Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




subscrever feeds


Arquivo



I Love you, Twitter

por jonasnuts, em 16.07.16

I love you, Twitter .jpg

 

Na segunda-feira passada, a meio da tarde, o Pedro Esteves ligou-me. Disse-me que o Observador queria publicar algo, assinalando a 1ª década do Twitter, e perguntou-me se eu não gostaria de escrever um texto para assinalar a efeméride.

 

Gosto de escrever sobre coisas de que gosto, por isso aceitei o convite.

 

Combinámos datas. Ele queria publicar a coisa na sexta-feira. Eu disse que lhe enviava um texto entre quarta e quinta-feira. 

 

Escrevi o artigo como se escrevesse um post aqui no blog (que é como eu sei escrever), de rajada, e enviei-o, na quinta-feira à tarde. Era uma declaração de amor ao Twitter, ainda no rescaldo da vitória da selecção. 

 

À noite, aconteceu Nice. 

 

O artigo foi publicado. Reli-o. E no pós-Nice, pareceu-me estranho. Comentei com o Pedro que, se o post tivesse sido escrito 24 horas depois, já teria sido completamente diferente. Recebi como resposta "isso acontece-me com, literalmente, tudo o que escrevo".

 

Se tivesse escrito o artigo 24 horas mais tarde, teria sido algo mais parecido com isto (auto-link).

 

Houve quem, ontem à noite, inspirado pelo meu artigo, reactivasse a conta de Twitter, para ver em que paravam as modas. O Eduardo Maximino por exemplo. E de repente, acontece a Turquia. E, mais uma vez, o Twitter como fonte de informação foi imbatível (apesar da dificuldade com o turco, porra de língua, em que não se apanha uma). 

 

Foi divertido, novamente, apesar da tensão, que houve ali uma altura em que as coisas pareceram muito periclitantes. Enfim, nada de extraordinário, se comparado com Nice.

 

Mantenho a minha declaração de amor pelo Twitter. 

 

Para quem quiser ver o texto que escrevi na quinta-feira, está aqui. Tem um erro e duas omissões. Fica aqui a correcção. O tremor de terra que refiro ter acontecido em 2013, aconteceu de facto em 2009 (experimentem googlar tremor de terra de Lisboa, ou terramoto de Lisboa, para verem que resultados conseguem obter), não me lembrei do episódio do acidente de comboio de 2013 em Alfarelos (fui relembrada pelo KIT0) em que a Patrícia Lousinha viajava e nos foi dando conta de tudo, enquanto cunhava a célebre hashtag #DODASS, e a minha fotografia é da autoria do David Ramalho, e foi tirada no dia 11 de Novembro de 2011, à porta do Codebits. De resto, está tudo lá.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Novamente o Twitter bate tudo e todos

por jonasnuts, em 15.07.16

twitter2.jpg

 

 

 

Ontem não liguei a televisão. Como aliás, em muitos outros dias.

Não se vê televisão, lá por casa. Reparem, não há falta de televisões. Há mesmo uma televisão em cada assoalhada daquela casa, excepto casas-de-banho e despensa. Vá, o corredor e o vestíbulo (palavra portuguesa para hall), também não têm. Mas ninguém tem o hábito de se sentar à frente da televisão, ligá-la e dizer "vá, distrai-me". Usamos as televisões para consumir conteúdos on demand. E estamos muito bem assim.

 

Ouvi falar de qualquer coisa em Nice, por volta das 22h40, quando surge no Twitter um vídeo duma catrefada de gente a correr pelo Promenade des Anglais. Durante uns minutos pensei, epá, coitados dos franceses, ainda não superaram o trauma do Bataclan e qualquer coisinha, disparam a correr.

 

Durou pouco, este meu pensamento. 

 

O Duarte Levy foi, como é frequentemente, o primeiro da minha Timeline a dar conta de que algo se estava a passar. 

 

duartelevy.jpg

Fiquei de ouvido à escuta, e não precisei de esperar muito tempo, nem pelo @duartelevy nem por outros, de uns, já falei no post anterior, foram excluídos da minha lista de pessoas que sigo (uma "jornalista" incluída), de outros, consumi informação e opinião.

 

Mais tarde também comecei a ouvir muitas queixas, sobre o que as televisões portuguesas estavam a passar. E não, não se referiam apenas à já costumeira CMtv. E rádios. E reclamavam de que estavam muito atrasados na actualização de informação. Ainda reportavam reféns quando toda a gente no Twitter sabia que não havia porra nenhuma de reféns, novamente através do Duarte Levy, que para além de tweetar, retweetava fontes oficiais. 

 

duartelevy2.jpg

 

Durante muito tempo as televisões cavalgaram nos reféns. 

 

No Twitter, alguns incautos começaram a partilhar imagens e vídeos, daqueles que uma vez vistos, nada a fazer.

 

As televisões, nisso, foram céleres. Assim que puseram as mãos nos vídeos (que não vi, e que não quero ver), puseram aquilo no ar. Assim, à máfila. Sem pixelização. Gajos que puseram um "bip" por cima da frase do Éder "Hoje devia ser feriado, caralho" não hesitaram em mostrar os vídeos, sem filtro, sem nada, em loop.

 

No Twitter, muitas "notícias" com títulos de clickbait. E as pessoas a retweetar.

 

E eu continuo sem perceber como é que as pessoas não percebem. É uma pescadinha de rabo na boca. Os meios fazem esta merda para ter mais audiência. Os tweets, os shares, os likes, as respostas dão-lhes isso mesmo, audiência. 

 

Não digo que seja a única forma, mas a mais imediata e mais eficaz, para contrariar esta tendência vampírica e parasita de MUITOS órgãos de comunicação social passa por, em primeiro lugar, não lhes dar audiência. Não sintonizar a televisão. Não ler a notícia, não fazer nem share, nem like, nem responder. No Twitter, a grande maioria de contas de órgãos de comunicação social são bots, não são pessoas. São automatismos que tweetam o que o script lhes manda. Não serve de nada reclamar ali.

 

Primeiro passo, não lhes dar audiência. Segundo passo, escrever-lhes, de preferência em público (blogs, Facebook, etc...) dando conta de que não gostaram daquilo que eles fizeram, e, importante, que isso lhes custou um cliente e, em terceiro, se quiserem, escrevam à ERC, queixem-se.

 

O Twitter deu 10 a zero à comunicação social. Em velocidade e em acuidade. Auto-regulou-se. Regulou-se (através da eterna construção e afinação de cada Timeline, uns follows, uns unfollows). 

 

Cá fora, a desgraça continua. E continua com audiência.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os nós nas redes, somos nós

por jonasnuts, em 15.07.16

draftNodesI.jpg (472×409).jpg

 

Uma rede é constituída por nós.

 

Numa rede social, os nós, somos nós. Uns maiores, outros mais pequenos.

 

Uma rede social é algo orgânico, que funciona tão bem e tão mal quanto o melhor dos nós e o pior dos nós. O melhor de nós e o pior de nós.

 

Ontem à noite, muitos dos nós de que eu fazia parte, optaram por partilhar boatos, fotos, vídeos, emprenharam rápida e auricularmente. Disseminaram desinformação. Não atenderam aos pedidos, provenientes de várias origens, para ter cuidado com o que se partilhava. A desinformação é um inimigo poderoso.

 

Esses nós já não fazem parte dos meus nós. Limpeza higiénica, que de um grande mal pode resultar um pequeno bem.

 

Posto isto, a minha dúvida é, continua a ser, como é que eu explico isto ao meu filho?

 

Expliquem-me.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vamos acender a luz ao Ronaldo

por jonasnuts, em 12.07.16

ronaldo.jpg

 

 

Ao que parece, a eleição do melhor golo do Euro 2016 vai funcionar mais ou menos como funcionaram as luzes da Torre Eiffel (auto-link), por votação popular.

 

Vamos lá acender as luzes do Ronaldo embora, quem prefira, possa acender antes as luzes do Éder.

 

É no site da UEFA.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

As cores da Torre Eiffel

por jonasnuts, em 12.07.16

Muito se tem dito e falado acerca do facto da Torre Eiffel não se ter acendido com as luzes portuguesas, na noite em que Portugal se sagrou campeão da Europa.

 

Diz a responsável pelo acendimento, a Orange, que, desde o início do campeonato, e ao contrário do que muita gente pensou (eu incluída), a escolha das cores tinha a ver com o buzz que um determinado país tinha nas redes sociais.  

 

No dia 10 de Junho, houve 1 jogo. França - Roménia. Que a França ganhou. As cores da Torre Eiffel foram estas:

 

eiffel1.jpg

 

No dia 11 de Junho houve 3 jogos. Albânia-Suíça (0-1), Inglaterra-Rússia (1-1) e Gales-Eslováquia (2-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (País de Gales):

 

eiffel2.jpg

 

No dia 12 de Junho houve 3 jogos, Turquia-Croácia (0-1), Alemanha-Ucrânia (2-0), Polónia-Irlanda do Norte (1-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (Turquia):

 

eiffel3.jpg

 

No dia 13 de Junho houve 3 jogos. Espanha-República Checa (1-0), Bélgica-Itália (0-2), Irlanda-Suécia (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Espanha): 

eiffel4.jpg

 

No dia 14 de Junho houve 2 jogos. Áustria-Hungria (0-2) e Portugal-Islândia (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

eiffel5-1.jpg

 

No dia 15 de Junho houve 3 jogos. Rússia-Eslováquia (1-2), França-Albânia (2-0) e Roménia-Suíça (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

Eiffel6.jpg

 

No dia 16 de Junho houve 3 jogos. Inglaterra-Gales (2-1), Alemanha-Polónia (0-0) e Ucrânia-Irlanda do Norte ( 0-2). As cores da Torre Eiffel foram estas (Inglaterra):

 

eiffel7.jpg

 

No dia 17 de Junho houve 3 jogos. Itália-Suécia (1-0), Espanha-Turquia (3-0) e República Checa-Croácia (2-2). As cores da Torre Eiffel foram estas (Turquia):

eiffel8.jpg

 

No dia 18 de Junho houve 3 jogos. Bélgica-Irlanda (3-0), Portugal-Áustria (0-0) e Islândia-Hungria (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Bélgica):

Eiffel9.jpg

 

No dia 19 de Junho houve 2 jogos. Suíça-França (0-0) e Roménia-Albânia (0-1). As cores da Torre Eiffel foram (França):

eiffel10.jpg

No dia 20 de Junho houve 2 jogos. Rússia-Gales (0-3) e Eslováquia-Inglaterra (0-0). As cores da Torre Eiffel foram (Inglaterra):

Eiffel11.jpg

 

No dia 21 de Junho houve 4 jogos. Ucrânia-Polónia (0-1), República Checa-Turquia (0-2), Irlanda do Norte-Alemanha (0-1) e Croácia-Espanha (2-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Turquia):

eiffel12-1.jpg

 

No dia 22 de Junho houve 4 jogos. Islândia-Áustria (2-1), Itália-Irlanda (0-1), Hungria-Portugal (3-3) e Suécia-Bélgica (0-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

eiffel13.jpg

 

No dia 25 de Junho houve 3 jogos. Suíça-Polónia (1-1), Croácia-Portugal (0-1) e Gales-Irlanda do Norte (1-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (Polónia):

eiffel14.jpg

 

No dia 26 de Junho houve 3 jogos. França-Irlanda (2-1), Hungria-Bélgica (0-4) e Alemanha-Eslováquia (3-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (Alemanha):

eiffel19.jpg

 

No dia 27 de Junho houve 2 jogos. Itália-Espanha (2-0) e Inglaterra-Islândia (1-2). As corres da Torre Eiffel foram estas (Itália):

eiffel20.jpg

 

No dia 30 de Junho houve 1 jogo. Polónia-Portugal. As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

eiffel21.jpg

 

No dia 1 de Julho houve 1 jogo, Gales-Bélgica (3-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Gales).

eiffel22.jpg

 

No dia 2 de Julho houve 1 jogo. Alemanha-Itália (1-1). As cores da Torre Eiffel foram estas (Itália):

 

eiffel23.jpg

 

No dia 3 de Julho houve 1 jogo. França-Islândia (5-2) As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

 

eiffel24.jpg

 

No dia 6 de Julho houve 1 jogo. Portugal-Gales (2-0) . As cores da Torre Eiffel foram estas (Portugal):

 

Eiffel25.jpg

 

No dia 7 de Julho houve um jogo, Alemanha-França (0-2). As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

eiffel26.jpg

 

 

No dia 10 de Julho houve 1 jogo. Portugal-França (1-0). As cores da Torre Eiffel foram estas (França):

eiffel27.jpg

 

 

Há iluminações para todos os gostos, e nem sempre foram de acordo com os vencedores dos vários jogos.

 

Parece-me estranho que o símbolo duma cidade fique à disposição duma marca, mas isso não é de hoje.

 

Parece-me palerma que a coisa não tenha sido divulgada desde o início.

 

No dia da final, para reflectirem as redes sociais teriam de ter acendido as luzes do #fuckpayet.

 

E pronto. Está justificado o facto da Torre Eiffel não ter mostrado as cores portuguesas, no dia em que esta conquistou o Campeonato Europeu.

 

Não tem de quê (que isto ainda deu algum trabalho :)

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que é Nacional, é bom

por jonasnuts, em 12.07.16

CASTING.jpg

 Este anúncio para casting, da Nacional, há uns meros 10 anos, não seria possível.

 

A quantidade de informação, normalmente violenta, agressiva, dramática, que gerimos no dia-a-dia pode, por vezes, esconder a realidade de que, apesar de ainda faltar muito caminho, estamos a ir na direcção certa.

 

Via Shyznogud.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eram 20h30, quando me comecei a interessar

por jonasnuts, em 11.07.16

Estive sempre away do campeonato europeu. Via os jogos, e tal, mas estava-me borrifando. Dava-me quase igual que Portugal ganhasse ou perdesse. A sério.

 

Não vi a maior parte dos jogos, apenas acompanhava pelo Twitter que é a melhor forma de acompanhar jogos de futebol, tem-se a informação, as análises, as piadas e as críticas, em tempo real.

 

Antes da final preferia ganhar, porque........ França. E porque percebi o que isso significaria para os milhares de portugueses que lá estão a viver. Mas continuava a ser quase indiferente.

 

E depois tudo mudou. Às 20h30. Quanto o Cristiano leva aquela trancada. E quando se tornou impossível ignorar os critérios dúbios da equipa de arbitragem.

 

A partir desse momento, até lhes roía os ossos. Cabrões sem fair-play. A França é a França e o raio que os parta.

 

Posto isto, ainda acho que o futebol podia ser uma coisa bonita, para além da violência, e dos insultos (durante os jogos não conta, a parte de usar palavrões), acho que toda a gente podia ser mais irlandês.

 

Ou português:

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Revisão da matéria dada e conclusões

por jonasnuts, em 09.07.16

Por causa deste post (Auto-link).

 

Recapitulando resumidamente. 

 

Ontem a meio da tarde, o meu filho, que se encontrava na Praça de Algés foi abordado de forma que eu considero no mínimo dúbia, pelas autoridades, e todo o processo foi deplorável e abusivo. A coisa resolveu-se com a chegada do adulto com quem ele se ia encontrar para ir ao concerto, e que confirmou a história que o meu filho explicava às autoridades desde o início. Eram 3 homens, Um que se identificou com distintivo (e só com distintivo) como polícia à paisana e dois, que não se identificaram e que envergavam coletes da NOS.

 

Eu soube disto pouco depois da 1 da manhã, quando fui buscar o puto à saída do festival.

 

Fiquei pissed. 

 

Cheguei a casa. Escrevi o post que linkei mais acima. Contactei via Twitter e Facebook a @NOS_Alive e enviei um mail à Everything is New, expondo a situação e pedindo esclarecimentos.

 

Responderam-me, por mensagem directa no Twitter muito rapidamente (demoraram 1 hora o que, numa madrugada de sábado, em dia de festival, considero muito rápido). Pediram-me contacto. Não se comprometeram (evidentemente) e disseram que iam esclarecer as coisas e que me contactariam com uma resposta.

 

A resposta chegou, por mail, às 3h50. Com instruções para contactar uma determinada esquadra, cujo comandante já tinha sido avisado, e que teria disponibilidade para me receber durante o dia de hoje. 

 

Esta manhã, às 11h00, contactei a esquadra e, sim senhor, assim que disse o meu nome deve ter saltado um aviso qualquer e sabiam exactamente de que é que se tratava. Recebi mais instruções que segui, indo pessoalmente à esquadra, pelas 15h00.

 

Fui bem atendida, por um agente que não sabia de nada e a quem tive de explicar toda a situação, e a quem mostrei o mail que tinha recebido da organização do evento. De imediato (mais coisa, menos coisa) fez um telefonema para o comandante, que estava a par e com quem falei ao telefone. Deu-me o seu endereço de mail directo e pediu-me que lhe enviasse um mail, expondo a situação.

 

Regressei a casa e foi o que fiz. Enviei um mail.

 

Nem 10 minutos depois, estava a receber um telefonema do comandante. O meu filho estava comigo, pelo que coloquei a chamada em alta voz. Numa conversa calma (todas as conversas foram sempre calmas e educadas e ponderadas), foi confirmado que, sim senhor, o relato do meu filho confirmava-se. Que sim senhor, que tinha sido excessivo. Que os dois elementos que usavam coletes NOS eram também agentes da autoridade e não seguranças da equipa da organização (como eu tinha originalmente pensado). Foi feito um pedido de desculpas, que foi aceite, e foi feita a oferta de entrada no concerto para o meu filho e eventuais acompanhantes, hoje,  que agradecemos, mas declinámos.

 

Está agendada uma conversa pessoal entre mim e o Comandante, para quando ele regressar de férias, que terei, com muito gosto.

 

Pela parte que me toca, o assunto está concluído. Foi cometido um erro. Foi assumido o erro e foram pedidas desculpas. O meu filho ouviu esta parte. Espero (e creio que) a parte pedagógica da situação sirva para o futuro e posso considerar-me muito satisfeita pela forma como tudo foi tratado, quer pela PSP quer pela Everything Is New (a que já agradeci, por mail) , organizadora do NOS Alive.

 

Claro que preferia que nada disto tivesse acontecido, mas, já que aconteceu, que tenha sido bem gerido. E foi. Por todos os envolvidos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não nos conhecemos. Mas havemos de nos conhecer. Brevemente.

 

Tu, que esta tarde viste um puto sozinho na rotunda de Algés e achaste que ele estava a vender bilhetes na candonga. Tu, que o abordaste sem te identificares. Tu que lhe tiraste a carteira, e o telemóvel. Tu, que não acreditaste nas explicações que ele te deu. Tu, que não te identificaste. Tu, que de repente estavas com mais dois compinchas na NOS, que seguraram nos pertences do meu filho enquanto tu o tentavas convencer de que ele era um perigoso criminoso. Tu, que não reagiste quando um dos gajos com colete da NOS ameaçou dar um soco ao meu filho.

 

Tu, ficas a saber que o meu filho é menor. E ficas também a saber que eu sou, na maior parte do tempo, mãe galinha. Quando me lixam o esquema, deixo de ser galinha, e passo a ser leoa.

 

Tu, ficas a saber que há um pássaro brasileiro chamado cácalharás.

 

E podes falar deste pássaro aos teus amiguinhos da NOS, mas mesmo que não fales, eles também o hão-de conhecer, brevemente.

 

Para o caso de estares na dúvida, eram 16h45, e o puto era loiro e franzino e estava nervoso, porque a única vez que foi abordado por um estranho foi para ser assaltado. 

 

Passarinho brasileiro, meu caro, passarinho brasileiro.

 

O primeiro concerto a sério do puto, a que foi sozinho, e estes cabrões fazem-me esta merda. 

 

UPDATE (09/07/16 - 18h24): Tudo está resolvido e concluído. Escrevi sobre isso aqui (auto-link).

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há um ano

por jonasnuts, em 08.07.16

Rita da Nova 🔊-1.jpg

 

Faz precisamente hoje um ano.

 

O Antes

 

Por motivos que agora não interessam, vi-me envolvida na organização de uma acção do SAPO que sai um bocadinho da minha área. Tive de organizar uma sessão de staring contest (jogo do sério), entre pessoas conhecidas, para que fosse usado nas campanhas dos festivais de Verão.

 

aguenta.jpg

 

 

Eu conheço muitas pessoas conhecidas, mas prefiro sempre telefonar a pessoas de quem gosto e a quem acho piada ou por quem tenho admiração e respeito. 

 

Algumas pessoas já estavam apalavradas, e eu só tinha de convidar mais 3 ou 4. Lembrei-me do Guilherme Fonseca, porque já me tinha cruzado com ele no Inferno, lembrei-me do Guilherme Por Falar Noutra Coisa Duarte e lembrei-me da Rita da Nova, que leio há uns anos, quer no(s) Blog(s) quer no Instagram quer no Facebook.

 

Para além destes convidados, havia outros e era preciso emparelhar as pessoas, de forma a que o staring contest funcionasse. Tinha de haver química, para que a coisa tivesse piada. O objectivo era um vídeo curtinho, em que um deles, ajudado pelo comentador de serviço que mandava umas piadolas, se desmanchasse a rir.

 

No dia 8 de Julho, fomos para estúdio.

 

Tudo estava a correr bem com o staring contest. As pessoas chegavam, eram emparelhadas, falavam um bocadinho antes de começarmos a gravar, para aliviar o ambiente e depois punham-se uma à frente da outra. Uns demoravam mais que outros, mas o vídeo mais longo que tínhamos era de uns longos 5 minutos.

 

O Durante

 

O Guilherme Fonseca chegou, à hora marcada. Eu tinha pensado emparelhá-lo com a Rita da Nova. Mais ou menos da mesma idade, os dois giros que se fartam, os dois talentosos e, julgava eu, fartinhos de se conhecerem.

 

Nada. À minha afirmação "vais ficar com a Rita da Nova" recebo um "quem é a Rita da Nova?". Não queria acreditar. Nem ele (nem, de resto, todos os presentes) sabiam quem era a Rita da Nova. Estava chocada, eu. Burros.

 

O Guilherme estava com pressa, porque tinha um compromisso logo a seguir.

 

Recebo um telefonema, da portaria "está aqui uma senhora para si". Era a Rita. Lá fui eu buscá-la, à portaria. Aproveito para lhe dizer, "vais ficar com o Guilherme Fonseca". "Quem é o Guilherme Fonseca?". "Aquele, do canal Q, do Inferno, do Curto-Circuito". Nada, nem um vislumbre de reconhecimento. Não fazia ideia. 

 

Bom, estavam em igualdade de circunstâncias, ao menos.

 

Entramos no sítio das gravações e procedo às apresentações. Rita é o Guilherme, Guilherme é a Rita. "Tens noção que vais perder?" é a primeira coisa que o Guilherme diz. Olhei para a Rita e pensei com os meus botões "talvez te lixes, Guilherme, talvez te lixes".

 

Depois do quebrar o gelo, lá se sentaram à frente um do outro, com a mesa pelo meio, e deu-se início à gravação.

 

Estávamos a contar com um vídeo de, vá, 3 a 5 minutos.

 

O animador esforçou-se. Tinha conseguido, com êxito, desmanchar os anteriores concorrentes em tempo record (alguns em meros segundos), e estava confiante.

 

Guilherme e Rita impávidos e serenos. Nada os demovia. Sérios que metia dó.

 

Passaram 5, passaram 10, passaram 15, passaram 20. O animador olhava para mim, perguntando-me em silêncio "isto está mesmo a acontecer? O que é que eu faço?". "Continua, respondo-lhe eu, mentalmente". Passaram 30, passaram 40. O animador desiste. O resto da equipa também. Deixámos tudo a gravar e fomos beber café.

 

Regressados do café, mantinha-se o jogo. Nenhum dos dois dava o braço a torcer. Decidi intervir e tentar eu desmanchar a coisa, assim como assim o vídeo já teria de ser editado, cortava-se a minha voz na edição. Olhei para eles. Caiu-me a ficha e disse, "o vosso primeiro filho terá de se chamar Jonas se for um rapaz ou Mª João se for uma rapariga". Nem assim.

 

Passaram os 50 minutos, a hora, a equipa de filmagens já só queria terminar aquilo, que já era fim do dia. 1 hora e 10 minutos e eu chego à conclusão de que não sairão dali nunca. Nenhum deles alguma vez dará o braço a torcer. Nenhum deles capitulará.

 

Chego-me ao pé deles e explico "meninos, não podemos esperar mais, proponho levar-vos ali para uma sala de reuniões onde podem continuar a vossa cena, e nós prosseguimos com o nosso trabalho". Nada. Nem olham para mim. Ninguém quer desistir. "Temos que terminar, e eu declaro-vos um empate técnico, sem vencedores nem vencidos". 

 

Só assim é que consegui acabar com aquele namoro, que se prolongou, em silêncio, durante mais de uma hora.

 

 

O Depois

 

O Guilherme continuava atrasado para o seu compromisso, mas, estranha e curiosamente, não manifestava muita pressa para sair. A Rita, mais despachada, ainda teve pachorra para tirar uma foto para o Instagram do SAPO, e depois saiu.

 

Instagram.jpg

 

O Guilherme descansou por uns momentos, sentado numa cadeira, parecia que tinha levado um enxerto de porrada. Lá se recompôs e saiu, rumo ao compromisso para o qual estava agora irremediavelmente muito atrasado.

 

As pessoas que estavam no estúdio entreolharam-se e eu, desbocada, verbalizei o que toda a gente estava a pensar: "isto vai dar molho". 

 

Tive muita curiosidade acerca do desenrolar da coisa, mas fiquei quietinha, só à procura de pistas. A primeira chegou em forma de likes. A Rita postava qualquer coisa, em qualquer lado, mesmo no sítio mais obscuro, e lá estava um like do Guilherme. 

 

Desconfiei que alguma coisa se estava a passar quando vejo um post de um brunch, no mural do Guilherme, e desde aí tenho acompanhado à distância. Acho que nunca mais estive pessoalmente nem com a Rita nem com o Guilherme, depois de dia 8 de Julho de 2015. 

 

É óbvio que nada tenho a ver com o assunto, fui só um instrumento do acaso, mas é impossível não me sentir o pontapé de saída, o primeiro nó da trança. 

 

Dirão vocês, que sorte eles têm, porque o momento em que se conheceram está registado, em 1h10 de footage. Nope, têm azar, porque, por ser demasiado longo, o vídeo não foi aproveitado e foi irremediavelmente apagado (era MUITO pesado) de todos os sítios por onde andou. E se eu procurei por ele. É um dos meus desgostos.

 

Parabéns, meninos. Já sabem, ou Jonas ou Maria João :)

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)





subscrever feeds


Arquivo