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Jonasnuts

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Hoje é dia de festa

Jonasnuts, 08.01.10

E desenganem-se aqueles que acham que hoje é dia de festa só para os homossexuais.

 

Hoje é dia de festa para todos, mesmo para aqueles que não sabem que devem festejar, sobretudo para esses. A descendência agradecerá.

 

4 comentários

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    Jonasnuts 10.01.2010

    A orientação sexual não tem nada a ver com a luta pela igualdade. A minha orientação sexual não interessa e eu estou feliz apesar de não ter sido aprovada uma lei que me satisfizesse por completo (eu iria mais loge, iria à adopção).

    A coisa não foi impingida na medida em que fazia parte do programa do PS para as eleições legislativas, e foi um tema amplamente debatido. Nessa medida o referendo não fazia sentido, como não fazia sentido mesmo que não tivesse a medida estado anunciada pelo programa do governo. Se fizessem um referendo na África do Sul, no tempo do aprtheid, perguntando se concordavam com o sistema, quem é que acha que ganharia? As minorias protegem-se.

    Quanto às demais questões, poligamia, incesto, debatam-se, cheguem-se à frente os activistas como se chegaram à frente os activistas que defendiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo (eu não lhe chamo casamento gay). Eu sou a favor do debate. Pessoalmente não conheço ninguém que seja a favor de e viva em poligamia, mas hey, nada contra, desde que todos os envolvidos saibam ao que vão.

    Eu estou convencida que o meu filho me agradecerá por todas as coisas boas que eu lhe deixar, e, na minha opinião, uma lei mais respeitadora de todos e que não trate os cidadãos de forma diferenciada, é uma coisa boa.
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    António Bento 11.01.2010

    Não sabia que fazia parte do programa de Governo do PS, desta vez não prestei a devida atenção aos programas eleitorais - e devia tê-lo feito nem que fosse para reconfirmar que nunca são cumpridos - e como não tenho TV o debate passou-me ao lado. Realmente assim não se justifica o referendo. A minha opinião sobre o referendo foi formada por reacção a outras opiniões de quem, certamente, também não conhecia o programa, mas opinou sobre as mentalidades retrógradas que se opunham e que não o deviam fazer. E que, claro, também têm o direito à opinião.
    Um referendo nos tempos do apartheid seria apenas uma antecipação do que acabou por suceder. Hoje percebe-se o tempo que se perdeu por não ter sido feito. Mas não era aí que eu queria chegar; O facto de se legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo não as vai livrar da discriminação. O tempo, e sobretudo uma educação que falta é que lá chegarão. Espero. No caso do racismo ainda falta tanto.
    Sobre poligamia acompanhei mais ou menos de perto um caso que começou com uma conversão ao Islão, mas que acabou por não dar certo, mas há casos de poligamia clandestina que às vezes parecem funcionar muito bem. De incesto só conheço os casos tristes, mas deve ser possível haver casos não traumáticos. A minha conclusão é que o modelo de contrato social que é o casamento tal como o conhecemos parece estar a esgotar-se, e o casamento entre pessoas do mesmo sexo (irra, que casamento gay escreve-se mais depressa!) é mais do mesmo. Podiam ter ido mais longe e dar de vez uma lição ao mundo. Talvez seja cedo, mas os impossíveis acontecem cada vez mais depressa...
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    Jonasnuts 11.01.2010

    É verdade o que dizes, que a lei não muda mentalidades e que é em matéria de mentalidades que é preciso mudar. Concordo. Mas, neste caso em específico, se a mentalidade que exclui não estiver protegida pela lei, perde força e importância. Neste momento, é só, mesmo, um caso de mentalidades, enquanto que, antes era também a lei. Perdeu força o movimento (e as mentalidades) que defendiam uma coisa só para alguns.

    As mentalidades não se mudam de um dia para o outro. O exemplo que dás, do racismo, é a prova, se fossem necessárias provas, mas aos poucos, lá chegaremos e as leis que nos regem fazem parte dessa mudança. Depois, cabe-nos a nós, pais e educadores, fazermos o trabalho de casa, no dia-a-dia. É mais difícil e é lento, mas é é preciso que se faça.
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