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Jonasnuts

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O acordo ortográfico

Jonasnuts, 18.11.07
Comecei por comentar este post, mas já ia muito longo. Achei que era demais.

Eu sou contra o acordo ortográfico, porque resisto à mudança, principalmente quando não lhe percebo os objectivos.

Não acho que seja por aproximar o português de Portugal do português do Brasil (e vice versa), que se vai conseguir seja o que for. Errado, vai conseguir-se baralhar os portugueses e os brasileiros.

Posso optar por manter o português pré-acordo, e seria isso mesmo que eu faria, se não fossem as circunstâncias.

É que tenho um dilema. Um dilema e um filho. Tenho um puto com 9 anos. Está no final do 1º ciclo, naquilo a que antigamente se chamava quarta classe. Se eu escrever à "minha maneira" estou a dar-lhe exemplos que, se ele seguir, são considerados errados, nos testes, e não quero um filho a escrever com erros ortográficos.

A língua tem de evoluir, sim senhor, mas isso faz-se através de acordos ortográficos? Não me cheira.

4 comentários

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    pedrocs 19.11.2007

    Sim, boa ideia, vamos estupidificar, descer o denominador comum para igualar o nível de estupidez da população em vez de, sei lá, a educar.

    Aprender a língua é um prazer, como aprender música, por exemplo e os putos não dão erros porque a língua é difícil, dão-nos porque são burros e porque os pais não os ensinam.
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    MJ Valente 20.11.2007

    Não tem nada a ver com estupidificar, pelo menos na minha perspectiva. (E sim, perspectiva manteria o c., bem como facto... porque se leêm de facto.) Agora, alguém me explica qual é a utilidade das excepções? Tive esta discussão há uns tempos com uma série de docentes da primária e confesso que foram eles a fazer-me mudar de ideia (sim, sim, eu também não concordava com grandes mudanças na língua portuguesa). Mudei de ideia porque a ideia deles tinha/tem lógica. Mas, enfim, talvez não valha a pena discutir isto aqui.
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    pedrocs 23.11.2007

    Talvez não. Não sei.

    Mas não vejo qualquer espécie de vantagem nestes acordos ortográficos. E certamente que não vejo vantagens em simplificar a língua para evitar erros ortográficos de crianças ignorantes.

    Acredito mais em ensinar as crianças a usar a língua do que em modificar a língua para facilitar a vida às crianças.

    Preferia ver uma evolução nos sistemas de ensino.
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