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Este vídeo podia ser de hoje, mas é de 1997.

 

 

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Há pouca gente a saber cantar. Essa é que é essa.

 

 

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Feliz Star Wars

por jonasnuts, em 22.12.15

 

Via @henrikemacedo no Twitter.

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"Há um estudo americano"........ É com frequência que lemos esta frase no início de "notícias" sobre "descobertas" do mundo da "ciência". Tanta aspa não é inocente.

 

Esta dinâmica é verdadeira para muitas questões. Para a ciência sim, mas também para a política, para o terrorismo, para a economia, etc., etc., etc.

 

A falta de qualidade da comunicação social, mais interessada em tiragens, audiências e sobrevivência do que em factos, contribui largamente para a desinformação. A falta de sentido crítico das pessoas, faz outro tanto.

 

Se formos a ver, há "estudos americanos" para todos os gostos. 

 

Ontem, não podíamos comer mais do que um ovo por dia, no máximo. Mas hoje já podemos comer dois ou três, que até faz bem ao colesterol. Ontem o azeite fazia horrores à saúde e a banha é que era boa. Hoje, a banha está banida, e o azeite é que é bom. Estes são apenas dois exemplos que me ocorrem sem pensar muito. 

 

É responsabilidade de cada um saber interpretar, da melhor forma possível, a realidade que nos rodeia, sendo que frequentemente, é uma realidade deturpada. Deturpada por interesses económicos, deturpada por ignorância, às vezes com dolo, às vezes sem dolo, mas deturpada mesmo assim. E como é que um leigo (que é o que eu sou) interpreta essa realidade deturpada?

 

Pela parte que me toca, com dificuldade. Dá trabalho. É preciso ler muito. E às vezes ler coisas que temos de reler, e reler, e reler, com o apoio dum dicionário e duma enciclopédia, para conseguir perceber, ainda que vagamente, o tema de debate e as conclusões.

 

Vem este parlapié todo a propósito da homeopatia, e da vontade do Bloco de Esquerda em "regulamentar e legislar" esta actividade.

 

Eu, por acaso, acho que a única legislação e regulamentação de que a homeopatia necessita é a proibição absoluta de qualquer associação a ciência, a estudos científicos e a saúde. Diz-me quem tem opinião mais moderada que a regulamentação desta actividade é útil e importante, para separar o trigo do joio. Separar os vigaristas e oportunistas de quem está na coisa de boa fé. Eu tenho um problema.

 

Como é que se separa o trigo do joio, quando só há joio?

 

Não me interpretem mal, eu não acho que todas as pessoas que desenvolvem actividades na área da homeopatia são vigaristas e oportunistas. Acredito que haja quem, de facto, acredite piamente na coisa. Acredito até que seja a maioria. 

 

Mas o facto de acreditarem, não valida nem credibiliza a coisa. É uma fé que têm e, como todas as fés, é preciso respeitar. O efeito placebo das fés (de todas as fés, sejam elas "científicas" ou das outras) é poderoso e, esse sim, está estudado e comprovado (embora falte saber ainda muita coisa).

Mas, entre respeitar uma fé e financiá-la, incentivá-la e credibilizá-la vai uma enorme distância. E, que eu saiba, Portugal ainda é um estado laico. 

 

Sou acusada de falar sem saber, e de ter sobre o tema um conhecimento meramente wikipédico. É verdade..... tomei conhecimento sobre os fundamentos da coisa, pareceu-me tão absurda que não aprofundei. Se lhe tivesse encontrado algum mérito, teria ido atrás. Não encontrei qualquer mérito, descartei.

 

É uma escolha. Tendo em conta a profusão de informação, acreditamos naquilo que quisermos. E se queremos acreditar nos efeitos da homeopatia, acreditamos.  Porque temos amigos que só usam isso e se têm dado bem (até ao dia, claro), e porque a indústria farmacêutica é um polvo mafioso que só existe para ganhar dinheiro (e não é mentira), e porque a medicina tradicional está longe de ter respostas para tudo e em muitos casos tem ainda as respostas erradas, e que não nos chegam. 

 

Repito, é uma escolha. 

 

Eu escolho acreditar no método científico que me parece, de todas as metodologias, a mais correcta. Lamento o link wikipédico, mas tem o básico, sobre o método científico. Método a que a homeopatia não conseguiu resistir uma única vez. 

 

Escolhemos de acordo com as nossas convicções, o nosso sentido crítico, a informação de que dispomos, e de que vamos atrás.

 

Eu escolho não acreditar na homeopatia. Sou mulher de uma só fé. O Benfica, evidentemente.

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Adele

por jonasnuts, em 21.11.15

Isto é o tipo de coisa que me faz sorrir, e rever e rever e rever. Não me perguntem porquê. Não sou propriamente fã da música. Mas passei a gostar mais dela.

 

 

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O comentário do ano, quiçá da década

por jonasnuts, em 17.11.15

(1) Boing Boing - Timeline Photos.jpg

 

Daqui.

 

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Banda sonora para hoje - Pif Paf

por jonasnuts, em 09.11.15

É uma música muito antiga. Mas parece ter sido feita de propósito para o dia de hoje em Portugal.

 

Dica: o Coringa é o Cavaco.

 

 

 

Para os meus amigos de esquerda, e para os de direita com sentido de humor :)

 

Via ele.

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Correr

por jonasnuts, em 17.10.15

Eu tenho uma irmã. A minha irmã é maluca e mais nova que eu, 3 anos. A minha irmã, entre muitas outras coisas, corre. Sempre correu, desde miúda. Sempre gostou. Há uns anos começou a correr mais a sério, e a treinar, e a fazer provas. 

 

Diz-me a minha irmã que correr, em Portugal, é uma dor de alma. Sobretudo a partir do momento em que se faça provas fora de Portugal e se tem o termo de comparação. 

 

A minha irmã fez a primeira maratona em Barcelona, no ano passado. Diz que nos 42km da prova, não houve um metro em que não tenha havido apoio de quem estava a assistir, ao longo do percurso. 

 

Esta coisa de apoiar quem corre é um programa de família. Sai tudo de casa de manhã, e vão para um ponto do percurso, com cartazes e boa disposição, e gritam por quem passa. Não que os conheçam de algum lado, mas gritam na mesma. Às vezes, quando os dorsais têm os nomes dos atletas, quem grita, chama pelo nome; "Ânimo Ana". Diz que ajuda. 

 

Em Portugal, povo que gosta de apresentar-se como festivo, as corridas têm o ambiente de um funeral, e às vezes nem isso, que todos sabemos que não há como um velório para que o português mande umas larachas e conte umas piadolas. Esta parte, do ambiente de velório nas corridas, em Portugal, sei por experiência própria, porque sempre que a minha irmã corre perto, lá vou eu, apoiá-la. Tudo caladinho, à passagem dos atletas. Só olham. Ninguém bate palmas, ninguém ri, ninguém grita.

 

De vez em quando lá aparece um maluco, que manda uns gritos de apoio, mas os poucos que por ali estão parados olham de forma tão insistente que o coitado não tem outro remédio senão calar-se. É a pressão silenciosa.

 

A minha irmã diz que correr fora de Portugal é uma festa, correr em Portugal é silencioso. Silencioso não. Ouve-se o ruído dos ténis no asfalto. Ouvem-se as escarradelas dos homens. Ouvem-se as fungadelas de toda a gente. Descreve-me outras coisas que não se ouvem, mas que se cheiram e às quais vos poupo, porque é tudo muito escatológico (parece que há malta que não é amiga do banho, e que é, por outro lado, amiga do pum).

 

Sempre que vou ver passar a minha irmã junto-me ao coro silencioso e fico ali, a olhar, a ver se a vejo, no meio de toda aquela gente vestida de igual e que passa demasiado rápido. Às vezes são rebanhos........ descobrir uma pessoa numa manada de gente toda vestida de igual é difícil. Normalmente é ela que me descobre a mim.... "João" grita. E eu vejo-a, rio-me, grito-lhe "Vais ganhar" e pronto, já passou. E olho à minha volta e vejo as pessoas a olhar para mim..... esta maluca, tanta gente que já passou e ela está a dizer que a outra vai ganhar. São burros. Não percebem que ela ganha sempre. 

 

Ando há que tempos para escrever este post, aliás, ando há que tempos a pedir à minha irmã que me escreva este post, na perspectiva de quem corre, mas ela, lá está, porque está sempre muito ocupada, tem mais que fazer. Apanho a boleia da Cocó, que vai correr amanhã e que pede ajuda

 

Amanhã vai estar um bom dia para correr uma maratona. Pouco vento, nada de muito calor. Uma chuvinha molha parvos até pode servir para refrescar. Vamos apoiar quem corre? Já há quem esteja a organizar grupos de apoio, é ver aqui.

 

A minha irmã não vai correr. Mas vai apoiar. Eu aproveito que é de manhã, está tudo a dormir cá em casa, e vou com a minha irmã. Duas malucas, ao pé da antiga fil? Somos nós :)

 

Deixo-vos com a foto da minha irmã, a cortar a meta da sua primeira maratona, em Barcelona. A melhor foto de meta que já alguma vez vi na vida.

 

maratona.jpg

 (Este foi o tempo que fez em 2014 em Barcelona. No mês passado, na de Berlim, já quase baixou das 4 horas (04:03:09).

 

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Bolachas de aveia

por jonasnuts, em 11.09.15

As minhas bolachas de aveia são habitualmente muito apreciadas e há já algum tempo que tinha pensado em publicar a receita, que descobri aqui, há muitos anos.

 

Ingredientes:

100gr. de margarina ou manteiga (normalmente uso margarina líquida).

50gr. de açúcar amarelo.

40gr. de mel (normalmente ponho um pouco mais).

100gr. de farinha com fermento.

100gr. de aveia (a média é a melhor, a grandalhona desfaz-se).

50gr. de frutos secos (normalmente usos sultanas).

1 colher e meia de sementes de girassol.

 

 

Instruções:

 

Ligar o forno, para ir aquecendo, a temperatura ideal é de 180 graus.

 

Colocar a margarina (ou manteiga), juntamente com o açúcar e com o mel no micro-ondas, durante 1 minuto (se, como eu, estiverem a usar margarina líquida, 30 segundos chegam lindamente). Usem logo a taça onde vão misturar tudo, que sempre é menos loiça que se suja.

Tirando do micro-ondas, mexer bem, com uma colher de pau.

Adicionar os restantes ingredientes (a farinha, a aveia, os frutos secos e as sementes de girassol) e mexer bem, com a colher de pau. Não vale a pena meter isto na batedeira, não só porque não é para ficar homogéneo, como a batedeira dá cabo das passas e das sementes de girassol. Fica uma mistura meio grosseira.

 

Colocar uma folha de papel vegetal num tabuleiro de forno.

 

Usar duas colheres de sobremesa, para dispor pequenos montes da massa. Não os coloquem muito juntos, não só porque crescem um bocado, mas também porque ainda vamos espalmar os montes, com um garfo. Dependendo do tamanho dos montes, isto dará para 8/10 bolachas.

 

Uma vez colocados os montes no tabuleiro, espalmam-se, com um garfo, sem carregar demasiado.

 

Vão ao forno (pré-aquecido a 180 graus) durante 12/15 minutos.

 

Quando saírem do forno, as bolachas vêm moles. Não podem ser retiradas do tabuleiro de imediato. É fazer escorregar a folha de papel vegetal para uma rede de arame que é própria para isto, mas que eu não tenho, por isso uso as prateleiras grelhas do forno. Sabem? Aquela espécie de tabuleiro, mas sem a parte do tabuleiro, e cujo nome me escapa agora provavelmente devido à hora a que escrevo isto (obrigada à Flávia, que acorda a carburar melhor que eu). Isto é para que possam arejar também por baixo, para endurecer.

 

Deixem descansar no tabuleiro que não é tabuleiro durante 15 minutos. 

 

No link que coloquei mais acima, há fotos que ilustram o processo, e recomendo vivamente uma visita, sobretudo para quem gosta de crochet.

 

E pronto, foi o que escolhi postar hoje.

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Sugestão para tese de mestrado

por jonasnuts, em 10.09.15

Nesta altura do ano há muita malta à procura de bons temas para a tese de mestrado. Não tem de quê, se se movem na área das ciências sociais, e se o comportamento nas redes sociais vos interessa.

 

Instruções:

 

Criem uma página de um político, no Facebook (não é um perfil, é uma página), e associem-lhe a respectiva conta de Twitter.

Qualquer político serve, mas é mais eficaz se utilizarem um controverso, ou que inspire mais amores/ódios.

Não pode ser o Sócrates, porque as pessoas terão de achar que se trata duma coisa oficial (e, mesmo sendo as pessoas muito burras, dificilmente acreditarão que uma página do Sócrates seja verdadeira).

Personalizem os perfis com fotos oficiais do político escolhido. Em nenhum sítio coloquem a palavra "oficial".

Coloquem posts de meia dúzia de notícias (de preferência favoráveis) sobre o político escolhido, durante uma semana (no máximo). Se as notícias forem de órgãos de comunicação social tradicionais, melhor.

Não mexam mais.

Não façam qualquer tweet (mas personalizem o perfil mesmo assim, de preferência com um look semelhante ao utilizado para o Facebook).

 

Encostem-se à cadeirinha e aguardem. Não precisam de fazer mais nada, e em caso algum devem responder seja ao que for.

 

Os comentários e as mensagens privadas serão um maná sociológico.

 

Chegarão poucos, ao início, 3 ou 4 por dia. Mas sempre que o político escolhido estiver na ribalta (por bons ou maus motivos) são às centenas.

 

Sempre às ordens.

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