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As cores da Torre Eiffel

por jonasnuts, em 12.07.16

Muito se tem dito e falado acerca do facto da Torre Eiffel não se ter acendido com as luzes portuguesas, na noite em que Portugal se sagrou campeão da Europa.

 

Diz a responsável pelo acendimento, a Orange, que, desde o início do campeonato, e ao contrário do que muita gente pensou (eu incluída), a escolha das cores tinha a ver com o buzz que um determinado país tinha nas redes sociais.  

 

No dia 10 de Junho, houve 1 jogo. França - Roménia. Que a França ganhou. As cores da Torre Eiffel foram estas:

 

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No dia 11 de Junho houve 3 jogos. Albânia-Suíça (0-1), Inglaterra-Rússia (1-1) e Gales-Eslováquia (2-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (País de Gales):

 

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No dia 12 de Junho houve 3 jogos, Turquia-Croácia (0-1), Alemanha-Ucrânia (2-0), Polónia-Irlanda do Norte (1-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (Turquia):

 

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No dia 13 de Junho houve 3 jogos. Espanha-República Checa (1-0), Bélgica-Itália (0-2), Irlanda-Suécia (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Espanha): 

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No dia 14 de Junho houve 2 jogos. Áustria-Hungria (0-2) e Portugal-Islândia (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

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No dia 15 de Junho houve 3 jogos. Rússia-Eslováquia (1-2), França-Albânia (2-0) e Roménia-Suíça (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

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No dia 16 de Junho houve 3 jogos. Inglaterra-Gales (2-1), Alemanha-Polónia (0-0) e Ucrânia-Irlanda do Norte ( 0-2). As cores da Torre Eiffel foram estas (Inglaterra):

 

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No dia 17 de Junho houve 3 jogos. Itália-Suécia (1-0), Espanha-Turquia (3-0) e República Checa-Croácia (2-2). As cores da Torre Eiffel foram estas (Turquia):

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No dia 18 de Junho houve 3 jogos. Bélgica-Irlanda (3-0), Portugal-Áustria (0-0) e Islândia-Hungria (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Bélgica):

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No dia 19 de Junho houve 2 jogos. Suíça-França (0-0) e Roménia-Albânia (0-1). As cores da Torre Eiffel foram (França):

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No dia 20 de Junho houve 2 jogos. Rússia-Gales (0-3) e Eslováquia-Inglaterra (0-0). As cores da Torre Eiffel foram (Inglaterra):

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No dia 21 de Junho houve 4 jogos. Ucrânia-Polónia (0-1), República Checa-Turquia (0-2), Irlanda do Norte-Alemanha (0-1) e Croácia-Espanha (2-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Turquia):

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No dia 22 de Junho houve 4 jogos. Islândia-Áustria (2-1), Itália-Irlanda (0-1), Hungria-Portugal (3-3) e Suécia-Bélgica (0-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

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No dia 25 de Junho houve 3 jogos. Suíça-Polónia (1-1), Croácia-Portugal (0-1) e Gales-Irlanda do Norte (1-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (Polónia):

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No dia 26 de Junho houve 3 jogos. França-Irlanda (2-1), Hungria-Bélgica (0-4) e Alemanha-Eslováquia (3-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (Alemanha):

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No dia 27 de Junho houve 2 jogos. Itália-Espanha (2-0) e Inglaterra-Islândia (1-2). As corres da Torre Eiffel foram estas (Itália):

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No dia 30 de Junho houve 1 jogo. Polónia-Portugal. As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

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No dia 1 de Julho houve 1 jogo, Gales-Bélgica (3-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Gales).

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No dia 2 de Julho houve 1 jogo. Alemanha-Itália (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Itália):

 

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No dia 3 de Julho houve 1 jogo. França-Islândia (5-2) As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

 

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No dia 6 de Julho houve 1 jogo. Portugal-Gales (2-0) . As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

 

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No dia 7 de Julho houve um jogo, Alemanha-França (0-2). As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

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No dia 10 de Julho houve 1 jogo. Portugal-França (1-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

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Há iluminações para todos os gostos, e nem sempre foram de acordo com os vencedores dos vários jogos.

 

Parece-me estranho que o símbolo duma cidade fique à disposição duma marca, mas isso não é de hoje.

 

Parece-me palerma que a coisa não tenha sido divulgada desde o início.

 

No dia da final, para reflectirem as redes sociais teriam de ter acendido as luzes do #fuckpayet.

 

E pronto. Está justificado o facto da Torre Eiffel não ter mostrado as cores portuguesas, no dia em que esta conquistou o Campeonato Europeu.

 

Não tem de quê (que isto ainda deu algum trabalho :)

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O que é Nacional, é bom

por jonasnuts, em 12.07.16

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 Este anúncio para casting, da Nacional, há uns meros 10 anos, não seria possível.

 

A quantidade de informação, normalmente violenta, agressiva, dramática, que gerimos no dia-a-dia pode, por vezes, esconder a realidade de que, apesar de ainda faltar muito caminho, estamos a ir na direcção certa.

 

Via Shyznogud.

 

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Eram 20h30, quando me comecei a interessar

por jonasnuts, em 11.07.16

Estive sempre away do campeonato europeu. Via os jogos, e tal, mas estava-me borrifando. Dava-me quase igual que Portugal ganhasse ou perdesse. A sério.

 

Não vi a maior parte dos jogos, apenas acompanhava pelo Twitter que é a melhor forma de acompanhar jogos de futebol, tem-se a informação, as análises, as piadas e as críticas, em tempo real.

 

Antes da final preferia ganhar, porque........ França. E porque percebi o que isso significaria para os milhares de portugueses que lá estão a viver. Mas continuava a ser quase indiferente.

 

E depois tudo mudou. Às 20h30. Quanto o Cristiano leva aquela trancada. E quando se tornou impossível ignorar os critérios dúbios da equipa de arbitragem.

 

A partir desse momento, até lhes roía os ossos. Cabrões sem fair-play. A França é a França e o raio que os parta.

 

Posto isto, ainda acho que o futebol podia ser uma coisa bonita, para além da violência, e dos insultos (durante os jogos não conta, a parte de usar palavrões), acho que toda a gente podia ser mais irlandês.

 

Ou português:

 

 

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Revisão da matéria dada e conclusões

por jonasnuts, em 09.07.16

Por causa deste post (Auto-link).

 

Recapitulando resumidamente. 

 

Ontem a meio da tarde, o meu filho, que se encontrava na Praça de Algés foi abordado de forma que eu considero no mínimo dúbia, pelas autoridades, e todo o processo foi deplorável e abusivo. A coisa resolveu-se com a chegada do adulto com quem ele se ia encontrar para ir ao concerto, e que confirmou a história que o meu filho explicava às autoridades desde o início. Eram 3 homens, Um que se identificou com distintivo (e só com distintivo) como polícia à paisana e dois, que não se identificaram e que envergavam coletes da NOS.

 

Eu soube disto pouco depois da 1 da manhã, quando fui buscar o puto à saída do festival.

 

Fiquei pissed. 

 

Cheguei a casa. Escrevi o post que linkei mais acima. Contactei via Twitter e Facebook a @NOS_Alive e enviei um mail à Everything is New, expondo a situação e pedindo esclarecimentos.

 

Responderam-me, por mensagem directa no Twitter muito rapidamente (demoraram 1 hora o que, numa madrugada de sábado, em dia de festival, considero muito rápido). Pediram-me contacto. Não se comprometeram (evidentemente) e disseram que iam esclarecer as coisas e que me contactariam com uma resposta.

 

A resposta chegou, por mail, às 3h50. Com instruções para contactar uma determinada esquadra, cujo comandante já tinha sido avisado, e que teria disponibilidade para me receber durante o dia de hoje. 

 

Esta manhã, às 11h00, contactei a esquadra e, sim senhor, assim que disse o meu nome deve ter saltado um aviso qualquer e sabiam exactamente de que é que se tratava. Recebi mais instruções que segui, indo pessoalmente à esquadra, pelas 15h00.

 

Fui bem atendida, por um agente que não sabia de nada e a quem tive de explicar toda a situação, e a quem mostrei o mail que tinha recebido da organização do evento. De imediato (mais coisa, menos coisa) fez um telefonema para o comandante, que estava a par e com quem falei ao telefone. Deu-me o seu endereço de mail directo e pediu-me que lhe enviasse um mail, expondo a situação.

 

Regressei a casa e foi o que fiz. Enviei um mail.

 

Nem 10 minutos depois, estava a receber um telefonema do comandante. O meu filho estava comigo, pelo que coloquei a chamada em alta voz. Numa conversa calma (todas as conversas foram sempre calmas e educadas e ponderadas), foi confirmado que, sim senhor, o relato do meu filho confirmava-se. Que sim senhor, que tinha sido excessivo. Que os dois elementos que usavam coletes NOS eram também agentes da autoridade e não seguranças da equipa da organização (como eu tinha originalmente pensado). Foi feito um pedido de desculpas, que foi aceite, e foi feita a oferta de entrada no concerto para o meu filho e eventuais acompanhantes, hoje,  que agradecemos, mas declinámos.

 

Está agendada uma conversa pessoal entre mim e o Comandante, para quando ele regressar de férias, que terei, com muito gosto.

 

Pela parte que me toca, o assunto está concluído. Foi cometido um erro. Foi assumido o erro e foram pedidas desculpas. O meu filho ouviu esta parte. Espero (e creio que) a parte pedagógica da situação sirva para o futuro e posso considerar-me muito satisfeita pela forma como tudo foi tratado, quer pela PSP quer pela Everything Is New (a que já agradeci, por mail) , organizadora do NOS Alive.

 

Claro que preferia que nada disto tivesse acontecido, mas, já que aconteceu, que tenha sido bem gerido. E foi. Por todos os envolvidos.

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Não nos conhecemos. Mas havemos de nos conhecer. Brevemente.

 

Tu, que esta tarde viste um puto sozinho na rotunda de Algés e achaste que ele estava a vender bilhetes na candonga. Tu, que o abordaste sem te identificares. Tu que lhe tiraste a carteira, e o telemóvel. Tu, que não acreditaste nas explicações que ele te deu. Tu, que não te identificaste. Tu, que de repente estavas com mais dois compinchas na NOS, que seguraram nos pertences do meu filho enquanto tu o tentavas convencer de que ele era um perigoso criminoso. Tu, que não reagiste quando um dos gajos com colete da NOS ameaçou dar um soco ao meu filho.

 

Tu, ficas a saber que o meu filho é menor. E ficas também a saber que eu sou, na maior parte do tempo, mãe galinha. Quando me lixam o esquema, deixo de ser galinha, e passo a ser leoa.

 

Tu, ficas a saber que há um pássaro brasileiro chamado cácalharás.

 

E podes falar deste pássaro aos teus amiguinhos da NOS, mas mesmo que não fales, eles também o hão-de conhecer, brevemente.

 

Para o caso de estares na dúvida, eram 16h45, e o puto era loiro e franzino e estava nervoso, porque a única vez que foi abordado por um estranho foi para ser assaltado. 

 

Passarinho brasileiro, meu caro, passarinho brasileiro.

 

O primeiro concerto a sério do puto, a que foi sozinho, e estes cabrões fazem-me esta merda. 

 

UPDATE (09/07/16 - 18h24): Tudo está resolvido e concluído. Escrevi sobre isso aqui (auto-link).

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Há um ano

por jonasnuts, em 08.07.16

Rita da Nova 🔊-1.jpg

 

Faz precisamente hoje um ano.

 

O Antes

 

Por motivos que agora não interessam, vi-me envolvida na organização de uma acção do SAPO que sai um bocadinho da minha área. Tive de organizar uma sessão de staring contest (jogo do sério), entre pessoas conhecidas, para que fosse usado nas campanhas dos festivais de Verão.

 

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Eu conheço muitas pessoas conhecidas, mas prefiro sempre telefonar a pessoas de quem gosto e a quem acho piada ou por quem tenho admiração e respeito. 

 

Algumas pessoas já estavam apalavradas, e eu só tinha de convidar mais 3 ou 4. Lembrei-me do Guilherme Fonseca, porque já me tinha cruzado com ele no Inferno, lembrei-me do Guilherme Por Falar Noutra Coisa Duarte e lembrei-me da Rita da Nova, que leio há uns anos, quer no(s) Blog(s) quer no Instagram quer no Facebook.

 

Para além destes convidados, havia outros e era preciso emparelhar as pessoas, de forma a que o staring contest funcionasse. Tinha de haver química, para que a coisa tivesse piada. O objectivo era um vídeo curtinho, em que um deles, ajudado pelo comentador de serviço que mandava umas piadolas, se desmanchasse a rir.

 

No dia 8 de Julho, fomos para estúdio.

 

Tudo estava a correr bem com o staring contest. As pessoas chegavam, eram emparelhadas, falavam um bocadinho antes de começarmos a gravar, para aliviar o ambiente e depois punham-se uma à frente da outra. Uns demoravam mais que outros, mas o vídeo mais longo que tínhamos era de uns longos 5 minutos.

 

O Durante

 

O Guilherme Fonseca chegou, à hora marcada. Eu tinha pensado emparelhá-lo com a Rita da Nova. Mais ou menos da mesma idade, os dois giros que se fartam, os dois talentosos e, julgava eu, fartinhos de se conhecerem.

 

Nada. À minha afirmação "vais ficar com a Rita da Nova" recebo um "quem é a Rita da Nova?". Não queria acreditar. Nem ele (nem, de resto, todos os presentes) sabiam quem era a Rita da Nova. Estava chocada, eu. Burros.

 

O Guilherme estava com pressa, porque tinha um compromisso logo a seguir.

 

Recebo um telefonema, da portaria "está aqui uma senhora para si". Era a Rita. Lá fui eu buscá-la, à portaria. Aproveito para lhe dizer, "vais ficar com o Guilherme Fonseca". "Quem é o Guilherme Fonseca?". "Aquele, do canal Q, do Inferno, do Curto-Circuito". Nada, nem um vislumbre de reconhecimento. Não fazia ideia. 

 

Bom, estavam em igualdade de circunstâncias, ao menos.

 

Entramos no sítio das gravações e procedo às apresentações. Rita é o Guilherme, Guilherme é a Rita. "Tens noção que vais perder?" é a primeira coisa que o Guilherme diz. Olhei para a Rita e pensei com os meus botões "talvez te lixes, Guilherme, talvez te lixes".

 

Depois do quebrar o gelo, lá se sentaram à frente um do outro, com a mesa pelo meio, e deu-se início à gravação.

 

Estávamos a contar com um vídeo de, vá, 3 a 5 minutos.

 

O animador esforçou-se. Tinha conseguido, com êxito, desmanchar os anteriores concorrentes em tempo record (alguns em meros segundos), e estava confiante.

 

Guilherme e Rita impávidos e serenos. Nada os demovia. Sérios que metia dó.

 

Passaram 5, passaram 10, passaram 15, passaram 20. O animador olhava para mim, perguntando-me em silêncio "isto está mesmo a acontecer? O que é que eu faço?". "Continua, respondo-lhe eu, mentalmente". Passaram 30, passaram 40. O animador desiste. O resto da equipa também. Deixámos tudo a gravar e fomos beber café.

 

Regressados do café, mantinha-se o jogo. Nenhum dos dois dava o braço a torcer. Decidi intervir e tentar eu desmanchar a coisa, assim como assim o vídeo já teria de ser editado, cortava-se a minha voz na edição. Olhei para eles. Caiu-me a ficha e disse, "o vosso primeiro filho terá de se chamar Jonas se for um rapaz ou Mª João se for uma rapariga". Nem assim.

 

Passaram os 50 minutos, a hora, a equipa de filmagens já só queria terminar aquilo, que já era fim do dia. 1 hora e 10 minutos e eu chego à conclusão de que não sairão dali nunca. Nenhum deles alguma vez dará o braço a torcer. Nenhum deles capitulará.

 

Chego-me ao pé deles e explico "meninos, não podemos esperar mais, proponho levar-vos ali para uma sala de reuniões onde podem continuar a vossa cena, e nós prosseguimos com o nosso trabalho". Nada. Nem olham para mim. Ninguém quer desistir. "Temos que terminar, e eu declaro-vos um empate técnico, sem vencedores nem vencidos". 

 

Só assim é que consegui acabar com aquele namoro, que se prolongou, em silêncio, durante mais de uma hora.

 

 

O Depois

 

O Guilherme continuava atrasado para o seu compromisso, mas, estranha e curiosamente, não manifestava muita pressa para sair. A Rita, mais despachada, ainda teve pachorra para tirar uma foto para o Instagram do SAPO, e depois saiu.

 

Instagram.jpg

 

O Guilherme descansou por uns momentos, sentado numa cadeira, parecia que tinha levado um enxerto de porrada. Lá se recompôs e saiu, rumo ao compromisso para o qual estava agora irremediavelmente muito atrasado.

 

As pessoas que estavam no estúdio entreolharam-se e eu, desbocada, verbalizei o que toda a gente estava a pensar: "isto vai dar molho". 

 

Tive muita curiosidade acerca do desenrolar da coisa, mas fiquei quietinha, só à procura de pistas. A primeira chegou em forma de likes. A Rita postava qualquer coisa, em qualquer lado, mesmo no sítio mais obscuro, e lá estava um like do Guilherme. 

 

Desconfiei que alguma coisa se estava a passar quando vejo um post de um brunch, no mural do Guilherme, e desde aí tenho acompanhado à distância. Acho que nunca mais estive pessoalmente nem com a Rita nem com o Guilherme, depois de dia 8 de Julho de 2015. 

 

É óbvio que nada tenho a ver com o assunto, fui só um instrumento do acaso, mas é impossível não me sentir o pontapé de saída, o primeiro nó da trança. 

 

Dirão vocês, que sorte eles têm, porque o momento em que se conheceram está registado, em 1h10 de footage. Nope, têm azar, porque, por ser demasiado longo, o vídeo não foi aproveitado e foi irremediavelmente apagado (era MUITO pesado) de todos os sítios por onde andou. E se eu procurei por ele. É um dos meus desgostos.

 

Parabéns, meninos. Já sabem, ou Jonas ou Maria João :)

 

 

 

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Segurança online

por jonasnuts, em 04.07.16

Quem me conhece, seja irl seja virtualmente, sabe que sou ligeiramente fundamentalista no que diz respeito à segurança e à privacidade (as duas são íntimas).

 

Ainda na semana passada fiz uma cena por causa de um mail com demasiadas pessoas em cc. A grande maioria das pessoas não me percebe e acham que eu sou maluquinha, o que, não sendo genericamente falso, neste caso em particular, não se aplica.

 

Sou até moderada. Se eu fosse fundamentalista da segurança e da privacidade não tinha conta em redes sociais (e tenho em praticamente todas, mesmo que não as use assiduamente), só usava browsers em modo privado, usava contas provisórias de mail para me registar em cenas, e só pagava com cartões de crédito virtuais. Ou não me ligava, pura e simplesmente.

 

Mas a segurança e a privacidade são temas que me interessam. Quer do ponto de vista pessoal quer do ponto de vista profissional. Tenho a "meu" cargo dados pessoais de muitos utilizadores, de quem considero ser fiel depositária duma série de dados pessoais cuja segurança e, consequentemente privacidade, está sob a minha guarda. Levo muito a sério, esse papel de fiel depositária.

 

Não há cá consultas ad hoc a bases de dados, não há informações pela porta do cavalo, não há jeitinhos, não há cunhas. E já estive nessa posição mais vezes do que aquelas que gostaria. 

 

Irrita-me solenemente a utilização abusiva dos meus mails. Tenho uma embirração de estimação pela DECO à conta disso mesmo. 

 

Preocupam-me MUITO as tentativas que vêm de todos os sectores, de centralização de informação (só tive cartão de cidadão quando fui mesmo obrigada a isso, este ano, porque já não dava para ter por mais tempo o meu bilhete de identidade), ou a tentativas de fazer bypass à segurança que as empresas adoptam para manter privados os dados dos utilizadores. Acho vergonhoso o que, impunemente, a NSA andou e anda a fazer, e o Edward Snowden é um herói recente da minha parca lista de heróis.

 

Preocupam-me muito mais estas coisas do que os hackers e afins.

 

Aceitei, por isso, o convite que a Siemens me fez para participar na #SiemensTalks. Tem tudo a ver comigo, porque é um debate sobre segurança, e porque decorrerá no Twitter que, como se sabe, é A rede social :)

 

É hoje, a partir das cinco da tarde. Apareçam. Não têm de sair de onde estão.

 

O programa completo e mais contexto, aqui.

 

 

 

 

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Bodyscience.jpg

 

 

Este post não tem nada a ver com dietas, e se vieram aqui ter à espera de encontrar a dieta xpto, que em três dias vos faz perder três Kg, estão no sítio errado.

 

Estou a fazer dieta. Neste momento, não interessa qual, e devo dizer que está tudo muito bem encaminhado. O peso e os centímetros já começaram a reduzir, o estado geral de saúde melhorou, o ânimo e a disposição também. Até aqui, tudo normal (been here, more than once).

 

Nunca fui magra, mas sempre achei que era mais gorda do que o que de facto era, apercebo-me agora, pelas fotografias. 

 

Não pretendo ter um corpo de 20 anos, porque, lá está, não tenho 20 anos. Quero apenas sentir-me bem. Esteticamente sim, mas não sobretudo.

 

Por isso, achei que se calhar, para além de ter alterado os meus hábitos alimentares, devia fazer algo mais. Agora, mais o quê?

 

Toca de me pôr à procura, online, de cenas que pudessem ajudar a....vá, contrariar a gravidade e os anos que o meu corpo leva de ganha peso-perde peso.

 

Há uma coisa que me caracteriza. Não embarco em cenas. Ou eu percebo a mecânica da coisa, ou há estudos científicos (dos sérios) que comprovam os métodos e os resultados, ou não alinho. Não serve de nada, no meu caso, falar na tecnologia A, B ou C, se não explicam muito bem em que é que consiste, o que é que faz exactamente, e porquê. Jargão pseudo-científico como Bodyshape, Radiofrequência Tripolar Cronus ou Powershape, não colhem.

 

Fui então ter a um site chamado Clínicas Body Science. As palavras que transcrevi ali acima, proliferam por todo o site, mas não consegui encontrar uma explicação de como a coisa funciona. Reparem, não estou a duvidar dos resultados, afinal de contas, têm lá uma série de testemunhos de gente aparentemente muito satisfeita. Estou só a dizer que não encontrei informação que para mim é imprescindível, para tomar uma decisão.

 

E eis senão quando chego à parte do Bodyshape. Diz que é uma tecnologia inovadora, onde 30 minutos de tratamento equivalem a 730 abdominais. Sem exercício, sem dor, o corpo é induzido a "queimar" gorduras e a tonificar os músculos. Mais, trata-se de um sistema único, analisado em investigação médica (lamentavelmente, sem link para a dita cuja), e combina os Raios Infra-vermelhos filtrados do Tipo A e Micro Correntes de Kotz, técnicas amplamente verificadas durante anos (mais uma vez, sem link para estas verificações quasi centenárias).

 

Mas, e o melhor está para vir, o que eu não sabia, era que esta combinação de Raios Infra-Vermelhos filtrados do Tipo A e Micro Correntes de Kotz, eram o produto da invenção de um cientista russo, o Sr. Kotz que, cereja no topo do bolo, foi até premiado com um Nobel. 

 

Elah, isto é a sério. Fui ver, não fosse o Nobel ser da literatura e não ter nada a ver com os Raios Infra-Vermelhos e eu não sei de cor os nomes de todos os vencedores de prémios Nobel da física e da química.

 

Ainda bem que os Prémios Nobel têm um site. Mas, há claramente um erro no site dos Prémios Nobel. Os gajos esqueceram-se do Kotz, caraças. É que nem numa nota de rodapé.

 

Nesta altura, já tendo abandonado completamente a ideia de alguma vez poder vir a querer saber mais sobre estas cenas que tão bem descritas estavam (e estão) no site, começo a perguntar-me: quem é que são estes gajos? Quem é fiscaliza esta gente? Isto é, clara e alegadamente, publicidade enganadora. Não é só enganadora, é aldrabona, mente, proclama factos que não são factos. Alegadamente. E o que é que lhes acontece? Nada.

 

A ASAE anda tão preocupada e dizimar colheres de pau e merdas do género e não há nenhuma entidade que se encarregue de vigiar este tipo de coisas? 

 

Este foi o primeiro resultado da pesquisa (se não me engano, patrocinado). Estou certa de que há mais. 

 

Não digo que a coisa faça mal, ou que seja uma treta, ou que não funcione, ou que não tenha resultados, ou que as clínicas sejam horríveis porque, não só nunca fui freguesa, como também porque, ensitel. 

 

Mas acho isto ridículo, e acho ainda mais ridículo que haja quem caia nestas tretas, alegadamente.

 

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A maternidade e o sono

por jonasnuts, em 03.07.16

Não. Isto não se transformou de repente num baby blog e não, não venho aqui falar das noites sem pregar olho que a maioria das crianças proporciona aos pais.

 

E não falo disso por dois motivos, porque já TODA a gente sabe disso e porque, para ser honesta, salvo muito raras excepções, o meu filho nunca me presenteou com noites desse tipo. Na realidade, a partir da primeira semana de vida o puto dormia no mínimo 6 horas seguidas. Foi de tal forma pacífico que me preocupei, e pensei em acordá-lo a meio da noite, para lhe dar de mamar. Mas, consultada a melhor pediatra do mundo, a Dra. Beatriz Uva, ela disse-me, deixe-se estar sossegada, deixei a criança dormir, a não ser que, por sistema, ultrapasse as 8 horas seguidas. Um descanso, portanto.

 

Eu venho aqui falar duma alteração ao sono muito menos conhecida ou, vá-se lá saber porquê, menos divulgada.

 

Aquela fase inicial, de quando eles são recém-nascidos e bebés, é ultrapassada. Mais ano menos anos eles lá aprendem e crescem e começam a dar noites mais ou menos descansadas. Quando entram na escola é que aquilo de que venho falar hoje começa a construir-se.

 

Quando eles entram na escola, começam a ter horários. No jardim infantil e na pré, os horários são mais ou menos simpáticos, entram até às 10 da manhã. Pacífico.

 

Mas, quando começam no primeiro ano, que para mim ainda é a primeira classe, começam com horários mais agressivos. Entram a umas horas inenarráveis, tipo, 8 da manhã.

 

Portanto, do primeiro ao 12º ano, entram com as galinhas, e obrigam os pais a acordar antes das ditas. 

 

São doze anos a acordar de madrugada. Pelo menos para mim, que o puto nunca andou numa escola suficientemente perto para que o horário de entrada na escola pudesse ser autonomizado.

 

O organismo habitua-se. Cria ritmos. Cria hábitos.

 

E é por isso que eu, hoje, quando o puto já é quase maior e fica a dormir até à uma da tarde, se for preciso e se lhe apetecer, assim que chegam as 7 da manhã começo a despertar, sem despertador, sem luz, sem ruído. Pura e simplesmente acordo e não consigo voltar a pregar olho por mais que tente.

 

É por isso que são sete e meia da manhã de um domingo, o puto nem está em casa (e se estivesse estaria a partir choco), e eu estou aqui, a escrever um post sobre o impacto da maternidade nos ritmos do sono.

 

Eu, que não acordava com trovoadas nem com tremores de terra. Eu, cujo sono se tornou lendário na família por ser mais pesado que o mercúrio (para variar do chumbo, ambos são metais pesados). Eu, a quem o meu filho com três anos chamou de "predicicosa" por querer ficar a dormir mais um bocadinho quando o que ele queria era brincadeira às 9 da manhã. 

 

Eu criei um despertador interno, e o sacana não me deixa dormir, mesmo que eu queira.

 

Alguém sabe como é que se dá uma murraça neste despertador?

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As minhas aventuras com o IRS - Take 3

por jonasnuts, em 02.07.16

Fui atrás da cena das despesas de educação cujo IVA de 23% não permite que sejam deduzidas à colecta. É o Artº 78C do CIRS.

 

A Lei n.º 82-E/2014 foi alterada a 31 de Dezembro de 2014, portanto, legislatura anterior.

 

Aqui podemos ver que PS, BE, PCP e PEV votaram contra e os outros senhores votaram a favor. 

 

Ora..... se os senhores que estão agora no poder, por maioria parlamentar, votaram contra, e tendo entretanto sido revertida tanta imbecilidade da legislatura anterior (e muito bem), já escrevi aos grupos parlamentares que votaram contra, perguntando-lhes se, agora que estão no poder, não tentarão reverter também esta injustiça.

 

Aos outros grupos parlamentares também escrevi, claro, mas a pergunta foi diferente. Foi mais directa "Em que medida é que estas despesas não são consideradas despesas de educação e porque é que não podem ser deduzidas à colecta?".

 

Em todos os casos identifiquei a lei, a data, e o sentido de voto.

 

A quem mais posso fazer perguntas sobre isto? Onde é que há mais calos?

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