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Jonasnuts

9 comentários

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    Filipe Cristóvão 12.04.2012 15:23

    Queria só esclarecer que nunca lhe chamei a si, ou a qualquer outro, idiota. Se acha que o é, é um problema seu. Estava só a dizer que tal como você tem o direito à sua opinião, e a pronunciá-la, também eu tenho (ainda) o direito de achar que você é um idiota pela opinião que tem. Tal como tenho o direito de achar que é um génio.
    Quanto ao seu "argumento", o que eu entendi de "as pessoas já não podem ter opinião contrária aos nossos e serem tão fora de moda e politicamente incorrecto?" é que as pessoas podem dizer o que quiserem e não serem vaiados (ou aplaudidos) por isso (independentemente da absurdidade (ou genialidade) do que dizem). Se não era isto que queria dizer, as minhas desculpas pela minha errada interpretação.
    Quanto à parte dos Judeus, era apenas um exemplo de uma opinião, à qual não chegou a responder às minhas questões. Mas já agora, também não se preocupe, que não estou à espera delas, que isto não é nenhum fórum, eu sei.
    A isto, "As pessoas são como são e matam-se pelas mais variadas razões e deixam a desculpa que quiserem as que conseguem deixar.", nem vou deixar comentário.
    Mas concordo plenamente consigo num aspecto: "As avaliações de carácter ficam por conta de quem as faz."
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    Walker Pt 12.04.2012 16:05

    Tem, de facto, direito à sua opinião, e pior, defenderei sempre o direito de a poder dizer aos sete ventos! Mas não espere que, na minha opinião, não ache que você seja um idiota por ter a opinião que tem.

    Isto é diferente de:

    Tem, de facto, direito à sua opinião, e pior, defenderei sempre o direito de a poder dizer aos sete ventos! Mas não espere que, na minha opinião, não ache que seja uma opinião idiota.

    Resumindo uma ideia idiota, todos temos, um idiota com ideias é só para alguns.
    Se fosse dito no calor de uma conversa entendia, escrito....

    Por acaso não estou preocupado mas aqui vai, hoje estou de folga.
    Já que estamos em matéria de hipóteses, se os Espanhóis se lembrassem de nos exterminar, e a seguir viesse alguém dizer temos de exterminar os Espanhóis eu concordava com o segundo.
    Numa base mais simples, eu faria as duas coisas (até porque tenho um carinho especial por Judeus, sem sarcamos), caso entendesse que a pessoa tinha meios para concretizar a segunda, a primeira é sempre garantida.
    Eu teria sempre esta atitude no caso de ser outra raça qualquer ou mesmo um individuo e se a mesma fosse proferida sem ameaça tal como exemplifiquei acima.
    No seu caso e como não sei qual a sua visão sobre esta matéria percebe o porquê de não ter comentado, mas o meu conselho é de que se em algum instante concordar com isso procure ajuda médica, caso contrário faça o o que a sua consciência dita.
    Se não ia deixar comentário porque escreveu?
    Gostei do último parágrafo e parece-me que começamos a construir as bases para um futuro entendimento (lá estão outra vez os 98%).
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    Filipe Cristóvão 12.04.2012 17:17

    "Resumindo uma ideia idiota, todos temos, um idiota com ideias é só para alguns.". Àquilo que escrevi, não mudo uma vírgula. Concordo que são coisas diferentes, mas discordo da outra parte: idiotas com opiniões (não ideias, como disse) é o que não falta para aí.

    Quanto à parte da opinião de exterminar judeus (e, novamente, foi apenas um exemplo), acho que a única opção, sempre, é mostrar o desagrado sobre tal opinião ("We will remember not the words of our enemies, but the silence of our friends." MLK).

    Mostrarei o meu desagrado em relação a qualquer pessoa que ache, por exemplo, que "a opção gay é uma forma de negação radical" (e que principalmente veja a homossexualidade como uma opção), que "nas relações homossexuais há um niilismo assumido, uma ausência de utilidade, uma recusa do futuro", e que ainda misture "o uso de roupas pretas" com o conceito da homossexualidade, algo que até é normalmente associado ao movimento gótico.

    Só para concluir, não achei que o artigo de J.A.S. fosse particularmente homofóbico, achei-o apenas de uma particular desinformação e desconhecimento, que metia dó, só isso. Parece-me relegar a homossexualidade a um conjunto de "hipsters" só porque a heterossexualidade é muito "mainstream". E isso, na minha opinião, é idiótico (não só a opinião, como quem o pensa).
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    Walker Pt 12.04.2012 18:22

    Passando ao lado dos dois primeiros parágrafos que pouco têm a ver com o post.

    Agora sim começo a entender a ideia.
    Existem franjas da sociedade onde a homossexualidade é uma opção e uma fuga da realidade ou forma de negação, e ainda uma questão de negócio ou conveniência, isto não quer dizer que todos os homossexuais sejam assim, o problema está quando numa analise, queremos definir o padrão pelas excepções, para mim o sr. arquitecto foi pouco corajoso ao não assumir claramente a posição em relação ao tema, mais acima existe um post com os tipos de homofóbico, eu aceito mais depressa o nº 7 e no artigo a fuga é quando diz: -muitos jovens.
    O que não posso deixar de notar é que o que ele lá escreveu é uma realidade exceptuando a analise psicológica da outra pessoa, o que para arquitecto e mesmo para um psicólogo seria sempre uma questão de adivinhar.
    Um à parte nada nos garante pelo texto que o rapaz não possa ser um ator e que está a estudar um personagem.
    Não acho por isso um artigo de qualquer valor para a discussão do tema, mas talvez para uma análise de como avaliar uma pessoa pela postura, pelo que veste ou pelo carro que conduz, se é que vale alguma coisa.
    Preconceito é uma palavra difícil, e sim o sr. arquitecto estava a ser preconceituoso não com os gays, mas com aquele jovem que ia no elevador, eu fiz o que a minha consciência ditou, não concordei com ele e disse-o abertamente.
    Mas preconceitos todos temos alguns.
    E Jonasnuts, desculpe a monopolização do post.
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    Paulo 13.04.2012 00:15

    Peço desculpa, mas pode explicar melhor a parte em que diz que "existem franjas da sociedade onde a homossexualidade é uma opção e uma fuga da realidade ou forma de negação, e ainda uma questão de negócio ou conveniência"? A parte do negócio e conveniência ainda consigo entender, se estiver a referir-se à prostituição, sendo que mesmo aí é preciso ter uma certa "aptidão" digamos, para conseguir tal desempenho, se for hetero é claro.
    Mas não consigo perceber a que franjas da sociedade é que se refere onde a "homossexualidade é uma opção e uma fuga da realidade ou forma de negação".
    É que mais uma vez lhe digo, de alguém que sabe sobre o assunto, e que é gay. Eu escolhi ser gay, da mesma forma que você escolheu ser hetero. Ou seja, não escolhi. Já nascemos assim programados. Uns mais virados para um lado, outros para outro, e outros que de vez enquando pescam num lado e noutro (escala de kinsey mais uma vez). O facto de ser gay não tem nada a ver com fugas de realidade ou de negação. Negação seria estar a viver uma mentira.
    Em relação ao nº7, nunca se esqueça que preconceito "mata". Quando alguém abre a boca para melindrar alguém, seja pelo que for, ao seu lado pode estar um amigo, um jovem, uma criança, um filho... que vai estar atento ao que você diz. E palavras pesam....bastante acredite.
    Cumprimentos
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    jonasnuts 13.04.2012 08:40

    Eu confesso que não percebo muito bem a questão da escolha, como se fosse uma acusação. Não creio que a homossexualidade seja uma escolha, já agora, o mesmo se aplica à heterossexualidade.

    Mas.... e se fosse? Não seria uma escolha a respeitar?

    O palerma do saraiva, tem exactamente a mesma opinião sobre mães solteiras e famílias monoparentais. Que não são famílias a sério. Aí já falo com conhecimento de causa. Sou mãe solteira (colocar banda sonora da Ágata), e foi uma escolha. E? So what? É a minha vida, é a minha escolha, o que é que terceiros têm a ver com o assunto? Porque é que as suas escolhas são melhores, mais respeitáveis, mais aceitáveis do que as minhas?

    Não são.

    Não gosto de arrogância em geral nem de arrogância social, em particular.
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    Paulo 13.04.2012 12:33

    O problema de a grande maioria das pessoas pensar que é uma escolha é o que advém disso. É que escolhas pressupõe logo que ou é errado ou certo. Por pensarem que é uma escolha é que muita gente pensa que ser gay é um desvio, que é uma opção errada, ou então que "há gays que se tornam gays – por influência de amigos, por pressão do meio em que se movem". Foi por se pensar durante muitos anos que é uma escolha que pais levavam os seus filhos ao psicólogo para serem tratados, havia psicólogos que até sugeriam tratamento com choques eléctricos. Ou então levavam o filho ao padre e ele "receitava" muita oração, sendo que só assim voltaria ao caminho certo.
    Eu não teria problema se me dissessem que era uma escolha, mas apenas se tal fosse verdade e se não viessem logo a seguir com todo o discurso que é uma escolha errada, ou que é uma doença, mas tal não é o caso nem verdade.
    Eu compreendo que não será fácil entender ou aceitar algo que é "diferente" algo que foge à regra geral, mas custa-me ainda mais quando fazem juízos de valor não por aquilo que sabem realmente, mas por ideias preconcebidas que estão tão longe de serem verdadeiras ou correctas.
    Aqui vão dois vídeos que se calhar até já viu, mas que vale a pena ver de novo se for o caso
    http://youtu.be/Fz7_J2D3uw4
    http://youtu.be/yMLZO-sObzQ
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    jonasnuts 13.04.2012 13:04

    Não acho que seja uma escolha, mas a minha opinião baseia-se no facto de eu não ter escolhido a minha heterossexualidade :) Presumo, sem conhecimento de causa, que no caso da homossexualidade, a coisa se dê da mesma forma :)

    Mas, e este é o ponto importante, MESMO que fosse uma escolha, o que é que as pessoas tinham a ver com isso? Para mim, a questão da escolha ou não escolha, é irrelevante. É assim, e há que respeitar, como se respeita tudo o resto :)

    Não é uma questão de tolerância...... eu tolero coisas de que não gosto..... a palavra tolerância tem sempre uma carga de "coitadinhos..... vamos lá ser tolerantes, porque eles não sabem fazer melhor". Não gosto da palavra tolerância. Prefiro, de longe, a palavra respeito :)
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