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Não nos conhecemos. Mas havemos de nos conhecer. Brevemente.

 

Tu, que esta tarde viste um puto sozinho na rotunda de Algés e achaste que ele estava a vender bilhetes na candonga. Tu, que o abordaste sem te identificares. Tu que lhe tiraste a carteira, e o telemóvel. Tu, que não acreditaste nas explicações que ele te deu. Tu, que não te identificaste. Tu, que de repente estavas com mais dois compinchas na NOS, que seguraram nos pertences do meu filho enquanto tu o tentavas convencer de que ele era um perigoso criminoso. Tu, que não reagiste quando um dos gajos com colete da NOS ameaçou dar um soco ao meu filho.

 

Tu, ficas a saber que o meu filho é menor. E ficas também a saber que eu sou, na maior parte do tempo, mãe galinha. Quando me lixam o esquema, deixo de ser galinha, e passo a ser leoa.

 

Tu, ficas a saber que há um pássaro brasileiro chamado cácalharás.

 

E podes falar deste pássaro aos teus amiguinhos da NOS, mas mesmo que não fales, eles também o hão-de conhecer, brevemente.

 

Para o caso de estares na dúvida, eram 16h45, e o puto era loiro e franzino e estava nervoso, porque a única vez que foi abordado por um estranho foi para ser assaltado. 

 

Passarinho brasileiro, meu caro, passarinho brasileiro.

 

O primeiro concerto a sério do puto, a que foi sozinho, e estes cabrões fazem-me esta merda. 

 

UPDATE (09/07/16 - 18h24): Tudo está resolvido e concluído. Escrevi sobre isso aqui (auto-link).

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Há um ano

por jonasnuts, em 08.07.16

Rita da Nova 🔊-1.jpg

 

Faz precisamente hoje um ano.

 

O Antes

 

Por motivos que agora não interessam, vi-me envolvida na organização de uma acção do SAPO que sai um bocadinho da minha área. Tive de organizar uma sessão de staring contest (jogo do sério), entre pessoas conhecidas, para que fosse usado nas campanhas dos festivais de Verão.

 

aguenta.jpg

 

 

Eu conheço muitas pessoas conhecidas, mas prefiro sempre telefonar a pessoas de quem gosto e a quem acho piada ou por quem tenho admiração e respeito. 

 

Algumas pessoas já estavam apalavradas, e eu só tinha de convidar mais 3 ou 4. Lembrei-me do Guilherme Fonseca, porque já me tinha cruzado com ele no Inferno, lembrei-me do Guilherme Por Falar Noutra Coisa Duarte e lembrei-me da Rita da Nova, que leio há uns anos, quer no(s) Blog(s) quer no Instagram quer no Facebook.

 

Para além destes convidados, havia outros e era preciso emparelhar as pessoas, de forma a que o staring contest funcionasse. Tinha de haver química, para que a coisa tivesse piada. O objectivo era um vídeo curtinho, em que um deles, ajudado pelo comentador de serviço que mandava umas piadolas, se desmanchasse a rir.

 

No dia 8 de Julho, fomos para estúdio.

 

Tudo estava a correr bem com o staring contest. As pessoas chegavam, eram emparelhadas, falavam um bocadinho antes de começarmos a gravar, para aliviar o ambiente e depois punham-se uma à frente da outra. Uns demoravam mais que outros, mas o vídeo mais longo que tínhamos era de uns longos 5 minutos.

 

O Durante

 

O Guilherme Fonseca chegou, à hora marcada. Eu tinha pensado emparelhá-lo com a Rita da Nova. Mais ou menos da mesma idade, os dois giros que se fartam, os dois talentosos e, julgava eu, fartinhos de se conhecerem.

 

Nada. À minha afirmação "vais ficar com a Rita da Nova" recebo um "quem é a Rita da Nova?". Não queria acreditar. Nem ele (nem, de resto, todos os presentes) sabiam quem era a Rita da Nova. Estava chocada, eu. Burros.

 

O Guilherme estava com pressa, porque tinha um compromisso logo a seguir.

 

Recebo um telefonema, da portaria "está aqui uma senhora para si". Era a Rita. Lá fui eu buscá-la, à portaria. Aproveito para lhe dizer, "vais ficar com o Guilherme Fonseca". "Quem é o Guilherme Fonseca?". "Aquele, do canal Q, do Inferno, do Curto-Circuito". Nada, nem um vislumbre de reconhecimento. Não fazia ideia. 

 

Bom, estavam em igualdade de circunstâncias, ao menos.

 

Entramos no sítio das gravações e procedo às apresentações. Rita é o Guilherme, Guilherme é a Rita. "Tens noção que vais perder?" é a primeira coisa que o Guilherme diz. Olhei para a Rita e pensei com os meus botões "talvez te lixes, Guilherme, talvez te lixes".

 

Depois do quebrar o gelo, lá se sentaram à frente um do outro, com a mesa pelo meio, e deu-se início à gravação.

 

Estávamos a contar com um vídeo de, vá, 3 a 5 minutos.

 

O animador esforçou-se. Tinha conseguido, com êxito, desmanchar os anteriores concorrentes em tempo record (alguns em meros segundos), e estava confiante.

 

Guilherme e Rita impávidos e serenos. Nada os demovia. Sérios que metia dó.

 

Passaram 5, passaram 10, passaram 15, passaram 20. O animador olhava para mim, perguntando-me em silêncio "isto está mesmo a acontecer? O que é que eu faço?". "Continua, respondo-lhe eu, mentalmente". Passaram 30, passaram 40. O animador desiste. O resto da equipa também. Deixámos tudo a gravar e fomos beber café.

 

Regressados do café, mantinha-se o jogo. Nenhum dos dois dava o braço a torcer. Decidi intervir e tentar eu desmanchar a coisa, assim como assim o vídeo já teria de ser editado, cortava-se a minha voz na edição. Olhei para eles. Caiu-me a ficha e disse, "o vosso primeiro filho terá de se chamar Jonas se for um rapaz ou Mª João se for uma rapariga". Nem assim.

 

Passaram os 50 minutos, a hora, a equipa de filmagens já só queria terminar aquilo, que já era fim do dia. 1 hora e 10 minutos e eu chego à conclusão de que não sairão dali nunca. Nenhum deles alguma vez dará o braço a torcer. Nenhum deles capitulará.

 

Chego-me ao pé deles e explico "meninos, não podemos esperar mais, proponho levar-vos ali para uma sala de reuniões onde podem continuar a vossa cena, e nós prosseguimos com o nosso trabalho". Nada. Nem olham para mim. Ninguém quer desistir. "Temos que terminar, e eu declaro-vos um empate técnico, sem vencedores nem vencidos". 

 

Só assim é que consegui acabar com aquele namoro, que se prolongou, em silêncio, durante mais de uma hora.

 

 

O Depois

 

O Guilherme continuava atrasado para o seu compromisso, mas, estranha e curiosamente, não manifestava muita pressa para sair. A Rita, mais despachada, ainda teve pachorra para tirar uma foto para o Instagram do SAPO, e depois saiu.

 

Instagram.jpg

 

O Guilherme descansou por uns momentos, sentado numa cadeira, parecia que tinha levado um enxerto de porrada. Lá se recompôs e saiu, rumo ao compromisso para o qual estava agora irremediavelmente muito atrasado.

 

As pessoas que estavam no estúdio entreolharam-se e eu, desbocada, verbalizei o que toda a gente estava a pensar: "isto vai dar molho". 

 

Tive muita curiosidade acerca do desenrolar da coisa, mas fiquei quietinha, só à procura de pistas. A primeira chegou em forma de likes. A Rita postava qualquer coisa, em qualquer lado, mesmo no sítio mais obscuro, e lá estava um like do Guilherme. 

 

Desconfiei que alguma coisa se estava a passar quando vejo um post de um brunch, no mural do Guilherme, e desde aí tenho acompanhado à distância. Acho que nunca mais estive pessoalmente nem com a Rita nem com o Guilherme, depois de dia 8 de Julho de 2015. 

 

É óbvio que nada tenho a ver com o assunto, fui só um instrumento do acaso, mas é impossível não me sentir o pontapé de saída, o primeiro nó da trança. 

 

Dirão vocês, que sorte eles têm, porque o momento em que se conheceram está registado, em 1h10 de footage. Nope, têm azar, porque, por ser demasiado longo, o vídeo não foi aproveitado e foi irremediavelmente apagado (era MUITO pesado) de todos os sítios por onde andou. E se eu procurei por ele. É um dos meus desgostos.

 

Parabéns, meninos. Já sabem, ou Jonas ou Maria João :)

 

 

 

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Segurança online

por jonasnuts, em 04.07.16

Quem me conhece, seja irl seja virtualmente, sabe que sou ligeiramente fundamentalista no que diz respeito à segurança e à privacidade (as duas são íntimas).

 

Ainda na semana passada fiz uma cena por causa de um mail com demasiadas pessoas em cc. A grande maioria das pessoas não me percebe e acham que eu sou maluquinha, o que, não sendo genericamente falso, neste caso em particular, não se aplica.

 

Sou até moderada. Se eu fosse fundamentalista da segurança e da privacidade não tinha conta em redes sociais (e tenho em praticamente todas, mesmo que não as use assiduamente), só usava browsers em modo privado, usava contas provisórias de mail para me registar em cenas, e só pagava com cartões de crédito virtuais. Ou não me ligava, pura e simplesmente.

 

Mas a segurança e a privacidade são temas que me interessam. Quer do ponto de vista pessoal quer do ponto de vista profissional. Tenho a "meu" cargo dados pessoais de muitos utilizadores, de quem considero ser fiel depositária duma série de dados pessoais cuja segurança e, consequentemente privacidade, está sob a minha guarda. Levo muito a sério, esse papel de fiel depositária.

 

Não há cá consultas ad hoc a bases de dados, não há informações pela porta do cavalo, não há jeitinhos, não há cunhas. E já estive nessa posição mais vezes do que aquelas que gostaria. 

 

Irrita-me solenemente a utilização abusiva dos meus mails. Tenho uma embirração de estimação pela DECO à conta disso mesmo. 

 

Preocupam-me MUITO as tentativas que vêm de todos os sectores, de centralização de informação (só tive cartão de cidadão quando fui mesmo obrigada a isso, este ano, porque já não dava para ter por mais tempo o meu bilhete de identidade), ou a tentativas de fazer bypass à segurança que as empresas adoptam para manter privados os dados dos utilizadores. Acho vergonhoso o que, impunemente, a NSA andou e anda a fazer, e o Edward Snowden é um herói recente da minha parca lista de heróis.

 

Preocupam-me muito mais estas coisas do que os hackers e afins.

 

Aceitei, por isso, o convite que a Siemens me fez para participar na #SiemensTalks. Tem tudo a ver comigo, porque é um debate sobre segurança, e porque decorrerá no Twitter que, como se sabe, é A rede social :)

 

É hoje, a partir das cinco da tarde. Apareçam. Não têm de sair de onde estão.

 

O programa completo e mais contexto, aqui.

 

 

 

 

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Bodyscience.jpg

 

 

Este post não tem nada a ver com dietas, e se vieram aqui ter à espera de encontrar a dieta xpto, que em três dias vos faz perder três Kg, estão no sítio errado.

 

Estou a fazer dieta. Neste momento, não interessa qual, e devo dizer que está tudo muito bem encaminhado. O peso e os centímetros já começaram a reduzir, o estado geral de saúde melhorou, o ânimo e a disposição também. Até aqui, tudo normal (been here, more than once).

 

Nunca fui magra, mas sempre achei que era mais gorda do que o que de facto era, apercebo-me agora, pelas fotografias. 

 

Não pretendo ter um corpo de 20 anos, porque, lá está, não tenho 20 anos. Quero apenas sentir-me bem. Esteticamente sim, mas não sobretudo.

 

Por isso, achei que se calhar, para além de ter alterado os meus hábitos alimentares, devia fazer algo mais. Agora, mais o quê?

 

Toca de me pôr à procura, online, de cenas que pudessem ajudar a....vá, contrariar a gravidade e os anos que o meu corpo leva de ganha peso-perde peso.

 

Há uma coisa que me caracteriza. Não embarco em cenas. Ou eu percebo a mecânica da coisa, ou há estudos científicos (dos sérios) que comprovam os métodos e os resultados, ou não alinho. Não serve de nada, no meu caso, falar na tecnologia A, B ou C, se não explicam muito bem em que é que consiste, o que é que faz exactamente, e porquê. Jargão pseudo-científico como Bodyshape, Radiofrequência Tripolar Cronus ou Powershape, não colhem.

 

Fui então ter a um site chamado Clínicas Body Science. As palavras que transcrevi ali acima, proliferam por todo o site, mas não consegui encontrar uma explicação de como a coisa funciona. Reparem, não estou a duvidar dos resultados, afinal de contas, têm lá uma série de testemunhos de gente aparentemente muito satisfeita. Estou só a dizer que não encontrei informação que para mim é imprescindível, para tomar uma decisão.

 

E eis senão quando chego à parte do Bodyshape. Diz que é uma tecnologia inovadora, onde 30 minutos de tratamento equivalem a 730 abdominais. Sem exercício, sem dor, o corpo é induzido a "queimar" gorduras e a tonificar os músculos. Mais, trata-se de um sistema único, analisado em investigação médica (lamentavelmente, sem link para a dita cuja), e combina os Raios Infra-vermelhos filtrados do Tipo A e Micro Correntes de Kotz, técnicas amplamente verificadas durante anos (mais uma vez, sem link para estas verificações quasi centenárias).

 

Mas, e o melhor está para vir, o que eu não sabia, era que esta combinação de Raios Infra-Vermelhos filtrados do Tipo A e Micro Correntes de Kotz, eram o produto da invenção de um cientista russo, o Sr. Kotz que, cereja no topo do bolo, foi até premiado com um Nobel. 

 

Elah, isto é a sério. Fui ver, não fosse o Nobel ser da literatura e não ter nada a ver com os Raios Infra-Vermelhos e eu não sei de cor os nomes de todos os vencedores de prémios Nobel da física e da química.

 

Ainda bem que os Prémios Nobel têm um site. Mas, há claramente um erro no site dos Prémios Nobel. Os gajos esqueceram-se do Kotz, caraças. É que nem numa nota de rodapé.

 

Nesta altura, já tendo abandonado completamente a ideia de alguma vez poder vir a querer saber mais sobre estas cenas que tão bem descritas estavam (e estão) no site, começo a perguntar-me: quem é que são estes gajos? Quem é fiscaliza esta gente? Isto é, clara e alegadamente, publicidade enganadora. Não é só enganadora, é aldrabona, mente, proclama factos que não são factos. Alegadamente. E o que é que lhes acontece? Nada.

 

A ASAE anda tão preocupada e dizimar colheres de pau e merdas do género e não há nenhuma entidade que se encarregue de vigiar este tipo de coisas? 

 

Este foi o primeiro resultado da pesquisa (se não me engano, patrocinado). Estou certa de que há mais. 

 

Não digo que a coisa faça mal, ou que seja uma treta, ou que não funcione, ou que não tenha resultados, ou que as clínicas sejam horríveis porque, não só nunca fui freguesa, como também porque, ensitel. 

 

Mas acho isto ridículo, e acho ainda mais ridículo que haja quem caia nestas tretas, alegadamente.

 

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A maternidade e o sono

por jonasnuts, em 03.07.16

Não. Isto não se transformou de repente num baby blog e não, não venho aqui falar das noites sem pregar olho que a maioria das crianças proporciona aos pais.

 

E não falo disso por dois motivos, porque já TODA a gente sabe disso e porque, para ser honesta, salvo muito raras excepções, o meu filho nunca me presenteou com noites desse tipo. Na realidade, a partir da primeira semana de vida o puto dormia no mínimo 6 horas seguidas. Foi de tal forma pacífico que me preocupei, e pensei em acordá-lo a meio da noite, para lhe dar de mamar. Mas, consultada a melhor pediatra do mundo, a Dra. Beatriz Uva, ela disse-me, deixe-se estar sossegada, deixei a criança dormir, a não ser que, por sistema, ultrapasse as 8 horas seguidas. Um descanso, portanto.

 

Eu venho aqui falar duma alteração ao sono muito menos conhecida ou, vá-se lá saber porquê, menos divulgada.

 

Aquela fase inicial, de quando eles são recém-nascidos e bebés, é ultrapassada. Mais ano menos anos eles lá aprendem e crescem e começam a dar noites mais ou menos descansadas. Quando entram na escola é que aquilo de que venho falar hoje começa a construir-se.

 

Quando eles entram na escola, começam a ter horários. No jardim infantil e na pré, os horários são mais ou menos simpáticos, entram até às 10 da manhã. Pacífico.

 

Mas, quando começam no primeiro ano, que para mim ainda é a primeira classe, começam com horários mais agressivos. Entram a umas horas inenarráveis, tipo, 8 da manhã.

 

Portanto, do primeiro ao 12º ano, entram com as galinhas, e obrigam os pais a acordar antes das ditas. 

 

São doze anos a acordar de madrugada. Pelo menos para mim, que o puto nunca andou numa escola suficientemente perto para que o horário de entrada na escola pudesse ser autonomizado.

 

O organismo habitua-se. Cria ritmos. Cria hábitos.

 

E é por isso que eu, hoje, quando o puto já é quase maior e fica a dormir até à uma da tarde, se for preciso e se lhe apetecer, assim que chegam as 7 da manhã começo a despertar, sem despertador, sem luz, sem ruído. Pura e simplesmente acordo e não consigo voltar a pregar olho por mais que tente.

 

É por isso que são sete e meia da manhã de um domingo, o puto nem está em casa (e se estivesse estaria a partir choco), e eu estou aqui, a escrever um post sobre o impacto da maternidade nos ritmos do sono.

 

Eu, que não acordava com trovoadas nem com tremores de terra. Eu, cujo sono se tornou lendário na família por ser mais pesado que o mercúrio (para variar do chumbo, ambos são metais pesados). Eu, a quem o meu filho com três anos chamou de "predicicosa" por querer ficar a dormir mais um bocadinho quando o que ele queria era brincadeira às 9 da manhã. 

 

Eu criei um despertador interno, e o sacana não me deixa dormir, mesmo que eu queira.

 

Alguém sabe como é que se dá uma murraça neste despertador?

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As minhas aventuras com o IRS - Take 3

por jonasnuts, em 02.07.16

Fui atrás da cena das despesas de educação cujo IVA de 23% não permite que sejam deduzidas à colecta. É o Artº 78C do CIRS.

 

A Lei n.º 82-E/2014 foi alterada a 31 de Dezembro de 2014, portanto, legislatura anterior.

 

Aqui podemos ver que PS, BE, PCP e PEV votaram contra e os outros senhores votaram a favor. 

 

Ora..... se os senhores que estão agora no poder, por maioria parlamentar, votaram contra, e tendo entretanto sido revertida tanta imbecilidade da legislatura anterior (e muito bem), já escrevi aos grupos parlamentares que votaram contra, perguntando-lhes se, agora que estão no poder, não tentarão reverter também esta injustiça.

 

Aos outros grupos parlamentares também escrevi, claro, mas a pergunta foi diferente. Foi mais directa "Em que medida é que estas despesas não são consideradas despesas de educação e porque é que não podem ser deduzidas à colecta?".

 

Em todos os casos identifiquei a lei, a data, e o sentido de voto.

 

A quem mais posso fazer perguntas sobre isto? Onde é que há mais calos?

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As minhas aventuras com o IRS - Take 2

por jonasnuts, em 02.07.16

Ministros __ República Portuguesa.jpg

Depois de ter escrito o meu post de há pouco (auto-link), comecei a pensar no que deveria fazer.

 

A primeira coisa foi escrever à minha repartição de finanças, perguntando onde deveria então colocar as despesas de educação cujo IVA é de 23% e aguardarei pela resposta, que deverá chegar no início da próxima semana.

Isto servia para resolver o meu problema no imediato, do ponto de vista da burocracia e da entrega definitiva dos impostos, a ver se me devolvem o mais rapidamente possível o dinheiro que retiveram indevidamente.

 

Mas não chegava. 

 

Decidi então escrever ao Sr. Ministro das Finanças, ao Sr. Ministro da Educação e ao Sr. Ministro da Cultura, com uma mensagem adaptada a cada um dos casos. Usei o portal do Governo, que tem formulários de contacto com os Senhores Ministros, e vamos ver agora quando é que me respondem, e que resposta é que me dão.

 

Aparentemente tenho andado a dormir, porque isto já deu que falar quando foi anunciado. Só agora, que me tocou directamente, é que me apercebi da coisa. 

 

A minha irmã diz para não me esquecer destas coisas, quando eu for votar (ela detesta que eu vote sistematicamente em branco). E eu concordo, não me esquecerei. Mas penso que a participação política das pessoas não se pode resumir ao voto. 

 

Claro que outras formas de participar são amplamente desincentivadas, veja-se o que deu a petição contra a lei da cópia privada (auto-link), ou o debate promovido pelo BE sobre o memorando de entendimento (auto-link). 

 

Depois destas experiências, a minha disponibilidade para este tipo de participação reduziu muito. Estou agora adepta duma participação mais personalizada e mais directa. Ah, mas a união faz a força e sozinha não vais a lado nenhum. É verdade. Mas, neste momento, não tenho alternativa. Ou é isto, ou ficar parada que, neste momento, não é uma opção.

 

O puto vai entrar num curso superior relacionado com as artes. Serão muito poucos os livros, e a faculdade é do estado. Se vão ficar exclusivamente por minha conta todos os materiais necessários para o curso do puto, vou à falência. 

 

Alguém tem mais ideias sobre como contrariar esta imbecilidade?

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As minhas aventuras com o IRS

por jonasnuts, em 02.07.16

Sou trabalhadora por conta de outrém. Entreguei a minha declaração a tempo e horas. Usei a inserção manual de despesas, cujos documentos somei escrupulosamente. Não aldrabei. Faço isto todos os anos (menos a parte da entrega a tempo e horas, porque já houve anos em que me atrasei).

 

Passados uns tempos recebi a notificação de que os senhores tinham dúvidas no que diz respeito às despesas de educação do menor. Ok, bora lá esclarecer as dúvidas. Digitalizei tudo, e enviei por mail.

 

Responderam muito rapidamente (de um dia para o outro, até me assustei). Pois que teria de tirar as aulas de piano, porque não são despesas de educação. Ok. Não concordo mas admito que possa ser considerado um luxo, sobretudo nos dias que correm. No prob, tiramos as aulas de piano.

 

O problema não era apenas esse. Eu tinha declarado todas as despesas de material e os senhores disseram-me que eu apenas podia descontar as despesas com taxa reduzida de IVA. 

 

Fui ver. Pois que aparentemente, as únicas coisas que contam como despesas de educação são livros, escolas e pouco mais. Se as escolas incluírem no recibo as aulas de piano, já há aqui um double standard.

 

Ora, o meu filho escolheu Artes. Desde o 10º ano que fui apresentada à compra de material escolar em modo "espero que o senhor perceba o que é que está nesta lista, que eu não sei o que são essas coisas". Esfuminhos, sanguíneas, grafites várias, aparos, telas, blocos de papel com características esquisitas e um mundo de outras coisas que a professora foi pedindo ao longo do ano e que não sei para que servem. Na parte de 2015 em que o puto frequentou o 12º ano gastei neste tipo de materiais, cobrados com 23% de IVA, €556,55. Tenho todos os comprovativos.

 

Tudo isto era material que a professora pedia. Tudo isto era material que, se não aparecesse, levaria a uma falta de material e, pior, levaria a que o puto não pudesse executar as cenas que fazem parte do programa da disciplina à qual teria exame. 

 

Em que cabeça é que este material não é uma despesa de educação?

 

Está tudo grosso?

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Hackers FTW

por jonasnuts, em 17.06.16

Islamic State Twitter accounts.jpg

 

Há muitos anos, ainda longe de me meter nestas coisas das internetes aprendi algo que me tem sido muito útil, ao longo dos anos.

 

Um hacker que diga que é hacker, não é um hacker. Pode ser um habilidoso. Pode ser um sobrinho com jeito para computadores. Pode ser um espertalhão da engenharia social. Pode ser muita coisa. Mas se diz que é hacker, é porque não é.

 

Até hoje, não conheci ninguém que contradissesse esta minha teoria.

 

Isto vem a propósito da última acção de um alegado membro dos anonymous, que hackou uma série de contas de Twitter associadas ao daesh e que em vez de lhes dar o tratamento do costume (expulsar os followers, apagar a conta, denunciar a coisa ao twitter, etc...), decidiu proporcionar-lhes um facelifting. Na minha opinião, esta alternativa, ainda mais subversiva, é muito mais eficaz.

Fico na dúvida se este WauchulaGhost diz que é hacker, ou se nem por isso. 

 

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Microsoft Excel.jpg

 

Cá por casa, andamos na cena das médias, e dos exames, e das décimas e das variações.

 

Aquela coisa do, quanto é que é preciso ter no exame de Português, para a média calhar acima dos valores mínimos de acesso à faculdade escolhida? E quem diz Português, diz outra coisa qualquer.

 

Ando portanto naquela fase do "olha, estudasses".

 

As variantes são muitas e precisei de ajuda.

 

Passei pelo site da Direcção Geral do Ensino Superior, que tem uma coisa complexa, que pede imensos dados, e na qual me perdi ao segundo campo de preenchimento. Precisava de algo mais prático.

 

Ora, se eu precisei de ajuda, presumo que haja quem mais a agradeça e decidi partilhar a minha ajuda, que chegou por via de muitas pesquisas (e de experimentar muita porcaria mal feita que por aí se encontra). Acabei por escolher uma folha de cálculo pré-preenchida com as fórmulas, e que permite escolher o curso, as bienais, as disciplinas de opção do 12º, a percentagem que o exame final conta para a média, se inclui educação física ou não e parece-me que está tudo.

 

Não fui eu que fiz, foi o Colégio D. Dinis, que não conheço, mas que pelo menos para isto, tem jeito.

 

Pré-preenchi tudo com notas 10 (e 100 nos exames), por achar que se percebe melhor assim.

 

Quem quiser, pode fazer download da folha de cálculo, aqui

 

 

 

 

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