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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

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Entre esta foto e o dia de hoje passaram mais ou menos oito anos.

Mas, como há quase oito anos (auto-link), o braço partido é o mesmo. Só o osso é que é diferente.

 


publicado por jonasnuts às 22:23

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Domingo, 19 de Maio de 2013

Sobre o post do momento...

Que não linko, porque não merece. Digamos apenas que é escrito por alguém que deve levar uma vida tristíssima, cheia de certezas e de ódios.

 

Respeito os católicos (e os outros todos, já agora, mas é duma católica que se trata), embora acredite piamente (piamente, percebem?), que é possível o good without god (e é mais ou menos nesta equipa que tento alinhar), e também sei que há mentecaptos para todos os gostos, em todos os lados, e não julgo o todo pela parte.

 

Posto isto, vejo muitas vezes alguns católicos a respeitarem a bíblia, não só por convicção, mas também como uma forma de atingir o reino dos céus. Confesso, no entanto, que é a primeira vez que vejo alguém a adoptar esta estratégia....a da imbecilidade. No entanto, se formos a ver, pode ser um meio para chegar a um fim.

 

"Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos Céus." (Mateus, 5:03)

 

A outra palerma já tem o lugar garantido.


publicado por jonasnuts às 18:02

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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

A caminho de Amesterdão

 

(Literalmente :)


publicado por jonasnuts às 15:39

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Terça-feira, 30 de Abril de 2013

Alegadamente

A história tem 3 ou 4 dias. Chamaram-me a atenção para o caso via Facebook. Conta-se em 3 tempos.

 

A Lúcia comprou um voucher à Odisseias, para um serviço a prestar pela Poneilândia. Quando tentou marcar o serviço que tinha comprado, não gostou da experiência do atendimento.

 

Até aqui nada de mais. Uma cliente, insatisfeita, que contacta a página que é, ao que tudo indica, a oficial da empresa, e desabafa.

 

Mas é aqui que pára a normalidade e começa o insólito.

De repente, aquela que parece ser a conta oficial da empresa, desata a fazer likes, e a comentar de forma..... inusitada.

 

É a primeira vez na vida que vejo o que aparenta ser a marca oficial a fazer like a uma reclamação. Mas não fica por aí, também comenta.

 

É todo um novo modo de gerir uma marca nas redes sociais, e todo um novo significado para a palavra "beijos".

 

Retomamos a normalidade, e seguem-se duas dezenas de comentários de pessoas incrédulas com a situação. Mais incrédulas ainda quando se apercebem de que os seus comentários de estupefacção e críticas estão a receber likes, de quem? Pois claro, de quem está a gerir a conta que aparenta ser a oficial da Poneilândia.

E podíamos ter ficado por aqui, mas não. Regressa o insólito.

 

Obviamente segue-se uma catrefada de comentários, de pessoas que entre o divertidas e o estupefactas, comentam a inépcia de quem gere aquela que parece ser a conta oficial da marca.

 

E os senhores que estão do lado de lá, dispostos a subir a parada a cada comentário.

 

Cada cavadela, cada minhoca.

Mas, calma, ainda falta a cereja no topo do bolo.

 

 

Portanto, aquilo que tudo indica ser a conta oficial da empresa no Facebook, sugere a pessoas indignadas, os serviços de um gigolo profissional. Confesso, é a primeira vez que assisto a esta estratégia de gestão de marca nas redes sociais.

Desde o início que achei piada ao tema, e depois achei que iria gostar de escrever sobre o tema, pelo inusitado. Mas, gato escaldado da água fria tem medo, e a coisa é mesmo tão má, tão má, tão má, que achei melhor contactar directamente a empresa, no sentido de apurar se de facto se tratava duma conta oficial. Telefonei para o contacto disponível no site. Um número de telemóvel. Chamou, chamou, chamou, atendeu o voice mail. Ok. Tentemos o mail. E assim foi. Um mail simples e educado:

"Boa tarde,

Gostaria de saber se a página do Facebook https://www.facebook.com/poneilandia.tocao é uma página oficial da Poneilândia.

Obrigada desde já.

Melhores cumprimentos

Mª João Nogueira"

 

Recebo uma resposta:

 

"Boa tarde, gostaríamos de saber também quem pergunta SFF e o porquê da pergunta, entretanto iremos verificar"

 

Ok... ao menos responderam, e querem saber porquê. Tudo bem:

 

"Boa tarde,

Obrigada pela resposta rápida.

No que diz respeito à sua pergunta, que considero muito pertinente, pretendo escrever no meu Blog acerca de um episódio que está a decorrer na conta de Facebook referida, e não queria correr o risco de atribuir à referida conta o estatuto de conta oficial, se de facto não for oficial e assegurada (ou
com gestão subcontratada) pela Poneilândia. Trata-se de apurar a verdade e os factos, antes de escrever :)

Espero ter esclarecido as suas dúvidas.

Melhores cumprimentos,

Mª João Nogueira"

 

 

Deixa lá ver, pode ser que os senhores não saibam de nada, e estejam a ver agora a coisa pela primeira vez (eu já vos disse que sou uma ingénua do caraças?)

A resposta até veio de forma relativamente rápida:

"Boa tarde, agradecemos que descreva esse episódio, ou enviaremos hoje mesmo este assunto para o nosso departamento jurídico"

Nos intervalos de rir até à exaustão, tenho estado aqui a pensar se não se trata de uma mera má utilização da língua portuguesa. Assim de repente, acho que também é a primeira vez que me ameaçam de forma tão educada. "Boa tarde, agradecemos que" e depois tungas.

Fiquei sem saber, até agora, se aquela conta de Facebook que aparentava ser a oficial, era afinal de contas oficial, oficiosa ou desconhecida.

E falo no passado, porque pouco tempo depois do mail com a ameaça educada, a conta foi apagada. Daí não haver links neste post.

 

Sabem aquelas coisas que são tão más, tão más, tão más, tão más que dão a volta e se tornam o máximo? Esta está lá quase. Quase. Mas ainda não.


publicado por jonasnuts às 16:23

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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Digitalização

Em 2009 digitalizei toda a minha música (auto-link).

 

Ficou na altura a promessa de digitalizar os meus DVDs. Ainda não foi desta.

 

Nos últimos tempos tenho-me dedicado a digitalizar todas as minhas cassetes de vídeo. E não, não me refiro às VHS com vídeos gravados da televisão. Refiro-me mesmo a todos os filmes que gravei com a câmara de vídeo.

 

Há uns mais difíceis que outros, do ponto de vista do conteúdos. Vídeos com os meus avós, com os meus cães, enfim.

 

Mas, tecnicamente, há uns, verdadeiramente mais difíceis que outros..... nem sempre as K7 ficaram guardadas e resguardadas, e muitas ganharam bolor ou lá o que raio aquilo é. Resultado, a fita parte, e cola e o raio que a parta, que parte.

 

Resultado..... abrir as K7, colar o bocado onde partiu e depois disso, descolar, milímetro a milímetro, com um palito e com uma pinça, metros e metros de fita, com muito cuidado, para não voltar a partir. Saio disto com um curso de restauro de filmes, de certeza.

 

Na semana passada gastei 3 dias a desenrolar metade de uma K7. Este fim-de-semana, mais uma (que ainda não consegui terminar).

Tenho mais 10 nas mesmas circunstâncias.

 

No final, vai ser preciso ordenar tudo, cronologicamente, e meter num MEO Kanal (privado, evidentemente), para partilhar com a família.

 

Feelings agridoces. É muito bom, mas alguns são muito difíceis.

 

E os putos crescem demasiado depressa.

 

Ainda não contabilizei a quantidade de espaço que vou ocupar, no final faço as contas e vejo quanto é que esta produção própria de conteúdos reverteria em direitos de autor para a AGECOP, em dupla tributação porque já paguei pelas K7, se a porcaria da revisão da lei da cópia privada

tivesse entrado em vigor.


publicado por jonasnuts às 10:42

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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

A melhor notícia da semana passada

Desengane-se quem acha que aqui vamos falar de política, ou de desporto. A melhor notícia da semana passada não tem nada a ver com a demissão do Relvas, nem com a decisão do Tribunal Constitucional, nem com os resultados fulgurantes do Glorioso. Podia ter, mas não tem.

 

Há uns anos, confrontada com a falta de gosto que o meu filho dedica à matemática, fui à procura de ajuda. Não me interessavam explicações. Isso são aulas, e se ele fosse parecido com a mãe (que é), não precisava de mais aulas. Connosco, aulas sobre temas de que não gostemos, são SEMPRE uma seca. Portanto, eu não precisava de encontrar explicações, eu precisava de encontrar algo que falasse numa linguagem que ele compreendesse, que usasse um canal que lhe agradasse, e, sobretudo, algo que não transformasse a matemática numa monumental seca e num bicho de sete cabeças.

 

Foi numa destas minhas pesquisas que descobri a Khan Academy.

 

Tem tudo aquilo de que ele precisava. Usa vídeos para explicar as coisas de forma simples e acessível, tem uma metodologia evolutiva que pode ser percorrida ao ritmo de cada um, e estava num canal que o meu filho habitualmente associa a lazer, o Youtube. A matemática é uma linguagem universal, mas mesmo assim, carece de contexto e formulações, e nos vídeos usava-se o inglês. Não é um problema, no caso do meu filho, mas será um problema noutros casos, sobretudo se estivermos a falar de crianças mais pequenas e de outras matérias que não a matemática.

 

E esta explicação leva-nos ao título do post. Sou pouco de chamar a brasa à minha sardinha, mas desta vez tem mesmo de ser.

 

A Fundação Portugal Telecom, no âmbito duma parceria com a Khan Academy, lançou na semana passada as primeiras pedras de um projecto fantástico. Basicamente, tornar acessíveis os vídeos, para quem apenas domina a língua portuguesa. Grátis. Sem custos para quem vê os vídeos. Para quem quiser saber um pouco mais, fica o link para a notícia que o TEK fez acerca do tema.

 

Para quem já sabe o necessário, é ir directo à página da Khan Academy da Fundação Portugal Telecom.

 

Ou à página do SAPO Vídeos onde estão reunidos todos os vídeos já traduzidos (e os que se seguirem, também ali irão estar).

 

Para quem tem miúdos com alergia a matemática, ou apenas com alguns preconceitos que precisam de ser desmontados, agora, nem sequer há a barreira da língua.

 

E isto, meus senhores, foi, sem sombra de dúvida, a melhor notícia da semana passada.


publicado por jonasnuts às 09:51

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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

As coisas de que eu gosto

Gosto de ver os outros felizes. E gosto de ver alguém a fazer o outro feliz.

Não sou grande apreciadora de Billy Joel. Mas.... se eu fosse mãe daquele puto, passava imediatamente a ser a fã do cantor. Assim, não sendo mãe do puto, fica apenas o gosto de ver alguém a dar uma alegria e peras a um puto que conseguiu arranjar coragem e se chegou à frente e fez um pedido, com a voz a tremer. E ouviu o que queria. Sentido figurado e literal.

 

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publicado por jonasnuts às 22:33

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Quarta-feira, 13 de Março de 2013

Porque há posts que precisam de banda sonora

O post anterior deveria ter ido com banda sonora. Olha... fica em adenda.

 


publicado por jonasnuts às 22:23

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Os sonsos

Os sonsos são uns filhos da puta.

 

Para quem não tem mais tempo (ou pachorra), este é o resumo do post.

 

Para quem tem mais um bocadinho, siga a marcha, fogo à peça.

 

Eu sou uma pessoa extraordinariamente frontal, directa e até mesmo transparente. O que tenho a dizer, digo, na cara. Posso também dizer nas costas, mas primeiro digo na cara. Comigo, ninguém vai ao engano. Aprecio esta qualidade noutras pessoas. Prefiro que me digam "olha, não gosto de ti nem um bocadinho", do que não me digam nada, e andem, dissimulados, a tentar minar-me o caminho.

 

Os sonsos não são frontais. Falta-lhes.... olha... partes pudendas.

 

Os sonsos não são frontais, porque são cobardes.

 

Os sonsos não são frontais, porque são incompetentes, e não têm argumentos próprios.

 

Têm, por isso, de esperar pelo erro alheio, para tentar alfinetar. Sempre mascarando a alfinetada de boas intenções.

 

Lá está, são filhos da puta. Eu diria mesmo mais, são filhos de puta.

 

E, quando o erro alheio acontece - e quem não erra são os sonsos, porque os sonsos não fazem nada, logo, não erram - aparecem, todos contentinhos, e põem-se em bicos dos pés.

 

Os sonsos são uma nódoa. Os sonsos são anémonas. Os sonsos não fazem nada. O sonso só é mandado. O sonso nunca decide nada, só cumpre instruções.

 

Com todos os sonsos do mundo, mas com um em especial, quero partilhar um ditado que me é muito caro, e que já usei aqui no passado, com resultados.... inesperados: Há um pássaro brasileiro chamado cácalharás.

 


publicado por jonasnuts às 21:07

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Sexta-feira, 8 de Março de 2013

Não sou uma cientista.... mas quase.

 

Daqui.

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publicado por jonasnuts às 12:43

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Quinta-feira, 7 de Março de 2013

Obrigada, anónimo/a.

E a malta vê o título deste post e pensa, tungas, esta maluca atraiu mais um troll. Mas não.

 

Tenho este post atravessado há uns tempos. É um agradecimento, profundo e muito sentido, para a pessoa que me deixou aqui um comentário a um post, que escrevi a pedir ajuda, relacionada com a minha enorme incapacidade de enfiar pelo meu filho abaixo, o gosto pela leitura.

 

Anos de tentativas, a pôr-lhe à frente tudo e um par de botas, e o puto nada. Não gostava de ler. Agarrava-se a um livro aqui, outro acolá, muito espaçado, mas sem aquela voracidade de quem quer ler.

 

E no meio de imensas sugestões (que segui todas, debalde) surge a última.

 

 

Não sei quem foi. Sei apenas que tem um filho mais ou menos da idade do meu.

 

Tenho muita pena de não saber quem foi.

 

Comprei os dois primeiros volumes da colecção CHERUB logo na altura (portanto, quase há um ano). Andaram aqui por cima, estiveram arrumados na prateleira. E de repente, há 3 meses, o puto decide seguir a minha recomendação. À pergunta "o que é que eu faço agora - não tenho nada para fazer" respondi "vai ler". "O quê?", "Olha.... o que não te falta são livros por ler, na estante. Toma, pega este".

 

Acabou agora o volume 9. Sei que acabou porque me disse.... "olha, já podes comprar o próximo." (sacaninha, já sabe que, para este efeito, não há limitações orçamentais vulgarmente alegadas - e existentes -  para outras compras).

 

Portanto, e como não posso agradecer pessoalmente (ou se calhar posso, mas não sei), obrigada caro pai ou mãe, que há quase 1 ano decidiu gastar uns minutos a ler um post, e a deixar um comentário aqui.

 

Um comentário com menos de 20 palavras, que mudou a vida do meu filho (e a minha), para melhor.


publicado por jonasnuts às 21:32

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Sábado, 2 de Março de 2013

Amanhã

Amanhã o meu dia passa por Cascais.

Estarei no WFC - World Failurists Congress.

 

 

 

Estou no painel da tarde, em concorrência directa com a manif, portanto. Grande falhanço. É para não destoar.

 

Quem estiver em casa, pode acompanhar na televisão.

 

Podem passar ou pelo site, pela página no Facebook, pela conta de Twitter ou pelo Linkedin.

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publicado por jonasnuts às 00:29

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Pipoca oncológica

Acho que nunca falei da Pipoca aqui neste Blog. Alguma vez havia de ser a primeira. Embora o post não seja exactamente sobre a Pipoca.

 

Então a Pipoca faz um post a cascar na farpela que alguém decidiu levar à cerimónia dos Oscars. Até aqui, tudo bem, nada de anormal.

 

De repente, descobre-se que a criticada é uma miúda de 16 anos, a Ana Sofia, que é doente oncológica - odeio eufemismos - que está prestes a vencer uma batalha contra o cancro - assim está melhor - e que foi à cerimónia por ter sido esse o desejo que formulou junto da Make-A-Wish, uma organização (abençoados) que tenta realizar os desejos de miudagem que está a meio de batalhas difíceis.

 

E pronto, está montada a novela. Cai o Carmo e a Trindade, porque a Pipoca criticou, naquilo que me parece ser o seu estilo habitual - uma miúda que sofre de - vamos a mais um eufemismo - doença incurável - continuo a não gostar - uma miúda que tem um cancro. Reparem, o problema não é ser uma miúda, o problema é ser uma miúda com cancro. A Pipoca remove o post, desculpa-se, acho. Mas o Carmo e a Trindade continuam a cair.

 

Está mal.

 

Ter um cancro é uma merda. Lutar contra um cancro é uma batalha dura, que funciona em permanência. Alguém que está a lutar contra um cancro, não é um coitadinho, e não deve ser tratado como tal. Alguém que está a lutar contra um cancro é um guerreiro ou uma guerreira, e é dessa forma que tem de ser tratado e encarado. "Ah... veste-se horrorosamente, mas como tem um cancro não se pode dizer". É isto que a maioria das pessoas está a dizer. E é burro. Ter um cancro não vem com benefícios especiais, pelo contrário, não transformas as pessoas más em pessoas boas, nem as pessoas feias em pessoas bonitas, nem as pessoas que se vestem mal em pessoas que se vestem bem. Uma pessoa com cancro deve estar para além da crítica? Devemos dourar a pílula? Para mim, não. Por todos os motivos, mas sobretudo porque seria difícil: "olhe que essa saia é - a senhora é doente oncológica? Não? - então a saia é horrível". Que palermice.

 

Eu não sou fashion, nem percebo nada de moda. Sei do que gosto e do que não gosto. Dá-me igual o que estranhos pensem acerca do assunto, mas aqui fica a forma como eu resolveria a coisa, se eu fosse a Pipoca.

 

Mantinha o post original a cascar na farpela (já que era essa a minha opinião, além de que sou contra a remoção de posts, já terei dado provas disso no passado)

Ficava caladinha no Blog, mas contactava a Ana Sofia e falava pessoalmente com ela.

E se a Ana Sofia estivesse a fim, passávamos uma tarde de compras, com ela como manequim e eu como fashion advisor, num makeover.

Depois, e caso obtivesse autorização da Ana Sofia e dos seus encarregados de educação, escrevia sobre isso no Blog e, com sorte, até punha uma ou outra foto. Melhor... um antes e um depois.

 

Chama-se a isto damage control com benefícios mútuos.

 

Mas, lá está, eu não sou a Pipoca.

 

E, por último, a afirmação que interessa:

 

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publicado por jonasnuts às 21:04

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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

Para o meu filho

 

Porque se eu só pudesse ensinar uma coisa ao meu filho, esta seria a minha escolha.

Ensiná-lo a pensar.

 

Daqui.

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publicado por jonasnuts às 11:46

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2013

Publicidade dos anos 70

 

O meu favorito. Adoro a outra lá atrás, de pé descalço, e as calças do caramelo, completamente à boca de sino, e uma mesa de apoio quase junto ao chão, devia dar um jeito do caraças.

Sou eu, a do cão.

 


publicado por jonasnuts às 18:31

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Anúncios dos anos 70

 

Este escorrega ficava no Parque Infantil do Monsanto, mesmo ao pé do avião.

A foto foi para um anúncio de imprensa ao Tulicreme.

 

Lembro-me bem da trabalheira que deu, pintarem-me sardas na cara.

Nada de grandes maquilhagens, foram mesmo feitas com uma caneta de feltro.

 


publicado por jonasnuts às 18:16

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Publicidade dos anos 70

 

Esta chegou à capa da Crónica Feminina (auto-link) (também consegui recuperar um original desta edição da iconográfica revista).

Eu sou a da esquerda.


publicado por jonasnuts às 17:58

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Anúncios dos anos 70

 

Sendo que o "puto indefeso e com dores de dentes" da foto, por acaso sou eu.

 

Um dos tesourinhos recuperados há pouco tempo, depois de mais de 30 anos MIA. Há mais de onde este saiu.


publicado por jonasnuts às 17:45

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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013

Aprender com os erros #pl118

Aprender com os erros é sinal de inteligência. E não, este não é um post sobre o World Failurists Congress  embora pudesse ser.

 

Há um ano, quando o PS apresentou na assembleia da república o PL 118, chamuscou-se. Chamuscaram-se também outros stakeholders que se chegaram à frente e publicaram nos seus sites e na comunicação social os seus argumentos. A coisa não lhes correu bem, nem a uns nem a outros. O governo e o PSD, passaram entre os pingos da chuva, foram discretos, mas não estavam desatentos. Andavam em cima dos acontecimentos, houve muito trabalho de bastidores, muitas eminências pardas, muita intriga palaciana.

 

Um ano mais tarde, notam-se os resultados dessa atenção. Podiam ter aprendido mais, sobretudo no que diz respeito à necessidade de adaptação da lei às novas realidades, aos novos paradigmas, à evolução do mercado e das mentalidades. Mas não, aprenderam o que não deviam ter aprendido.

 

Ao contrário do que aconteceu há um ano, a proposta do governo para alterar a lei da cópia privada está a ser tratada com secretismo e confidencialidade. Para que não haja debate. Sabem que não têm argumentos que sobrevivam ao debate, portanto, não mudam as premissas da proposta, escondem-na, para que não seja debatida, escrutinada, criticada por todos aqueles que são a parte mais interessada (os que vão pagar). Não há ainda uma proposta publicamente apresentada, apenas algo que transpirou e que não é oficial (e que eu não acredito que seja real, é decoy), que serve para que não se fale do tema. Para não se chamuscarem.

 

Também ao contrário do que aconteceu há um ano, não encontramos no site da SPA quaisquer ondas acerca deste tema (e eles já conhecem a proposta, quanto mais não seja porque têm representantes no Conselho Nacional de Cultura), e quem diz da SPA diz de outras entidades similares, ainda não encontrámos entrevistas de representantes da AGECOP, não há ondas. Há um ano optaram pela estratégia oposta. Perceberam que não funcionava, porque algumas dessas entidades, recolhem pouca simpatia e têm imensos gatos escondidos com o rabo de fora, o que as torna vulneráveis a críticas. Aprenderam, estão caladinhos.

 

Caladinhos, enfim, não será a expressão. Falam por intermediários, embora a estratégia se mantenha. Confundir e desinformar. Como os argumentos que sustentam a lei da cópia privada são insustentáveis, e qualquer pessoa com dois dedos de testa compreende isso (eles próprios, que não são burros, sabem disso), tentam misturar e inserir no debate um tema que nada tem a ver com cópia privada, porque acham que dessa forma conseguem melhorar os seus argumentos.

 

Cópia privada não tem absolutamente nada a ver com pirataria. Tem sido o meu mantra, nos últimos tempos.

 

Mas eles insistem. Veja-se, por exemplo, o caso do Tim. No início desta semana publica no seu mural do Facebook um texto em que tenta apresentar os seus argumentos a favor da lei da cópia privada. Foram muitas as pessoas (eu incluída) que acharam que o artista estava mal informado, e foi nítido o esforço pedagógico da maioria dos comentários. Mas o artista não percebeu, ou convém-lhe não perceber, e ontem publica novo post (as cenas do Facebook são posts?), onde insiste, mantém e persiste na defesa da coisa, com argumentos que nada têm a ver com a cópia privada. Se à primeira podia ser ignorância, à segunda já não se trata de ignorância. Escolham vocês o adjectivo que melhor vos aprouver.

 

É inteligente, por parte dos stakeholders, estarem caladinhos, e tentarem fazer passar a sua mensagem usando pessoas que à partida seriam recebidas de forma mais carinhosa. Afinal de contas, com os artistas, o público estabelece uma relação pessoal (ainda que unilateral), e a assertividade argumentativa tenderia a suavizar-se. E é verdade. Maioritariamente, a reacção ao primeiro post do Tim mostrou isso mesmo.

Mas as pessoas não são burras. Gostamos dos artistas, mas se eles não gostam de nós e nos querem ver extorquidos, e defendem uma proposta que é injusta nas premissas, a malta manda o amor às urtigas, abre a pestana e responde à letra.

 

Portanto.... com o processo de há um ano, as lições aprendidas foram:

1 - Não vamos debater isto publicamente, façamos a coisa às escondidas envolvendo apenas os interessados em receber o dinheiro.

2 - Vamos fazer poucas ondas na comunicação social, porque somos facilmente atacáveis e temos muito gato escondido com rabo de fora, em vez disso mandamos artistas fazer o trabalhinho sujo.

3 - Vamos voltar a contratar a agência de comunicação que tratou da coisa há um ano, que é malta que conhece bem os meandros das redes sociais e da blogosfera, e que por esse motivo conseguirá que as ondas não sejam muitas.

4 - Vamos manter na equipa que redige a proposta alguém que está requisitada na secretaria de estado da cultura, mas que é um alto quadro da AGECOP (entidade que recolhe todo o dinheiro da cópia privada).

 

Quando, as lições que deveriam ter aprendido deveriam ter sido:

1 - O paradigma mudou, as tendências evoluíram, os mercados transformaram-se, as mentalidades avançaram e os modelos de negócio são outros. Vamos pensar séria e abertamente numa forma de fazer com que a legislação seja justa para todos.

2 - Parece que a famosa sociedade civil que tanta gente acha que não existe, afinal existe e está interessada em debater este tema, e tem ideias e propostas, vamos promover debates que nos ajudem a perceber melhor todos os pontos de vista.

3 - Os modelos transparentes são sempre melhores que os modelos opacos. Vamos retirar do processo de elaboração da proposta as pessoas que trabalham na única entidade que vai receber, em primeira mão, os dinheiros referentes à cópia privada. Quanto mais não seja, porque à mulher de César, não basta sê-lo.

 

Basicamente, aquilo que aprenderam, foi como melhorar as formas de tentar lixar o mexilhão. O mexilhão cuja inteligência cessa de existir no momento em que o voto cai dentro da urna. O mexilhão que tem de pagar, e pagar, e pagar, e pagar e, de preferência, não bufar.

Querem-nos cegos, surdos, mudos, a cumprir ordens, a seguir instruções. Num rebanho, onde eles são pastor, cão e lobo, e nós as ovelhas, em cujas tetas há que mamar até à exaustão.

 

Mais uma vez, tudo aponta para que a palavra final recaia sobre os deputados (se a coisa chegar a avançar para assembleia da república, depois de passar pelo conselho de ministros).

 

Aguardemos serenamente.

 

O povo é sereno. Mas não é burro.


publicado por jonasnuts às 09:27

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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Piripaico no Twitter

As we speak, major piripaico no Twitter. E agora, como é que me mantenho informada?

 

Está tudo a ressacar, mas ao menos eu, estou drogada :)

 


publicado por jonasnuts às 15:30

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Comentários

Eu sei que a passagem do evangelho foca esse senti...
Jonas, a passagem do evangelho refere-se a quem ad...
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