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Jonasnuts

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Cara Meios & Publicidade

Jonasnuts, 25.01.11

Antes de mais, o meu lamento, pelo facto de não terem uma versão online. Lamento por duas razões, porque teriam mais potenciais leitores e porque, agora numa visão mais egoísta da coisa, teriam poupado algum trabalho ao Pedro Rebelo que fez o scan, e a mim, que transcrevi uma parte da coisa.

 

Não defendo que, para escreverem sobre o caso Ensitel, tivessem de falar comigo, a coisa ultrapassou-me, em muito, mas teria dado algum jeito (a bem da verdade) confirmarem alguns dos factos que publicam, mesmo que esses factos surjam relatados pelos entrevistados.

 

Gosto, sobretudo, da afirmação do vosso entrevistado Nuno Costa, social media manager da agência digital View (de quem nunca ouvi falar - falha minha, certamente), quando afirma, entre outras pérolas, "Deve ter havido muito off antes do on", denunciando claramente que, não só não se informou devidamente, como não compreende o meio que pretende dominar. Gosto também da forma intimista como o vosso entrevistado se refere à minha pessoa "...julgo que esta situação ganhou as proporções que ganhou por causa da Maria João." ou, mais à frente "A Maria João trabalha no Sapo Blogs", esta coisa do tu cá tu lá, denuncia uma relação de intimidade (ou, pelo menos, de conhecimento pessoal) que não existe. Mas enfim, há coisas que vocês não podem controlar.

 

Por último, não concordo com a vossa análise. Já tentei explicar aqui a minha opinião sobre o tema (que é tão válida como qualquer outra, evidentemente), mas acima de tudo, não concordo com essa coisa dos padrinhos disto e dos padrinhos daquilo, e não acho que as marcas tenham de se preocupar especialmente com pessoas que possam, potencialmente, ser opinion makers.

 

Na minha opinião, as marcas têm de se preocupar, por igual, com todos os seus clientes, independentemente destes terem blogs, sites, twitters, facebooks, linkedins, hi5, telemóveis e o raio que os parta.

 

Se tratarem bem e justamente todos os seus clientes, têm a clientela garantida, e previnem situações dramáticas idênticas às da Ensitel.

 

Um dia destes, depois das coisas acalmarem (ainda anda tudo à bolachada nos posts que escrevi sobre a Ensitel, mesmo os mais antigos) terei oportunidade de, a frio (ou tão a frio quanto possível, para mim), fazer uma análise mais técnica da novela. Tenho lido muito do que se tem escrito (umas coisas melhores que outras, evidentemente), mas, sinceramente, da vossa parte, esperava mais. Esperava pelo menos que tivessem feito uma triagem melhor dos gurus que, por ocasião do caso Ensitel, de repente apareceram e saíram de baixo dumas pedras obscuras, e que mandam umas postas de pescada que ou são ignorantes, ou desonestas, ou apressadas ou de La Palisse.

3 comentários

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    Jonasnuts 25.01.2011

    (Embora eu já tenha sido mais gorda) é claro que 99% das pessoas que aderiram a esta coisa não me conhecem, nem faziam ideia de que eu trabalho onde trabalho e, para o caso, eu podia trabalhar no talho do zé das iscas, é irrelevante.

    Mas, o que eu acho, é que as pessoas ainda têm a necessidade de identificar heróis e heroínas, e deslumbram-se muito, quando a pessoa do ano da TIME é o utilizador, mas não conseguem ter essa leitura e esse posicionamento no dia-a-dia. Precisam de líderes, ou de portas estandartes. E isso, é não perceber o poder das massas que é, em última análise, o poder do indivíduo :)
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    Visigordo 25.01.2011

    Sobre o primeiro parágrafo do comentário, não me parece que seja o entendimento que o sr. Nuno Costa fez de tudo isto.
    Para ele "a situação ganhou as proporções que ganhou por causa da Maria João".Não me quer parecer. Com o fenómeno redes sociais, qualquer pontinho que ganhe o mínimo de visiibilidade, torna-se numa bola de neve, variando o seu tamanho com a quantidade de gente que o assunto possa afectar.
    Coloque-se na mesma bola de neve os direitos do consumidor e a liberdade de expressão e estava-se mesmo a ver as proporções que iria ganhar.

    Quanto ao segundo parágrafo, acho que as coisas estão a mudar e a massificação da internet é a única responsável por isso.
    Já não vivemos os tempos em que tinhamos de ir a uma biblioteca, "chatear" o amigo advogado com questões legais, fazer uma consulta a um advogado, etc. para nos inteirarmos das leis, formas preventivas de actuar, etc.
    Uma sociedade de informação pode-nos ter trazido muita coisa má, que também trouxe, mas veio tirar do escuro estes casos de contornos pouco claros.
    Com as convocatórias para manifs por sms, mail, FB, com as petições online que obrigam à discussão de certos assuntos mais incómodos, com a velocidade a que corre a informação e em que muitas vezes o autor da ideia original se vê ultrapassado por uma chusma de gente sequiosa de passar ela para o frente, a ideia do porta-estandarte parece-me cada vez mais longe.

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