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Jonasnuts

Jonasnuts

Cara Apritel

Jonasnuts, 04.05.12

Depois do banho maria em que foi submerso o PL118, chamo a vossa atenção para mais trabalhinho de casa que vão ter de fazer, nomeadamente para a versão alternativa da coisa, desta vez apresentada pelo PCP.

 

Não, Apritel, não lhe chamam cópia privada, mas tirando o nome, o cheiro é mais ou menos o mesmo. Propõem a criação duma taxa, adivinhem lá sobre o quê? Pois é isso mesmo, sobre o acesso à internet. Taxa a ser paga pelos ISPs.

 

Eu vou ler a coisa com mais atenção, e conto escrever sobre o tema, mas com alguma calma. Não queria deixar de vos fazer chegar a informação, para que vocês possam ir jogando na antecipação (ao contrário do que aconteceu com o PL118, não é?).

 

Não tem de quê.

7 comentários

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    Jonasnuts 09.05.2012

    Pois eu, que não sou pirata, não quero ter de pagar por algo de que não usufruo.

    Se quero um conteúdo pago por ele, não quero pagar por atacado, pela possibilidade de vir a fazer algo. E, a lei pode dizer o que quiser, mas os custos de um determinado serviço, reflectem-se sempre no preço final.

    Por último, não despenaliza porra nenhuma, porque os artistas só aderem se quiserem. Portanto, pagas uma taxa a uma entidade privada (ou que distribui para privados), para poderes partilhar alguns trabalhos de alguns artistas.

    Obrigada mas, não, obrigada.
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    gambozino 09.05.2012

    Até porque (desculpa o post duplo) se puserem um sistema de opt-out, em que tu dizes "eu não pirateio um alfinete" e não pagas a taxa, de que forma é que podem fiscalizar isso sem controlar a tua privacidade "a la" ACTA?

    Não havendo soluções perfeitas, esta parece-me boa.
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    Jonasnuts 09.05.2012

    Errr..... então sou penalizada just in case?

    Opá..... passamos todos uns dias por ano na choldra, só para o caso de roubarmos alguma coisa e ninguém dar por isso.
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    gambozino 09.05.2012

    E se calhar nisso não estamos de acordo, mas o meu problema com o pl-118 era o facto de confundir pirataria com copia privada, aplicar taxas absurdamente altas em tudo o que tivesse um disco rígido, e fazer-me pagar duas vezes: para adquirir legitimamente um produto, e depois para fazer com ele o que bem me apetecesse. Não vejo nada disto neste PL.
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    Jonasnuts 09.05.2012

    Então, as nossas divergências são duas :)

    A primeira é a de que se pode taxar um serviço, sem que haja repercussões no cliente final. O mercado é livre. Os preços podem aumentar, sem que as empresas tenham de dar contas seja a quem for, acerca das razões pelas quais cobram um determinado valor.

    E a segunda é a questão de eu ter de pagar para usufruir de um serviço que não quero, e que me é imposto, sem que eu tenha a hipótese de ter voto na matéria. Se os autores podem sair da lista, porque é que eu não posso sair da lista? Eles não querem que os seus conteúdos sejam partilhados, e eu não quero partilhar conteúdos logo, não tenho de pagar.

    (E já nem estou a endereçar a questões processuais, que haviam de dar uma coisa linda de se ver).
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    olhó balão 13.05.2012

    "O mercado é livre. Os preços podem aumentar, sem que as empresas tenham de dar contas seja a quem for, acerca das razões pelas quais cobram um determinado valor". Ou seja, mesmo que o pl228 não seja aprovado os FSI podem perfeitamente aumentar 0,75€ na mensalidade dos seus clientes.
    Capitalismo para tótós!
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