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Ensitel

por jonasnuts, em 27.02.09

Nem sei por onde é que hei-de começar.

Faz hoje uma semana, ele ofereceu-me um Nokia E 71 que comprou na Ensitel do Saldanha Residence. Ontem à hora do almoço começa a falhar a luz do display. Pura e simplesmente, com o teclado activo, não havia luz (o que dificulta imenso a utilização do telefone). Fui de imediato à Ensitel onde foi comprado o equipamento, explicar o que se passava. A primeira reacção foi "isso é do software", que deu logo para uma resposta dele "eu por acaso sou programador de software, explique-me lá como é que a ausência de luz se explica através do software", pelo que aquela justificação foi abandonada de imediato.

 

Estava (e está) dentro do período durante o qual eu tenho direito a trocar o equipamento defeituoso por um, totalmente novo, na loja onde foi adquirido. Ontem, a resposta foi, pois, mas não temos mais em stock, terá de se dirigir à Nokia. Não havia nenhum telemóvel igual, na zona de Lisboa, apenas nas lojas do Norte.

 

No dia seguinte, portanto hoje,  já com as caixas, caixinhas, saquinhos de plástico, facturas e demais parafernália que acompanha este tipo de equipamento, voltei à Ensitel, para confirmar que não trocavam aquele equipamento defeituoso por um outro, tal como está previsto no contrato (e na Lei, já agora). Confirmado. Preenchi uma folhinha do livro de reclamações, peguei em mim e fui à Nokia. Na Nokia disseram-me que podiam reparar o equipamento, mas que eu tinha direito à troca.

 

De regresso à Ensitel. Expliquei, de novo, a questão, e, milagrosamente, apareceu um equipamento na zona de Lisboa, no Oeiras Parque. Está reservado em seu nome, é só chegar lá e trocar.

 

Fim do dia, vai buscar o puto e vai para o Oeiras Parque, para que os senhores se recusem a trocar o equipamento, porque tem um risco no écran (eu não vejo risco nenhum).

 

Regresso à Ensitel do Saldanha. Já só quero que me devolvam a porra do dinheiro. Quero extinguir a minha relação comercial com a Ensitel o mais rapidamente possível.

 

As meninas que me atendem também não vêem nenhum risco no écran, mas vêem um risco na tampa da bateria. Recusam-se a devolver-me o dinheiro.

 

Isto é uma novela, mas mesmo assim, mantenho-me calma.

 

A Ensitel podia ter resolvido o problema muito facilmente, ontem, cumprindo a Lei, trocando o equipamento (acção à qual resistem a todo o custo). Optou pela via mais difícil. Coloca imensos entraves à troca de equipamento, dificulta a coisa, tenta empurrar para terceiros, sacudir a água do capote.

 

No meio disto tudo, quem se lixa é o mexilhão. O problema é que, neste caso, o mexilhão sou eu. E eu não gosto que me lixem. O que poderia ter sido resolvido com a troca de um equipamento, vai ser resolvido em tribunal, vão ter de me devolver o dinheiro, pagar as despesas legais, mais as deslocações, mais toda e qualquer despesa que eu venha a ter com esta brincadeira. E em cima disto perdem não um, mas dois clientes e, se olharmos para a quantidade de telemóveis e respectivos acessórios que estes dois clientes compraram nos últimos anos, eu diria que eles fizeram um mau negócio.

 

Pela parte que me toca, qualquer empresa que tente prejudicar o seu Cliente, fugindo às responsabilidades que a Lei lhe atribui, escondendo-se atrás de procedimentos internos (que NUNCA se podem sobrepor à Lei, mas que se sobrepõem) é uma empresa que não merece a minha confiança, nem a minha recomendação. Pela parte que me toca, boicote à Ensitel.

 

E este, apesar de ser o primeiro, não é o último post que faço acerca deste tema.

 

(Ver também Ensitel take 2, Ensitel take 3, Ensitel take 4, Ensitel take 5 ou salte logo para o resultado em Ensitel take 6)

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4 comentários

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De Maria a 05.03.2009 às 02:01

Acho que a ensitel deveria vender óculos graduados em vez de tlms é que os seus clientes nc vêm os riscos quando querem devolver um equipamento mas na hora de o comprar vÊm tudo e mais alguma coisa... acho piada as pessoas usarem a lei só para o que lhes cheira, se for comprar um carro e no mesmo dia o esmurra e passados dois dias está avariado vai ao stand dizer que quer um novo??Ou ainda diz que já saiu esmurrado de fábrica!!Por amor de Deus!!!Já agora se raspar o seu carro no muro devia exigir ao seguro que lhe pague uma pintura nova pois afinal não é mau uso é uso normal...até porque um seguro tem de o pagar e a garantia é grátis! É óbvio que se o telefone está riscado não há troca...e tenho a certeza que isso lhe foi comunicado aquando da compra mas se calhar só ouviu 30 dias blá blá blá 2 anos blá blá blá!!!Até compreendo a sua indignação mas o telefone tem garantia e não lhe foi recusada a reparação...já agora se analisar bem os decretos de lei diz que lhe tem de ser dado um documento com as condições de garantia, o que cobre e o que não cobre e lá diz que não cobre mau uso, ora se um telefone com 2 dias está riscado bom uso não é...
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De jonasnuts a 05.03.2009 às 09:02

O telefone não tem riscos. Ninguém conseguer ver os riscos no écran (nem mesmo as meninas da Ensitel do Saldanha Residence).
A Ensitel vê riscos imaginários no equipamento para resistir à troca.
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De Maria a 05.03.2009 às 23:39

Pois até compreendo que possa ser um risco visivel à lupa mas acredite que se ele está lá por minimo que seja a marca ou a operadora se for o caso vão proceder à devolução e a pessoa que lhe efectuar a troca é que o vai ter de pagar...isso é assim em qualquer empresa e falo com conhecimento de causa, de facto não vi o telefone mas não compreendo outro motivo para que não lhe possam efectuar a troca pois se o telefone estiver impecável a empresa não perde nada, por esse motivo é que é dado um prazo para troca directa dentro das condições exigidas pelas marcas/operadoras se isso causasse transtorno para as empresas ou até mesmo para a marca mandavam directamente para a assistência técnica! É normal que tenha de utilizar o telefone pois foi para isso que o comprou e se calhar é um risco quase imperceptivel mas se lá estiver nada a fazer... o telemóvel tem garantia por dois anos independentemente de estar riscado, pode enviar para a assistência técnica!
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De jonasnuts a 05.03.2009 às 23:51

As condições internas das empresas e os acordos que mantêm com os seus fornecedores são questões que não deveriam atingir o consumidor final.
Neste esquema entre o revendedor e a marca, quem se lixa é o mexilhão e neste caso, o mexilhão sou eu.

Eu não vejo risco nenhum e quem me atendeu na loja da ensitel do Saldanha Residence também não vê risco nenhum.

Eu sei que posso enviar para a assistência técnica, para que se proceda ao arranjo, mas a Lei diz que eu tenho direito a um equpamento novo.
Seja como for, a fase em que eu estava interessada numa troca já passou, não vi do lado da ensitel qualquer vontade em ajudar-me a resolver o problema, a primeira solução foi enviar-me para a marca, não cumprindo o que estava estabelecido no contrato, tendo portanto, havido quebra do mesmo. Não desejo manter qualquer tipo de contacto ou relação com a ensitel. Já dei instruções à minha advogada para que enviasse uma notificação à ensitel, informando que consideramos o contrato resolvido, e dando um prazo para que se proceda à devolução da quantia em causa.

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