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A lei da cópia privada está a ser debatida na especialidade. Para já, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. 

 

Na passada terça (4 de Novembro) decorreram as audiências com algumas entidades envolvidas no debate (auto-link). 

 

O vídeo abaixo é da intervenção do deputado Michael Seufert (que está no Vimeo, pelo que facilita a partilha). A totalidade da coisa, disponível no arquivo da ARtv não é tão partilhável (e por ser um wmv mais difícil de ver, em alguns computadores).

 

 

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O que disse a senhora Merkel, não se diz

por jonasnuts, em 06.11.14

Por outro lado, a senhora Merkel não disse aquilo que tentaram fazer-nos crer que ela disse.

 

Vamos por partes. Não nutro especial simpatia pela senhora Merkel. Também não nutro especial simpatia pela grande maioria dos Órgãos de Comunicação Social tradicionais portugueses, ou de qualquer outra nacionalidade.

 

Anteontem não se falava de outra coisa. Fomos mesmo bombardeados com as alegadas afirmações da senhora por órgãos de comunicação social que costumam tentar distanciar-se de outros, enfim, mais useiros e vezeiros nestas matérias.

 

Houve mesmo um ministro que respondeu às alegadas afirmações da senhora. Crato, who else.

 

Nas redes sociais (Twitter e Facebook) foi uma festa. Só comentários indignados, e outros pior ainda. Eu própria comecei por embarcar na coisa.


Mas depois parei para pensar e fui atrás.

Todos citavam a Lusa e Bloomberg. A Lusa referia a Bloomberg. Na Bloomberg, nada. Órgãos de comunicação social espanhóis? Nada. Imprensa internacional? Nada.

 

Eu conseguia encontrar várias notícias sobre o discurso da senhora, mas referências a Portugal e Espanha? Nada.

 

Recorro ao Twitter e ao Facebook. Pergunto. Alguém sabe? Pessoas a viver na Alemanha? Nada. No Luxemburgo. Em Espanha. Em França. Ninguém conseguia encontrar nada.

E eu queria contexto. 

 

E finalmente chega-me o contexto e o enquadramento de que eu precisava, e que me devia ter sido dado pelos órgãos de comunicação social. E chegou-me através da Helena Ferro de Gouveia que deixou um comentário num post que a Helena Araújo escreveu no Facebook.

 

O que a senhora disse foi (adaptado da tradução da Helena Ferro de Gouveia):

 

“Eu peço a todos vocês para tornarem claro nos vossos discursos em escolas e perante jovens: a formação profissional é um excelente pré-requisito para levar uma vida de prosperidade. Não tem necessariamente que se ter tirado um curso superior. Isto é muito, muito importante. Faremos tudo o que estiver no nosso poder, também a OCDE, que nos fornece muitos números úteis que afirmam que não é uma “descida” social, que o filho ou a filha de um trabalhador qualificado complete uma formação como trabalhador qualificado novamente e, de seguida, se torne num bom técnico. Internacionalmente reconhece-se que não é uma “descida” e que isto não significa que o sistema de educação tenha fracassado. Temos que abandonar a ideia de que o ensino superior é o Nonplusultra para uma carreira bem sucedida. De outra forma não poderemos provar a países como Espanha e Portugal, que têm demasiados licenciados e procuram hoje vias de formação profissional, que isso é bom”.

Ora, isto é muito diferente de "Merkel diz que Portugal tem demasiados licenciados". Isto é um "temos, nós próprios, de tomar consciência disto, porque senão não temos moral para dizê-lo aos portugueses e aos espanhóis".

 

Eu não estou a dizer que concordo (o sistema educativo alemão a mim parece-me extraordinariamente estranho), não estou a dizer que a senhora tem razão, e acho que ela está muito mal informada em relação ao número de licenciados portugueses. Não é esse o meu ponto.

O meu ponto é que alguém pegou nisto, subverteu, baralhou, descontextualizou e distribuiu. E quem está no meio da cadeia, devia ter recebido, e devia ter ido atrás. E verificado. E dado contexto. E feito aquilo que eu acho que é o trabalho jornalístico de base. Deviam ter-se informado, para informar. Pelo contrário, desinformaram.

 

E ganharam o quê? Mais cliques. Sem dúvida. Não frequento, mas estou certa de que o número de comentários a esta "notícia" ultrapassou a média habitual.

 

Os nossos órgãos de comunicação social estão a trabalhar para o agora, sprintam. Não estão a trabalhar para o futuro, na construção duma imagem de seriedade e de credibilidade. Pelo contrário, os poucos que ainda têm essa réstia de credibilidade estão a delapidá-la vertiginosamente. Ganham no sprint, mas perdem na maratona.

 

A mim já me tinham perdido, como consumidora habitual há muito tempo. Sou uma mera consumidora pontual, online. E, pelo acima descrito, cada vez menos.

 

Não percebo a estratégia de degradar qualidade e passar a cobrar os acessos (pay per view). É ao contrário senhores. O pay per view só funciona quando a credibilidade e a seriedade são inatacáveis E quando não há alternativa. 

 

Junte-se a isto o que por aí vem de quererem receber para serem indexados no Google (é um caminho que os espanhóis estão adoptar, é uma questão de tempo até chegar cá, caminho, por sinal, já encetado e entretanto arrepiado pelos alemães) e temos o quê?

 

Uma indústria moribunda, sem respostas e sem ideias, que não se sabe adaptar os seus modelos de negócio a novas plataformas e que há-de ir ao fundo.

 

Não faz mal, pelo caminho hão-de pressionar os pressionáveis para que estes criem uma taxa sobre o papel higiénico (auto-link), porque lhes faz concorrência. É uma receita com provas (quase) dadas.

 

 

Edição posterior: O Marco deixou nos comentários um link para um caso exactamente igual, passado há relativamente pouco tempo. 

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Caras Editoras portuguesas

por jonasnuts, em 04.11.14

Ou eu tenho uma pontaria desgraçada, ou estou coberta de razão e vocês não sabem o que andam a fazer.

 

O tema não é novo, e estou farta de vos chamar a atenção para a coisa. Mas não me ouvem. 

 

Eu e os livros somos grandes amigos. Leio que me desunho (e já li mais). E gostava que o meu filho lesse mais, em português (que o puto lê muito, mas é em inglês). E então toca de começar à procura de coisas que lhe possam interessar. Muitos tenho na minha biblioteca, outros não. O kindle, para livros em português é para esquecer porque não há à venda. Façamos marcha atrás e regressemos ao papel.

 

O puto gostou do 1984, do Orwell. Vamos lá ao Farenheit 451 do Bradbury. Ora o Bradbury não é um desconhecido, muito pelo contrário. E o Farenheit 451, imagine-se, até deu um filme

 

Comecei pela Wook. Há. Mas em espanhol. Ok, vamos às livrarias físicas. Aqui à volta do meu trabalho há 3 livrarias. Duas grandes uma pequena. Nada. Fui a, pelo menos, 10 livrarias diferentes. Nada. Por descargo de consciência, até fui ver à Fnac (onde deixei de comprar fosse o que fosse). Nada. E reparem..... nas pesquisas que fiz online, foi muito fácil encontrar links para o livro, em pdf, em português de Portugal. Nenhum dos links me vendia o livro, era só fazer o download e está a andar. Mas eu sou teimosa.

 

Acabei por conseguir comprar o livro por €3 + portes (ficou-me em seis euros e qualquer coisa, paguei mais pelos portes do que pelo livro), a uma particular, no OLX. Encomendei num dia, chegou no dia seguinte.

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Agora eu pergunto, caras editoras portuguesas. Vocês queixam-se de que não têm clientes, e que estão a perder vendas, e que assim não conseguem subsistir. E apoiam a criação de taxas sobre dispositivos de storage, por via das cópias privadas que são feitas das obras que vocês vendem. E eu pergunto...... que obras são essas? É que já não é a primeira (auto-link), nem a segunda (auto-link), nem a terceira (auto-link) vez que eu tento comprar um livro, e apenas o consigo fazer com MUITA dificuldade. E só porque sou realmente teimosa. 

 

Alternativamente, já tive oportunidade de explicar como é que a coisa se faz (auto-link). 

 

Mas vocês não querem saber, pois não? Ou melhor, estão fartos de saber, mas não vos interessa. Porque dá trabalho. É muito mais fácil não fazer pela vidinha, e esperar que vos caia nos bolsos os dinheiros provenientes de taxas cobradas sobre indústrias alheias.

 

Não contem comigo. 

 

 

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A próxima terça-feria 4 de Novembro será um dia que a Comissão  de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias dedica quase em exclusividade à Lei da Cópia Privada.

 

De manhã recebe em audiência a APIGRAF, a AGEFE e a APRITEL, e à tarde recebe em audiência a SPA, a AGECOP e a Associação Portuguesa de Imprensa/Visapress.

 

Não está ainda agendada a audiência que receberá os signatários (enfim, os seus representantes) da petição que nesta altura do campeonato já conta com mais de 8.000 assinaturas. Mas trata-se de um processo à parte.

 

É possível assistir a estas audiências, desde que estas decorram numa sala que o permita, e desde que não estejam todos os lugares ocupados. Eu não terei oportunidade (o horário não ajuda), mas quando decorria a leva de 2012 fui a uma (pelo menos) e gostei muito. Foi muito bom, ouvir o João David Nunes, da AGECOP, a dizer que uma pessoa guardar uma foto num disco rígido era uma improbabilidade estatística. Foi muito pedagógico.

 

Recomendo vivamente.

 

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Por estes dias....

por jonasnuts, em 29.10.14

 

...só oiço isto.

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Comissão Europeia - Começamos mal.....

por jonasnuts, em 28.10.14

Exame_Informática_-_Internet.jpg

Foto: Exame Informática. O senhor Gunther Oettinger, vice-presidente da Comissão Europeia, um dos promotores da coisa.

 

 

Via @iphil chego à notícia da Exame Informática que dá conta das intenções de se aplicar uma taxa de compensação de direitos de autor na Internet.

Não sei de mais nada a não ser o que vem na notícia, mas não auguro nada de bom........ porque, convenhamos, sempre que alguém fala de taxas, está-se mesmo a ver quem é que as vai pagar, não é?

 

Se não sabem, perguntem aos Húngaros (embora o governo Húngaro diga, adivinhem...... que quem paga as taxas não são os consumidores, mas a indústria, no caso os ISPs. São todos iguais, caraças).

  

 

 

 

 

 

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Dear Helen Mirren

por jonasnuts, em 28.10.14

Helen_Mirren_Is_the_Newest_Face_of_L_Oreal_Paris_-_Dame_Helen_Mirren_Beauty_Contract_-_Elle.jpg

 Photo: L'Oréal Paris

 

Gosto muito de ti, e és muito gira e tens, sobretudo, muita pinta.

 

Vamos, sobretudo as mulheres, ser inundadas com informação acerca do facto de teres sido contratada pela L'Oréal para fazeres parte da lista de mulheres que dão, neste caso literalmente, a cara pela marca.

 

Também vamos ser inundadas com a informação de que pediste explicitamente para que as tuas fotos não fossem retocadas, ou photoshopadas, como se diz em português técnico.

 

Isso é tudo muito bonito, não fosse o facto da L'Oréal continuar a fazer testes em animais. Portanto, para que o mulherio tente retardar o trabalho do tempo, a L'Oréal não se importa de sacrificar a saúde, o bem-estar e, muitas vezes, a vida dos animais.

 

Obrigada, mas não, obrigada. Se calhar chego aos 69 com mais rugas do que tu, mas chego, pelo menos, de consciência mais tranquila.

 

Prefiro.

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Lóbis

por jonasnuts, em 28.10.14

Parece existir um movimento para debater a legalização do lóbi em Portugal. Curiosamente, e na sequência do post anterior, o movimento é constituído por "profissionais do sector, docentes da matéria, um secretário de estado adjunto, e o presidente da comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação". Tudo partes interessadas. Pois claro.

 

Gosto da definição de lóbi. "... as actividades que num sistema democrático “visam influenciar os poderes públicos (apenas o legislativo e o executivo) na defesa dos interesses de uma empresa, instituição, região ou país”. "

 

Eu por acaso não concordo. Não acho que seja uma actividade que promova a democracia. Acho que é uma actividade que promove a oligarquia.

 

Os ricos têm poder (leia-se, dinheiro) para influenciar os decisores. E o resto do mundo (os restantes 99%) têm, única e exclusivamente, o poder do voto que, como se sabe, é cada vez menor. 

 

O lóbi tem má fama em Portugal porque os portugueses, ao contrários dos americanos, por exemplo, não são burros. O lóbi não é corrupção, nem tráfico de influências, porque isso são duas actividades ilegais e o lóbi pretende-se legalizado. Portanto, tornar legal uma actividade que é ilegal. 

 

O presidente da comissão parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, José Mendes Bota, sintetiza a coisa numa frase "Há uma grande confusão sobre o que é a actividade do lóbi profissionalizada e regulamentada e o que é o conflito de interesses por baixo da mesa, o que é o Portugalinho das cunhas, em que à mesa de um restaurantezinho porreiro faz-se a cunha de uma forma menos correcta”

 

Lá está, a cunha faz-se de forma menos correcta. Porque se a cunha for feita de forma correcta (legal, portanto legalize-se o lóbi) já não há problema nenhum. Não deixa de ser cunha, mas é correcta. Porque é legal. 

 

Diz ainda a mesma notícia que "Bota foi eurodeputado seis anos e meio diz que, em muitos relatórios, teve a ajuda “preciosa” de lobistas que lhe forneceram informação.".

Não me deixa nada descansada que um eurodeputado acredite em informação fornecida por lobistas (portanto, representantes de parte interessada), e use essa informação para formular opinião e para tomar decisões. É informação suspeita. Potencialmente tendenciosa. Não credível. Se os decisores precisam de informação, que a obtenham de fontes independentes, de preferência, mais do que uma.

 

Não concordo com a regulamentação e legalização do lóbi. Prefiro que a corrupção e o tráfico de influências se mantenham ilegais. Assim, podem fazê-lo, mas com eventuais consequências funestas. Legalize-se a coisa e é feita sem consequências para os envolvidos.

 

E o que eu odeio a palavra lóbi? Está ao mesmo nível que o futebol.

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Fixem este nome. Se ainda não ouviram falar disto, ouvirão, mais tarde ou mais cedo.

 

Quanto mais cedo, melhor, é sinal de que se estão a envolver, para tentar impedir isto.

É o costume. Negociações secretas. Partes interessadas afastadas (a não ser que sejam interessantes). Debate inexistente. Imaginem a forma como a lei da cópia privada tem sido levada em Portugal (indústria e secretário de estado por dentro da negociata, e o resto do mundo só existe para pagar). Esta coisa do TTIP é a mesma coisa, mas à escala global.

 

Há 2 grupos. Os ordenhadores e os ordenhados. E tu? A que manada pertences?

 

 

 

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És uma totó, Maria João

por jonasnuts, em 23.10.14

A fazer a limpeza das minhas mensagens privadas no Facebook dou com uma "conversa" que tem 1 mês e pouco, e acerca da qual não posso divulgar nada (não porque me tenha sido pedido, mas apenas porque não divulgo conversas privadas).

 

O nome da pessoa com quem troquei mensagens desta vez toca-me uma campainha diferente.

 

Breve pesquisa.

 

És muito totó, mulher.

 

O homem anda na crista da onda, mas tu, durante a conversa, só te lembraste que ele tinha sido blogger e foi isso que lhe disseste.

Deve ter ficado a pensar que não jogas com o baralho todo, ou que és tontinha.

 

E este é um daqueles posts enigmáticos, que mais ninguém percebe a não ser eu, e, daqui a uns tempos nem mesmo isso, que reli o meu blog há pouco tempo e dei com uma série de posts enigmáticos que não faço ideia do que querem dizer e não sei a quem é que se referem.

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