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Jonasnuts

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Dos professores e avaliações

Jonasnuts, 21.11.08

Tenho andado a aprender e a descobrir coisas novas sobre a educação, na tentativa (vã) de me instruir sobre este processo de avaliação dos professores proposto pelo governo, e da acção de protesto dos sindicatos. Ainda não consigo ter opinião, mas já tenho várias pequenos apontamentos que contribuirão para a minha opinião final, caso um dia consiga ter uma:

 

1 - Os professores estão mal representados. A pessoa que mais barulho faz, apresentando-se como representante dos professores, Mário Nogueira, pode saber falar ao coração de alguns professores (não acredito que fale ao coração de todos), mas não sabe comunicar com o resto das pessoas. Passa por teimoso, mal-educado, birrento e a precisar de levar uns açoites no rabo, para acabar com a crise de mimo. Da mesma forma que o meu filho quer uma PSP, o senhor quer derrubar a ministra. Deve ficar bem no currículo de sindicalista: "ora vamos lá ver quantos ministros já derrubou este senhor. E secretários de estado? Sim senhor, um belo currículo." Se calhar recebem pontos, como nos postos de gasolina.

 

2 - O Governo não sabe o que anda a fazer. Como não acredito que o senhor do parágrafo ali de cima consiga falar ao coração de muitos professores, resta-me acreditar que o número de participantes nas duas maiores manifestações feitas até agora tem a ver com a impraticabilidade da proposta do governo (mais do que com as reivindicações dos sindicatos). Outra possibilidade era eu pensar que muitos professores não querem mudar o sistema de avaliação, mas eu ainda não estou emocionalmente preparada para me inclinar para esta hipótese.

 

3 - Ninguém parece saber muito bem como é que se avaliam os professores. Várias propostas idiotas têm sido já adiantadas: que se mantenha o sistema que existe, que sejam os alunos a avaliar, que seja baseada no rendimento dos alunos, que sejam os pais dos alunos.... enfim, palermices. Ainda não vi UMA proposta de jeito que me tenha levado a pensar...peraí, isto é capaz de poder fazer algum sentido.

 

4 - Os pais dos alunos, e os alunos, não são perdidos nem achados no meio desta confusão.

 

5 - Estou pior do que estava no início deste processo. Cada vez sei mais, mas cada vez percebo menos.

 

6 - As generalizações são perigosas.

3 comentários

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    Jonasnuts 21.11.2008

    Mais depressa concordo com uma avaliação onde um dos elementos seja a evolução dos alunos do que uma avaliação em que um dos elementos seja o resultado dos alunos.

    É verdade, não percebo de estatística e sou mesmo uma céptica dos números, acho que a estatística, só, não pode servir para avaliar seja quem for. Mas reconheço que sou um bocadinho radical, em matéria de números.

    A história da empatia é que já acho fruta a mais. Para isso teríamos de fazer a avaliação dos pais. Quantos é que se baldam às convocatórias dos professores? Quantos é que vão às reuniões de pais? Eu sou mãe, mas reconheço que muitos pais se estão completamente borrifando para a aprendizem, e esses inquéritos facilmente se transformariam em formas de pressão e/ou vingança sobre os professores, não como forma de avaliar a aprendizagem mas como forma de penalizar uma má nota dada ao filhinho, coitadinho.

    Isto depende de pessoas, logo, todos os métodos são falíveis.

    Se fosse tão fácil como descreveste, porque é que ainda não vi isso proposto por ninguém?
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    j.a. 21.11.2008

    Se conseguírem quantificar o empenho de um professor penso que tem o prob. resolvido.
    Porque pode-se ser muito bom prof. empenhado e tudo o mais e simplesmente devido às características da turma não ter os resultados pretendidos
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