Na quarta-feira ao final do dia, o puto aparece com um bocadinho de febre, e um bocadinho de tosse. Nada de extraordinário, fez 38.2. Não lhe dei nada, que eu só lhe dou antipiréticos a partir dos 38.5.
Mas estranhei. É um puto extraordinariamente saudável. Em quase 4 anos que leva nesta escola, não faltou um único dia, pelo que uma tosse, com febre, me deixou com a pulga atrás da orelha.
Fui vendo a febre, e andou ali sempre pelos 37.5, e estava todo bem disposto por não ir às aulas, principalmente porque ontem tinha teste de matemática. Já lhe expliquei que fará o teste noutro dia, pelo que não se consegue baldar completamente, mas nem assim deixou de estar satisfeito.
Não foi às aulas, apesar de na linha Saúde 24 me terem dito que poderia ir, parece que eu sou mais conservadora que os senhores do atendimento. Ou isso ou conheço o meu filho melhor que eles e sabia que havia ali qualquer coisa fora do normal.
Ontem à noite começou a ficar mais caído. Febre mais a sério, quase 39. Tunga, Benuron (que não é assim que se escreve, mas estou sem pachorra para ir ver dos hífenes). Baixou, claro. Mas às 7 da manhã estava outra vez acima dos 38.5. Mais uma colherada de Benuron. A tosse persiste, e eu própria já não estou muito católica, e sinto os brônquios congestionados.
Parece que é a tal da gripe, mas não sei, que não me vou pôr a caminho de um centro de saúde, a contagiar mais gente se se mantiverem só estes sintomas.
Nunca estamos doentes, cá em casa. Em quase 10 anos de SAPO nunca faltei por doença, e se tive de ficar em casa, trabalhei a partir de casa, portanto, é uma estreia, estar doente.
Se for só isto, estamos muito bem :)
Trabalho no SAPO quase há 10 anos. Já passei por umas tantas Homepages (mudamos de homepage uma vez por ano, mais coisa menos coisa), e de há 10 anos para cá, muita coisa mudou, e a Homepage não foi excepção. Há no entanto, algo que se mantém, a trabalheira.
Já houve homepages que demoraram 9 meses, esta demorou um pouco menos.
Sei que está a ser preparado um documento onde se explica detalhadamente (bom, tão detalhadamente quanto possível) a metodologia e os processos utilizados para chegarmos à nova homepage do SAPO (mantenham-se atentos a este link), e um dos passos finais (mas não o final) é o lançamento em beta, com novo questionário, de forma a que as respostas ao questionário possam ser integradas na passagem para produção.
E tem sido neste processo que tenho estado envolvida (na sua fase final, pelo menos), por causa dos destaques dos Blogs, que são da responsabilidade da equipa dos Blogs, a que pertenço.
Eu gosto desta nova homepage. Mudava umas coisitas, mas não muitas. O roxo é como a Coca-cola; primeiro estranha-se, depois entranha-se. Mas não acreditem no que eu digo, vejam-na, e respondam ao questionário, ou digam qualquer coisa nos comentários :)
Queixaram-se de que não escrevia há muito tempo. Para quê escrever se estamos com pouco tempo e outros o fazem tão melhor que nós?
Dois posts, dois links, o mesmo tema, tema que me é caro.
O primeiro, do Bitaites.
O segundo, da Laura Abreu Cravo.
Chegámos ao mesmo sítio de diferentes origens, por caminhos distintos. Mas estamos todos no mesmo sítio.
Agora.....aflitivo, aflitivo, aflitivo, é o teor de alguns comentários (nos dois posts que link). É que não há mesmo outra palavra para além de aflitivo.
Bricolage significa "conjunto de pequenas tarefas ou trabalhos manuais domésticos".
No entanto é, também, o nome de um gestor de conteúdos muitíssimo poderoso, profissionalíssimo, potentíssimo, e mais uns íssimos que queiram acrescentar.
Derivado de motivos profissionais, fui confrontada com a utilização deste tal do bricolage (há uma utilização prévia, há uns anos, mas por qualquer motivo, o meu cérebro bloqueou a experiência). Estava eu convencida que, sendo eu uma rapariga toda jeitosa com o bricolage lá de casa (faço tudo menos coisas relacionadas com canalizações e torneiras), me desenrascaria com este bricolage que agora me impingiram.
Estava convencida e estava enganada.
Que grande merda, que complicação, que consumo desnecessário de tempo, e de paciência, e de neurónios (que como se sabe, nas loiras, são poucos), que frustração.
Há mais alguém com o mesmo tipo de experiência, ou sou só eu?
Há qualquer coisa de nostálgico no centro comercial das amoreiras. Pelo menos para mim. É assim como o centro comercial alvalade, mas menos decrépito. As amoreiras foram o primeiro grande centro comercial de Lisboa. E parava por lá meio mundo.
E por meio mundo entenda-se todo o mundo. Hoje em dia conseguimos mais ou menos identificar o público típico dos vários centros comerciais, e até varia em função da hora, mas as coisas estão mais segmentadas. Antigamente não estavam, ia tudo para as amoreiras.
Nesse tempo, eu não tinha putos, a minha irmã também não, e a minha mãe tinha-nos a nós, que já éramos crescidinhas. Um dos nossos passatempos, precisamente nas amoreiras, era abancar naqueles assentos cá de baixo (não me lembro de os ver por lá, ainda), e olhar para as pessoas que passavam.
Se fosse só olhar, ainda é como o outro, mas a verdade é que dissecávamos as pessoas. Todas as pessoas. Publicitárias a trabalhar no ramo, segmentávamos quem ia passando, ridicularizávamos tudo. Desde o andar, aos penteados, aos acessórios, às companhias, às compras, as roupas, aos sapatos, ao ar, à ausência de ar..... éramos brutalmente cruéis. Ninguém escapava. O que nos ríamos juntas dava um espectáculos por si só (quem nunca me ouviu ter um ataque de riso, não percebe). Na volta foi por causa disto que tiraram de lá os canteiros com banquinhos. Muitas vezes tínhamos de vir embora, porque não aguentávamos com as dores de barriga de tanto rir.
Hoje, uns anos mais tarde, 3 filhos e meio depois, já não fazemos um programinha destes há muitos anos. E é pena.
Pensando bem, é capaz de ser um programa interessante para o meu aniversário.
Temos é de levar cadeiras.
É impressão minha, ou o Technorati passou-se?
Eu sempre achei que, salvo raras excepções, a lei geral servia perfeitamente para regular o online. Continuo a achar a mesma coisa.
Principalmente se o legislador não pesca um boi do online, e se está mais interessado em curvar-se perante os interesses instalados (ia chamar-lhes indústrias instaladas, mas não só estão a deixar de ser indústrias, como estão a deixar de estar confortavelmente instaladas).
Seja como for, e a quem possa interessar, o " Decreto-Lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro, No uso da autorização legislativa concedida pela Lei n.º 7/2003, de 9 de Maio, transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2000/31/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de Junho de 2000, relativa a certos aspectos legais dos serviços da sociedade de informação, em especial do comércio electrónico, no mercado interno (JusNet 4/2004)" está aqui para download.
Eu confesso que ando há algum tempo a tentar ler e perceber como é que funciona, e sempre que tento ver como é que aquilo se coloca em prática, perco-me. Eu não sou jurista, não domino aquela linguagem, pelo que a única forma que tenho de perceber estes Decreto-Lei é perceber como é que funcionaria irl, do ponto de vista mecânico. Normalmente consigo perceber. Neste caso não. Já criei institutos, e processos, e fluxos.....e as coisas empancam sempre, ou em pescadinhas de rabo na boca ou em megalomanias típicas de quem não percebe nada do funcionamento da Internet.
Faz-me lembrar ele, há quase 12 anos: Com certeza Sr. Ministro, verificaremos os ficheiros, um a um, na sua totalidade.
Sou só eu, ou toda a gente desatou a receber spam, com uma mensagem de rodapé deste teor: "O presente mail não pode ser considerado SPAM. De acordo com a legislação internacional que regulamenta o correio electrónico, "o email não pode será ser considerado SPAM quando incluir uma forma do receptor ser removido da lista do emissor". Se pretender não receber mais estes emails devolva ao remetente com a palavra “REMOVER” no assunto."?
Ó seus palhaços.....não há legislação internacional a regular o correio electrónico.
Um mail é spam quando não é explicitamente solicitado pelo seu destinatário.
E não julguem que vou responder, com a palavra "remover", porque isso apenas serviria para validar o meu endereço de mail, de forma que este passaria a receber mais spam.
Aquilo que faço, é assinalar a vossa mensagem como spam, o meu filtro anti-spam trata de reter qualquer outra mensagem vossa.
O que é que acontece se, do mail de onde enviam o spam, quiserem enviar um mail importante? Pois....temos pena, fica na pastinha de spam.
Burros.
José António Saraiva, aqui, escreve (entre muitas outras barbaridades):
"E uma das principais referências é a família, da qual o casamento é o acto fundador."
Que irritante, esta coisa de viverem há 2 séculos, e querem impor-nos o seu tacanho ponto de vista. Que limitados são. Que falta de respeito pelo conceito de família e pelo casamento, por acharem que família sem casamento não é família, e que casamento que não meta dois sexos opostos não é casamento. Que falta de fé, na família e no casamento.
Caro José António Saraiva, o casamento não é o acto fundador da família. Pode ter sido, em tempos, mas foi-o brevemente. Depois, a malta evoluiu. O senhor é que parece que continua a viver no século passado.
Eu sou solteira, e tenho uma família. E sim, a minha família inclui um filho, e não, não me casei. E agora? A minha família é menos que a sua?
Como anda tudo a celebrar o nascimento da Internet há precisamente 40 anos (embora haja mais datas de celebração, como manda a tradição de qualquer bom projecto tecnológico), e anda tudo a copiar descaradamente o mesmo artigo, eu abstenho-me de traduções, e linko para os conteúdos originais.
Pela parte que me toca, há precisamente 40 anos, eu tinha mais em que pensar, sem saber que havia alguém, naquele momento, a viabilizar o meu futuro profissional.

Com a minha avó Zita, em Dezembro de 1969, no cinema Roma.
Cara Internet, parabéns, e bem-vinda aos 40. É uma idade do caraças :)
Ainda por causa do meu post sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Há um argumento que é usado amiúde neste e noutros contextos, em que dizem, ah, mas na Grécia Antiga não sei o quê, ou ah, mas já no tempo dos nossos avós não sei que mais.
E eu, respeitadora das culturas populares, do empirismo, da sabedoria dos mais velhos, penso que isso é tudo muito bonito e há, certamente, muitas coisas que devem ser respeitadas, mas também há outra coisa chamada evolução.
O que os senhores na Grécia Antiga faziam ou deixavam de fazer é muito importante, do ponto de vista histórico, e do ponto de vista da evolução da Humanidade e do pensamento e deve ser considerado nessa perspectiva. Porque há 2.500 anos, os mesmo senhores não tinham casa-de-banho, e eu não vejo ninguém a mandar tirar a retrete de casa, só porque na Grécia antiga não havia autoclismos.
Eu, pessoalmente, gosto de pensar que, desde o tempo do Sócrates (ou outro, não é esse) e do Aristóteles, nós já aprendemos mais qualquer coisinha, enfim, que já evoluímos.
Em alguns casos, parece que não, que há gente que continua a pensar como há 2500 anos. E, se pensar dessa forma era muito à frente naquela época, pensar da mesma forma 2.500 anos depois, enfim, já não é à frente, é atrás. E atrás é precisamente o que estes senhores não gostam.
Então não é que eu sou uma fada e não sabia?
Há quem defenda que não deve existir o direito ao casamento para pessoas do mesmo sexo. Casamento é entre pessoas de sexo diferente. Se duas pessoas do mesmo sexo querem casar, que se invente um novo modelo, que não se lhe chame casamento, que se chame outra coisa qualquer. Já ouvi até dizer que a lei não discrimina, apenas impõe limites (duh? discriminar é isso mesmo, impor limites).
Seja como for, para essas pessoas, se por acaso aqui vierem, e porque às vezes uma uma imagem vale mais do que mil palavras, na minha opinião a vossa proposta é esta:
O halloween é uma tradição americana, levada pelos Irlandeses mas com origens celtas (há quem defenda outras), e tem-se transformado ao longo dos anos.
Não é, definitivamente, uma tradição portuguesa. O nosso equivalente será o Pão por Deus, que é comum fora de Lisboa, mas de que nunca ouvi falar até ter vivido na província.
Ora....Halloween tem muito mais glamour que pão por Deus. Há as abóboras, há os monstros, as coisas nojentas, os doces, as máscaras....é todo um imaginário infantil habitualmente associado ao carnaval, em repetição. Para quem, como eu, detesta o carnaval, a hipótese de repetição é um suplício.
Tenho resistido, ao longo dos anos, às várias investidas da miudagem, e sou categórica. Máscaras é no carnaval, e não vai ninguém pedir doces à casa de ninguém que isso é perigoso e o vizinho do 9º é uma besta.
Até que este ano, fruto de várias convergências extra-familiares, mas familiares, a festa de anos de um dos putos, calha a ser no dia 31. E o que é que ele escolheu fazer? Uma festa de Halloween, pois claro. Pronto....nada a fazer, tenho mesmo de entrar no espírito e organizar a coisa.
Alguém sabe onde é que se encontram ferramentas para esculpir abóboras à maneira? Nos Estados Unidos há disso ao pontapé, mas já não vou a tempo de encomendar isso da Amazon.
Mais dicas Halloweenescas são bem-vindas.
Já vi diversas reacções, na comunicação social tradicional, de professores à nova ministra da educação, Isabel Alçada.
A grande maioria das reacções é favorável, e que é uma ministra conhecedora dos problemas dos professores, e que é uma pessoa sensível, e que é dialogante, e que vai ouvir o professores.
Não ponho em causa o que está a ser dito, o problema, é que se ser ministra da educação passasse em exclusivo por ouvir os professores, qualquer atrasado mental podia ser ministro da educação.
O problema, é que qualquer ministro da educação tem de ouvir os professores, os alunos, os pais, os outros intervenientes no processo educativo, e tem de olhar para a evolução dos estudantes, e para os programas e para mais uma série de coisas que farão sentido.
De toda a polémica sobre a avaliação o que saiu foi que os professores não querem ser avaliados. Querem que a coisa se mantenha como está. Pode ser que seja diferente, mas isto foi a ideia com que fiquei do que vi e ouvi.
E sim senhor, os professores têm uma enorme capacidade de se organizarem e mobilizarem (ou alguém por eles, não interessa), mas do que não se podem esquecer é que há um grupo grande, maior que o deles, que quer que eles sejam avaliados.
São os alunos e os pais. Têm menos capacidade de organização e mobilização, mas querem ver os professores avaliados pelo que, o que eu acho que os pais devem esperar desta nova ministra (e do governo, e da oposição, já agora), é que oiçam todas as partes, escolham um modelo de avaliação justo e eficaz, e o ponham em prática.
O actual modelo de avaliação, que já estava em vigor antes da anterior ministra*, é uma palhaçada e uma fantochada, não avalia nada e quem quer a sua continuidade são os que se estão borrifando para a classe de professores mas que se importam muito com a classe dos funcionários públicos.
E já repararam como o termo "funcionário público" que há uns anos era sinónimo de prestígio e importância, hoje tem uma conotação pejorativa? Está ali, quase ao nível dos advogados, dos jornalistas e dos publicitários. Todos dizem às mães que são pianistas num bordel. Quase.
ACTUALIZADO: * afinal, mentes mais esclarecidas que a minha, informam que o modelo de avaliação que está em vigor, é o que foi proposto pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Corrijo a informação anteriromente prestada, mas não altero em nada a minha opinião.