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Jonasnuts

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Contar pessoas

Jonasnuts, 09.03.08
Sempre foi algo que me suscitou a curiosidade, a contagem de pessoas.

Qualquer greve, ou manifestação ou ajuntamento que reúna mais de 100 pessoas, tem direito a contagem de cabeças.

Deve haver profissionais desta coisa, da contagem de pessoas. Num estádio ou em qualquer recinto com um número conhecido de lugares, é fácil, sabem-se quantos bilhetes foram vendidos, vêem-se os lugares desocupados e, mais 100 menos 100 a coisa acerta.

Mas em áreas que não têm essa contabilidade, é mais difícil, e torna-se certamente necessário recorrer à contratação de pessoas com competências específicas.

Na fase de recrutamento destes profissionais liberais, os requisitos de contratação variam, consoante o lado da barricada em que se está, suponho. Se quero desvalorizar o ajuntamento, vou contratar alguém que, reconhecidamente, rouba sempre uns números, se quero valorizar a coisa, terei de contratar alguém que engorde a soma final.

É aqui que entram em acção os CV destes profissionais liberais. Na manifestação de 1980 contra a Lei-Barreto contabilizei (que é uma forma fina de dizer contei), 120.000 cabeças, já no 1º de Maio de 1974, na Alameda, contei 80.000, dos quais 20.000 eram crianças.

Não há ninguém a regulamentar (que é uma forma fina de dizer regular) este sector profissional? É que nestas coisas de números, se um puxa para um lado e o outro puxa para o outro, não há quem se entenda, embora possamos sempre fazer a média entre o resultado mais alto e o mais baixo. É o valor mais seguro.

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