, já agora).

    :)
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