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Jonasnuts

Jonasnuts

Se o que têm para dar são amendoins.....

Jonasnuts, 23.10.11

.....não admira que só atraiam macacos.

 

Isto é uma metáfora. Se continuam a dar o vosso voto a gajos que "roubam mas fazem", a gajos que mentem com quantos dentes têm na boca (comprovadamente, antes, durante e depois das eleições), e que têm uma moralidade duvidosa (e às vezes, uma ilegalidade comprovada), depois não se queixem de que é imoral.

 

Se quando fazem obras em casa respondem "sem factura" à perguntinha da praxe, e se tentam passar uns recibos a mais na declaração de impostos..... não têm muita moral para refilarem.

 

Se, tendo posses para prescindir do dito cujo, recebem religiosamente o abono de família, que vai direitinho para o pé de meia do rebento, não podem atirar a primeira pedra.

 

Os portugueses são muito bons a esmiuçar a moral alheia, mas pouco dados à auto-esmiuçagem e à consistência entre as palavras e os acto.

 

Irrita-me que se insurjam contra actos que, no seu dia-a-dia, são triviais.

 

Irrita-me que ande por aí meia blogosfera a declarar vitória, porque o outro senhor desistiu do apoio, quando, na realidade..... não quer dizer nada. Desistiu porque foi apanhado.

 

Quantos há por apanhar?

 

Não me interessa se são esquerda, de direita, do centro ou mais ou menos. A mediocridade não é exclusiva de nenhuma das forças partidárias (e dos independentes, juntem lá os indepedentes, que não sei muito bem porque é que têm aura de ser melhores que os outros).

 

Se votam em medíocres, porque é que esperam excelência?

14 comentários

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    Jonasnuts 23.10.2011

    Ok, mas o que eu acho é que, apesar de deixar de receber o tal do apoio, a moral que o levou a requerê-lo (presumo que não seja uma coisa automática), ainda está lá.....

    A fruta está podre...... genericamente falando e não me parece que ter sido retirada uma lagartinha resolva seja o que for, ou augure uma mudança de atitude.
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    Marco 23.10.2011

    É automático, Jonas. É como aquela coisa, felizmente já cancelada, das reformas ao fim de 8 anos no parlamento: para não receberes, tens de o recusar explicitamente. Só há um político abrangido por essa lei que o recusou - sabes quem é?

    Vimos uma coisa semelhante no ano passado, com a brincadeira das viagens de e para Paris da deputada Inês de Medeiros. É automático, é legal, e até acho mal que, tanto Inês de Medeiros, na altura, como Miguel Macedo, agora, o tenham recusado. Se é assim tão imoral, acabe-se com essa lei e pronto.

    Respondendo á tua última pergunta, vota-se nos medíocres porque não há outros. Não há nem um político que não seja medíocre. Ao chegar as eleições, as opções são entre os mais e os menos medíocres.

    Onde estão as pessoas com capacidades, técnicas, humanas e até políticas para tocar isto para a frente? No privado, onde lhes pagam mais por essas capacidades. E sim, também com capacidades políticas: quem tenha trabalhado em qualquer empresa com mais de dez colaboradores sabe que, sem uma boa dose de office politics, não vai a lado nenhum; um gestor de topo não chega lá só capacidades técnicas e humanas (mas às vezes chega lá sem as humanas, desde que as técnicas e as políticas sejam altas o suficiente).

    Porque, não me lixem, para a importância que têm para o país, os políticos ganham mal para carago. Se lhes pagassem mais, talvez atraíssem pessoas com mais capacidades, e até talvez servisse como blindagem mais eficaz contra a corrupção.

    Desculpa-me, mas este discurso anti-políticos ainda vai ser o fim da nossa democracia. Pronto, desculpa. Agora vou ali tomar a medicação.
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    Marco 23.10.2011

    Está ali um "á" quando devia ser um "à", podes corrigir? Obrigados! Depois podes apagar esta...
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    Jonasnuts 23.10.2011

    Era o que mais faltava se houvesse....... num serviço que eu ajudeu a desenvolver, permissões para que terceiros pudessem editar o que se escreve nos comentários :)

    Sei que está a ser pensada a possibilidade de deixar que o autor do comentários, se autenticado e durante um curto espaço de tempo, possa editar o comentário :)
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    Marco 24.10.2011

    A sério, a plataforma não deixa que o autor do blog altere os comentários?

    Mas a capacidade de editar pelo próprio comentador é bem vinda - o Wordpress, tanto a plataforma integrada, como o software autónomo, suportam isso há que tempos...
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    Jonasnuts 24.10.2011

    A sério? Gostavas que a plataforma onde alojas o teu blog permitise que terceiros editassem coisas escritas por ti?
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    Marco 24.10.2011

    Gostava (e gosto) que a plataforma onde alojo o meu blog permita que eu, enquanto autor do blog, possa alterar os comentários que outras pessoas escrevem.

    Para corrigir formatação, por exemplo, ou retirar linhas em branco a mais ou, a pedido, corrigir erros ortográficos...
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    Jonasnuts 24.10.2011

    O problema é que quando desenvolves uma plataforma para ser utilizaça por muita gente, não podes, lamentavelmente, partir do princípio de que todas vão fazer um uso leal e honesto das funcionalidades.

    Tens de pensar na plataforma para que ela seja usável por ti, e por pessoas que fazem um uso diferente (para ser politicamente correcta), e neste caso, diz-me a experiência de muitos anos, que mais vale prevenir que remediar :)
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    Marco 24.10.2011

    (não devíamos levar esta discussão para outro lado? o off-topic continuado dá-me tiques nervosos)

    Compreendo onde queres chegar, mas será função da plataforma proteger os comentadores dos autores dos blogs? Não será a função principal fornecer aos autores todas as ferramentas necessárias?

    Ao comentar num blog, estou a celebrar um contracto social com o seu autor, que espero ver respeitado. Se não for respeitado, e voltando ao teu exemplo de alteração maliciosa, tenho a opção de não voltar a comentar naquele sítio e, se a plataforma o permitir (como devia), denunciar esse comportamento ao provedor da plataforma.

    Resumindo: eu acho que a plataforma não deve ser o "grande irmão", ao retirar funcionalidades para "as pessoas não se magoarem"; deve funcionar como um pai, "toma lá o skate, mas toma cuidado para não te magoares".
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    Jonasnuts 24.10.2011

    Hum, tendo em conta que é a plataforma que tem de chamar a ambulância, ir para o hospital, pagar a conta, e demais burocracias associadas, acho preferível o actual método.

    (Deixa lá o off topic, que esta coisa tem piada se a malta puder conversar, independentemente da netiquette :)

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    Marco 24.10.2011

    Pronto, o meu exemplo do "pai" não foi dos mais felizes do mundo...

    Não sei se me estou a fazer entender: a plataforma não devia restringir uma funcionalidade só porque existe a possibilidade, ainda que remota, de ser abusada. Isso é a mesma coisa do que abolir o uso de facas de cozinha...

    Os benefícios, neste caso, ultrapassam largamente os riscos. Dar liberdade implica sempre um crescimento em responsabilidade. Nas palavras imortais de Ben Parker, com grande poder, vem grande responsabilidade.
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    Jonasnuts 24.10.2011

    A questão é que, numa plataforma usada por dezenas de milhar de pessoas (ou centenas de milhar, como preferires), não há possibilidades remotas.

    É, aliás, um dos maiores gozos no desenvolvimento da plataforma, ver que uso dão as pessoas às funcionalidades que desenvolvemos. Muitas, mas muitas vezes mesmo, as pessoas usam para objectivos muitíssimo diferentes daqueles que tínhamos em mente. A sério, as pessoas são muito criativas. E isso é bom :)
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    Marco 24.10.2011

    Neste caso em concreto, os abusos seriam marginais, e passíveis de serem praticados por uma base de utilizadores menor (apenas pelos autores - quando falas em dezenas de milhar de pessoas, estás a incluir os comentadores, certo?).

    De qualquer forma, como em vários outros casos, os abusos teriam de ser monitorizados e sancionados.

    Afinal, pelo menos o WordPress (a plataforma de blogging mais usada, somando o serviço WordPress.com e a versão de instalação independente) permite-o. Este é um daqueles casos em que era positivo copiar o que é de bem feito pela concorrência...
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