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Segurança Social

por jonasnuts, em 20.09.17

A minha interacção com a Segurança Social é, desde há cerca de 30 anos, unidireccional. 

 

Todos os meses eu pago e todos os meses eles recebem. 

 

Nunca houve comunicação na via contrária. Nunca recebi nada da segurança social. Nem abonos, nem subsídios, nem porra nenhuma. É sempre de cá para lá.

 

Por motivos que agora não interessam houve, pela primeira vez, a necessidade de que a comunicação fosse feita de lá para cá.

 

Posso vir a aprofundar esta questão mas, para já, o que me ocorre é:

 

A Segurança Social, de segurança tem muito pouco, e a julgar pela qualidade das senhoras do atendimento, o social também não abunda.

 

Cenas dos próximos capítulos presumo que para breve, naquilo que tem potencial para vir a ser kafkiano, que eu meti na cabeça que esta merda tem de se resolver sem que seja necessário deslocar-me seja onde for e sem que use correio tradicional. Telefone e meios digitais (site, mail, etc....). A ver se o simplex funciona aqui.

 

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Dar

por jonasnuts, em 18.09.17

tiga.jpg

 

 

Sabem aquelas actividades que são win, win, win para todos e a todos os níveis? São raras, mas existem.

 

Descobri uma há uns meses que tenho pena de não ter encontrado mais cedo.

 

Todos os sábados de manhã (e nem sequer é muito cedo) vou até à UPPA. UPPA significa União Para a Protecção dos Animais e estes animais, podendo ser todos, são, neste momento, maioritariamente cães (também há porcas).

 

Não sou sócia não pertenço à associação nem à direcção nem a nada, sou apenas uma das várias pessoas que, ao sábado de manhã, reservam parte do seu tempo para dar à UPPA. Na realidade, não dou à UPPA, dou à bicharada, que é o que me interessa, mas vai dar ao mesmo.

 

E em que é que consiste a minha contribuição? Em passeios. A bicharada, durante a semana, está fechada nas boxes. Reparem, não são boxes pequenas, aliás, a UPPA tem umas instalações amplas, cuidadas e a bicharada é ali tratada como não é em muitas casas. Os espaços não são exíguos mas são, mesmo assim, boxes. Não há propriamente espaço para passeios e exercícios e, tirando a cuidadora que trata de todos durante a semana (alimentação e limpeza), também não há muito contacto com pessoas. 

 

Por isso, ao sábado de manhã, os voluntários chegam, organizam-se e vão passear a bicharada. Não vão longe, é subir e descer a rua num percurso que, de ida e volta, deve ter 1km, mais coisa menos coisa. 

 

Vamos, voltamos e seguimos para a box seguinte. O objectivo é passeá-los a todos. 

 

À medida que passam as semanas, vamos aprendendo a conhecê-los e a conhecer-lhes os nomes e as manias. Também vamos escolhendo aqueles que traríamos connosco se pudéssemos. Todos têm os seus preferidos. 

 

A parte do voluntariado é mesmo os passeios, mas pode fazer-se mais...... eu, por exemplo, depois dos passeios, se tiver tempo, ainda visito algumas boxes, para mimos extra. Estar lá um bocado sentada, a fazer festas ou a brincar.

 

O número de animais é flutuante, saem uns (porque são adoptados) vão-se buscar mais. São genuinamente bem tratados e o pessoal voluntário mais antigo sabe os nomes todos, de cor. Dos cães, dos voluntários mais recentes nem por isso :)

 

E agora chegamos à parte do win, win, win. O exercício físico é assegurado. Em média, faço quase 10Km nas manhãs de sábado. A bicharada adora passear. É uma festa. Dou um bocadinho do meu tempo e em troca recebo muito mais do que o que dou. Quem tem putos, pode levá-los e incluí-los no processo (não podem ser pequeninos....... a partir dos 12, vá), não só se mexem, como dão, como têm contacto com animais, como aprendem a apanhar cocós (sim, a malta apanha os cocós, durante o passeio), e é uma actividade excelente para se fazer em família. 

 

Quem quiser e puder, recomendo vivamente e quantos mais voluntários, mais passeios e mais mimos e assim, pelo menos uma vez por semana, todos ficam a ganhar.

 

A página de Facebook é esta, o site é este. Não se assustem com a aparente burocracia (ler os termos e assinar e o raio que o parta, também torci o nariz, mas lá assinei e pronto, nunca mais tive de pensar no assunto). 

O contacto para se saber mais sobre o voluntariado é este.

Quem não quiser ou não puder ser voluntário, pode apadrinhar ou tornar-se sócio. Eu cá gosto é de passeá-los.

Quem quiser adoptar, pode ver aqui a bicharada especial que está à espera de família. A Tiga, que é a cadela da foto que ilustra este post, está para adopção. Just sayin'.

 

 

 

 

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Uma questão de língua

por jonasnuts, em 12.09.17

O meu post de ontem (auto-link), sobre o bem-vindo, gerou batatada. Obviamente.

 

Não tanto por aqui, mas no Facebook e, sobretudo, no Twitter. 

Por estranho que pareça, a batatada deu-se mais com homens do que com mulheres.

 

Por algum motivo, eles acham que eu sou uma fundamentalista (por um lado), que não me preocupo com as coisas realmente importantes (por outro) e que, genericamente, tenho de ser mais compreensiva com as marcas. No fundo, tenho de amochar.

 

A batatada (no bom e no mau sentido) deu-se com homens de diferentes idades, de diferentes estratos sociais, de diferentes backgrounds culturais e políticos no entanto, o principal argumento de TODOS eles foi a língua portuguesa e as suas regras. 

 

De repente, todos os gajos são especialistas em língua portuguesa, as suas idiossincrasias, que palavras é que são neutras e que palavras é que não sendo linguisticamente neutras deviam ser consideradas como tal porque...... costumes e usos.

 

Foi muito surpreendente ver a atenção que todos os gajos decidiram prestar à língua portuguesa. Sobretudo porque a maioria não consegue escrever um tweet (140 caracteres) sem dar pelo menos um erro de ortografia.

 

Mas se chamo a atenção para os erros sou grammar nazi. 

 

Estou tramada, ou feminist nazi ou grammar nazi.

 

Entretanto a comunidade, solidária, foi contribuindo com sugestões para o Bankinter, das quais destaco esta:

ola.jpg

 

 

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Olá

por jonasnuts, em 11.09.17

Gosto do Olá. 

Serve para muita coisa e para muita gente.

 

Não tem género, nem idade, nem hierarquia, nem estrato social. É universal.

 

Já o Bem-vindo, detesto. Sobretudo porque me exclui. Reparem, não estou a falar do plural, do Bem-vindos que, não me agradando por aí além, está linguisticamente correcto, inclui-me. Mas Bem-vindo, não. Bem-vindo é para gajos.

 

Se querem dar-me as boas-vindas, ou usam Boas-vindas ou usam Bem-vinda.

 

Se entro num site, ou no balcão de um banco ou na recepção de um ginásio ou onde quer que seja e vejo "Bem-vindo", fico sempre a pensar que:

1 - Os senhores não percebem nada de comunicação.

2 - Os senhores não estão interessados em fazer negócio comigo.

 

És uma esquisitinha, Jonas Maria. Pois que sou, mas não é por isso que o meu negócio deve ser menos importante.

 

Não percebo as marcas que insistem em não me incluir. Estão à partida a dizer que não estão interessadas no meu poder de compra.

 

Ai, Jonas Maria, és a única pessoa que liga a essas merdas, o resto das mulheres não se importa. Provavelmente é verdade, eu até defendo que a maioria das mulheres sofre de síndrome de Estocolmo, mas as coisas estão a mudar e não creio que as marcas possam dar-se ao luxo de destratar potenciais clientes. 

 

Pela parte que me toca, anoto-lhes um ponto negativo na listinha dos prós e contras que elenco antes de tomar a decisão.

 

O Bankinter não está interessado em fazer negócio comigo.

 

FullSizeRender.jpg

 

 

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Traçar o limite

por jonasnuts, em 31.08.17

Eu sou muito a favor da alimentação equilibrada e diversa.

 

Tenho andado a ler umas coisas que identificam as vantagens dos alimentos biológicos e da diversidade e dos super alimentos, e eu sou tendencialmente favorável a todas essas coisas, mas é preciso saber não cair nos extremos. É preciso não se ser fundamentalista. Lá está, é preciso equilíbrio.

 

Saber onde está o nosso limite é importante.

 

Descobri ontem o meu limite. 

 

Há coisas para as quais não estou disponível, e nem sequer é por causa do preço, que de baratte tem pouco.

 

iPhone - Photo 2017-08-30 12_21_42.jpeg

 Pá....... manteiga de barata?

 

E como é que fazem? Esmagam as baratas e o suco é o leite? Ou fazem das baratas vacas e mungem as desgraçadas?

 

Nope..... manteiga de barata está para além dos meus limites.

 

P.S.: O post é irónico, caraças. Não me venham explicar o que é beurre de baratte, que eu sei. Mas obrigada.

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O carimbo

por jonasnuts, em 29.08.17

Adoro a Internet por muitas razões.

 

O post anterior é apenas um exemplo da utilidade da Internet. Há muitas outros, claro, ser uma excelente forma de prescindirmos de burocracias está no meu top 10.

 

Hoje em dia, as ferramentas que a Internet põe ao nosso dispor permitem-nos (e às empresas) facilitar em muito o estabelecimento de relações, mesmo que comerciais.

 

E isto vem tudo a propósito da maravilha que é, hoje em dia, fazer um seguro automóvel. Ou de mota, no caso. Como a moto é para uso maioritariamente profissional, está em nome da empresa (da minha, entenda-se) e consequentemente, o mesmo se aplica ao seguro.

Comprei uma moto (em 2ª mão), fiz o seguro online, com uma mera confirmação de dados pelo telefone. Provavelmente ajudou já ser cliente da seguradora.

Zero dificuldades. Fiquei com seguro (que inclui danos próprios) e respectiva documentação em 15 minutos. Espectacular.

Por motivos que não interessam aqui para nada, precisei de activar os danos próprios do meu seguro. Achava eu que, à semelhança do que se tinha passado no momento em que fiz o seguro, tudo podia ser feito por telefone e por mail e de forma expedita e célere.

 

Estava enganada.

 

A companhia de seguros em causa (é a Direct), quando precisa de comunicar com os clientes DEPOIS de um acidente, esquece-se de que o mail existe. Não pode usar o mail. Tem de ser o correio tradicional.

 

E usam o correio tradicional para tudo, até para informarem que a declaração amigável que foi preenchida, digitalizada e ENVIADA POR MAIL, precisa de um carimbo da empresa.

 

Sim. É verdade. A Direct, para dar início ao processo, precisa que a declaração amigável seja carimbada. Não percebo porquê, porque qualquer imbecil chega à loja da esquina e manda fazer um carimbo a dizer aquilo que muito bem lhe apetecer. Não compreendo porque é que é preciso um carimbo. 

 

Mas, não satisfeita com a imbecilidade de precisar de um carimbo para dar início ao processo, faz chegar a informação de que precisa de um carimbo, por correio tradicional.

 

Tive de mandar fazer um carimbo, carimbar a declaração amigável, digitalizar, enviar por mail e a seguir telefonar para confirmar que tinham recebido a coisa e que já podiam desbloquear o processo.

 

Estive mais de 1 mês sem mota, porque o senhores queriam o papel, e não lhes bastava o papel, também queriam o carimbo.

 

Numa próxima oportunidade leva com um carimbo feito em batata que se lixam (não me ocorreu, senão tinha sido já desta).

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40 anos

por jonasnuts, em 29.08.17

5270356.jpg (600×600).jpg

 

E assim se esgota a única razão que me poderia fazer querer conceder :)

 

Free.

 

(E a minha memória é do caraças).

 

 

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Se o meu filho usasse maquilhagem

por jonasnuts, em 14.07.17

Eu seria este pai:

 

 

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Freddie

por jonasnuts, em 07.07.17

 

Quando cá vieram os "Queen"+Adam Lambert fui ver. A contragosto. 

Não é que o Lambert não seja um grande vocalista (que é diferente de ser um grande cantor, atenção). Não é que o Adam não tenha um vozeirão, que tem.

 

O problema é que, obviamente, não é a mesma coisa. Nem eles dizem que é, claro. Mas é muito estranho, ouvir a parte instrumental da música muito semelhante ao original, e, de repente, músicas que já ouvimos centenas (milhares?) de vezes, e que são daquela maneira, naquele sítio entra aquela voz, e de repente entra outra coisa. Foi impossível não me sentir desiludida, a cada música.

 

Foi uma desilusão palerma, claro. Porque foi uma desilusão emocional. Racionalmente eu sabia que não iria ser a mesma coisa. Portanto, nem sequer me iludi. 

Eu sabia que não ia gostar. Até à última tentei convencê-lo de que Bruce é que era, mas ele tinha o Brian May encasquetado. 

 

Não regressarei a um concerto de "Queen" a não ser que....... todos os Queen que sobraram se voltem a juntar (o John Deacon não alinhou nesta fantochada) e em vez de um vocalista de substituição, seja o público a cantar. Nesse eu alinho :)

 

Este vídeo foi captado no início deste mês, em Londres, num concerto dos Green Day.

 

 

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Dores de crescimento

por jonasnuts, em 07.07.17

Há mais ou menos um ano o meu puto foi ao NOS Alive, na companhia de um adulto. Ligou-me no final para que eu o fosse buscar. Não dormi até receber o telefonema a dizer que já podia meter-me a caminho.

Há mais ou menos um ano houve uma comoção aqui no Blog (auto-link), por causa do NOS Alive, da PSP e do meu filho num episódio chato que acabou em bem e com tudo resolvido.

 

Ontem o meu filho foi ao NOS Alive. Com uma amiga da mesma idade. 

 

Mandou-me um SMS a dizer "já entrei".

Respondi-lhe "Então? Este ano não foste dentro?"

 

Não sei a que horas é que saiu de casa, não sei bem a que horas é que entrou, não sei como é que regressou, só sei que não fui buscá-lo. Adormeci por volta das 23h00 (ok, acordei mais ou menos de hora a hora até ele chegar a casa, mas pronto).

 

Eu podia terminar este post dizendo "está tão crescido", mas, na realidade, eu acho que por ele, isto já teria sido assim no ano passado. 

 

Portanto:

 

Estou tão crescida.

 

 

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