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Jonasnuts

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Prazeres analógicos

Jonasnuts, 10.03.10

Comparada com o comum dos mortais, eu sou geek. Gosto de engenhocas. Comparada com a maioria das pessoas com quem trabalho, sou uma totó, mas pronto, é tudo uma questão de perspectiva. Gosto de engenhocas, coisas que nos facilitam a vida, carregamos num botão e vamos à nossa vida, e aquela coisa faz o que tem a fazer. Sempre que compro alguma coisa para a cozinha (e não só), tento sempre encontrar o coiso mais moderno e de última geração. A balança é digital, a batedeira já nem se chama batedeira, é um robot todo xpto, três vezes nove vinte e sete, a bimby, o descascador de alhos, o ralador, enfim..... é tudo geek.

 

Depois desta descrição, supor-se-ia que, no momento de comprar uma chaleira, eu optasse por aquelas todas zbroing, que a única coisa que é preciso fazer é encher de água, carregar no botão e está a andar, aquilo em 3 minutos ferve a água, apita e, suspeito que os modelos mais avançados já tenham uma câmara onde deitamos as folhas de chá, que se espalha sobre a água assim que esta ferve, e apita 5 minutos depois quando o chá já está próprio para consumo.

 

Pois, mas não. Comprei uma daquelas antigas, das que apita, mas apenas porque o vapor da água a ferver passa pela válvula que assobia.

 

E explicar o prazer idiota e infantil que me proporciona o ritual de fazer chá? Meter a chaleira ao lume, esperar imenso tempo, ouvi-la a chamar-me, ir lá tirá-la do lume e ouvir o assobio a extinguir-se, e depois fazer o chá (verde, dos Açores, evidentemente).

 

É tão analógico, que não percebo a pancada, mas é um desejo antigo, ter uma chaleira que apite. Já tenho uma, é igual à da foto, mas em azul claro.

 

Mais coisa menos coisa e começo a ter desejos por um fogão a lenha :)

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