Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]









Related Posts Plugin for Blogs

És uma totó, Maria João

por jonasnuts, em 23.10.14

A fazer a limpeza das minhas mensagens privadas no Facebook dou com uma "conversa" que tem 1 mês e pouco, e acerca da qual não posso divulgar nada (não porque me tenha sido pedido, mas apenas porque não divulgo conversas privadas).

 

O nome da pessoa com quem troquei mensagens desta vez toca-me uma campainha diferente.

 

Breve pesquisa.

 

És muito totó, mulher.

 

O homem anda na crista da onda, mas tu, durante a conversa, só te lembraste que ele tinha sido blogger e foi isso que lhe disseste.

Deve ter ficado a pensar que não jogas com o baralho todo, ou que és tontinha.

 

E este é um daqueles posts enigmáticos, que mais ninguém percebe a não ser eu, e, daqui a uns tempos nem mesmo isso, que reli o meu blog há pouco tempo e dei com uma série de posts enigmáticos que não faço ideia do que querem dizer e não sei a quem é que se referem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Trafulhice imobiliária

por jonasnuts, em 22.10.14

O mercado do aluguer de casas floresce, nos dias que correm. Como é evidente, as trafulhices e os esquemas associados a esta área de negócio, acompanham o crescimento.

 

O truque é simples. Coloca-se um anúncio online, no caso em apreço era no Arrenda Casa. Inclusive em destaque no facebook dos senhores. Um apartamento, na Soeiro Pereira Gomes, em Lisboa. Fotos espectaculares. €450/mês.

 

 

 

Cheira a esturro, não é? Quando a esmola é grande o pobre desconfia.

 

O contacto disponível no site era de um tal de Sandro Salcedo Castellano - 926467660. Contacta-se usando o mecanismo disponível no site e recebe-se um mail de volta, de um "polaco" Tomasz Borysiuk <t1borysiuk@gmail.com>. Com uma história de que é o apartamento que a filha usou quando estava a estudar em Portugal. E que são €900 de caução, e que nos dá a chave em 24 horas. E mais uns pós. Em inglês quase 100% correcto.

 

Faz-se o básico. Liga-se para o telefone (que está desligado e não tem voicemail). Faz-se uma pesquisa pelos dois nomes, o tal do Sandro e o tal do Tomasz. Nada de relevante. E o que aparece está em polaco, que não se percebe, naturalmente. Vai-se ao Google Maps, em street view, ver se a porra da casa existe mesmo. 

 

Mas, acima de tudo (e neste caso foi o que comprovou as suspeitas de esquema marado). Pega-se nas fotos e faz-se uma pesquisa por imagens, aqui.

 

Rapidamente chegamos à conclusão que o apartamento em causa é na Soeiro Pereira Gomes nº 3, em Lisboa, e é, em simultâneo, na calle Princesa, em Madrid.

 

 

O anúncio já foi retirado do Arrenda Casa onde estava, pelo menos, desde o dia 19 de Outubro. Mas continua, no momento em que escrevo este post, em destaque no Facebook da imobiliária, cheio de comentários de pessoas a denunciar o esquema e a descrever um situação exactamente igual à que descrevi acima.

O que me encanita nisto, são 2 coisas. Primeiro que haja quem caia nestas merdas. Mandar €900 de caução a um gajo que não se conhece de lado nenhum, sem se ter visto a casa primeiro parece-me ser tão idiota que até dá vontade de dizer que estavam mesmo a pedi-las.

 

A segunda coisa que me encanita é que a imobiliária em causa (ou qualquer outra, já agora), que tem o cuidado de colocar marcas de água nas fotografias associadas ao anuncia, não tenha a capacidade (mesmo que de forma automática) de fazer uma porcaria duma pesquisa, para ver se aquelas imagens, nas quais está a colocar uma marca de água e, portanto, de alguma forma, a validar, não servem para divulgar imóveis noutras localizações.

 

É que não basta fazer anúncios a dizer "cuidado com os esquemas" meus senhores. Há que trabalhar activamente para não facilitar a vida a quem tenta ludibriar os outros, usando o vosso serviço.

 

Sou uma encanitada, é o que é.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A porra da gola

por jonasnuts, em 18.10.14

A porra da gola foi algo que eu vi há uns tempos, no Facebook da Retrosaria. Na altura ainda era só a gola que eu queria fazer, ainda não era a porra da gola.

 

Fiz o download das instruções, dei uma vista de olhos, e não pareceu muito complicado.

 

Fui à Retrosaria, comprei a lã numa cor de jeito (o amarelo é fixe, mas não posso usar amarelo, fica-me mal, pareço deslavada). Comprei um azul escuro meio acinzentado. Mais as agulhas.

 

Chegado o momento de começar o trabalho, olho para as instruções. As tais que não pareciam complicadas. 

Montar 39 malhas, tricotar 3 meia, torcida de 9 malhas, 3 meia, torcida de nova malhas, 3 meia, torcida de 9 malhas, 3 meia. 

 

Chega o momento de confessar uma idiossincrasia. Como aprendi a fazer malha por livros ingleses, não sei o que raio é meia e o que raio é liga. Sei o que é knit e sei o que é purl. E tenho sempre de ter uma legenda. Meia=knit, liga=purl. E não consigo decorar isto. 

 

A porcaria do torcido de 9 malhas é que me estava baralhar o esquema. Volto atrás nas instruções fornecidas pelo fabricante da lã, que deve achar que todas as tricotadeiras sabem tudo, incluindo descodificação avançada. Sigo as instruções dadas para a trança central até perceber o funcionamento da coisa. Mas tive de fazer e desmachar e fazer e desmanchar. E fazer contas. 

 

Portanto, para quem quiser fazer a porra da gola, aqui ficam as instruções que escrevi para mim.

 

Material necessário

3 novelos de Rosários 4 Bulky Light (as instruções do fabricante mandam comprar 4 novelos, mas para mim, 3 novelos chegaram e sobraram).

1 par de agulhas Nº 12

1 agulha de transporte para as tranças.

1 contador de voltas

 

Demora aproximadamente 4 horas a fazer (vendo um filme em simultâneo)

 

Instruções para as tranças:

 

Trança por trás:

Colocar 3 malhas na agulha de transporte, deixando depois a agulha de transporte atrás do trabalho.

Trabalhar 3 malhas.

Tirar as malhas da agulha de transporte colocando-as na agulha da esquerda.

Trabalhar 6 malhas.

 

Trança pela frente:

Trabalhar 3 malhas.

Colocar 3 malhas na agulha de transporte, deixando a agulha de transporte à frente do trabalho.

Trabalhar 3 malhas.

Tirar as 3 malhas da agulha de transporte, colocando-as na agulha da esquerda.

Trabalhar 3 malhas.

 

Instruções para a porra da gola:

 

Montar 39 malhas.

1 - K(nit)

2 - P(url)

3 - K3+trança por trás+K3+trança por trás+K3+trança por trás+K3

4 - P

5 - K

6 - P

7 - K3+trança pela frente+K3+trança pela frente+K3+trança pela frente+K3

8 - P

 

Repetir de 1 a 8, por 12 vezes (para ter 12 tranças).

Rematar.

Coser as duas extremidades (que é o que ainda me falta fazer).

 

Pronto. Assim, apesar de, para mim, ser a porra da gola, não tem de ser a porra da gola para quem quiser fazer a coisa sem ter de usar a porcaria das instruções fornecidas pelo fabricante da lã.

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há muito tempo. Sim, com h.

por jonasnuts, em 17.10.14

Este post é dedicado à ex-professora de inglês do meu filho.

 

Cara ex-professora de inglês do meu filho,

 

Fico muito satisfeita por poder ali colocar um ex, atrás da palavra professora. Boa viagem, que se faz tarde. Não deixa saudades. Era professora substituta, enquanto não chegava o professor definitivo, que tardou a ser colocado, fruto da Cratinice vigente.

 

Saiba a senhora ex-professora que o meu filho, pouco ou nada falando, é, mesmo assim, um ser pensante.

 

Saiba também a senhora que é ex-professora de inglês do meu filho mas continua a ser professora de filhos dos outros, que tem de aprender a reconhecer os seus erros. E que não pode mascarar a sua ignorância com a autoridade e o ascendente que tem sobre os alunos. A sua relação com os seus alunos não é equilibrada, não há igualdade de circunstâncias. Há uma hierarquia, e a professora está, ou deveria estar, no comando.

 

Se insiste com um aluno em que "há muito tempo" se escreve "à muito tempo" e se o aluno insiste, perante si e perante o resto da turma que aquele há se escreve com h, vá informar-se. 

 

Se está convicta da sua posição, regresse na aula seguinte com o material de apoio que lhe permita ensinar ao aluno e ao resto da turma, a forma correcta de escrever aquele "há", mesmo que isso signifique ter de reconhecer que estava errada, e que o aluno estava certo. Há muito tempo, assim, com h.

 

Estamos mal, quando uma professora do 11º ano (sim, estamos a falar de secundário) não só não sabe distinguir a correcta aplicação do "há" e do "à" e, em cima disso, dá uma descasca no puto, e o apelida de arrogante, por ter usado um tom não compatível com os gostos da professora, na defesa do seu argumento. Azarucho, que o puto tinha tido aquele debate, precisamente, em casa, na véspera.

 

Saiba a senhora ex-professora do meu filho que tem duas sortes. A primeira sorte é o facto do meu filho me ter pedido para não intervir. Respeitarei o pedido do meu filho. A segunda sorte é ter-lhe calhado esse aluno. Se lhe tem calhado a aluna que eu fui há 30 anos, outro galo piaria, e eu não largaria o osso enquanto a senhor ex-professora não assumisse publicamente o seu erro e enquanto não soubesse a diferença entre um há e um à.


Portanto.... já que não posso intervir directamente junto da ex-professora de inglês do meu filho, mas que continua professora de outros, nem junto da escola (vou respeitar o pedido do puto), fica o desabafo.

 

Se por acaso alguma ex-professora de inglês de uma turma do 11º ano por acaso ler isto, e se lembrar de um debate deste tipo com um dos seus ex-alunos, aproveito a oportunidade para lhe dizer o seguinte, numa língua com que estará mais familiarizada: You are an asshole.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mal posso esperar

por jonasnuts, em 16.10.14

Bem-vindos, senhores. Despachem lá isso, que há por aqui malta com pressa.

 

E esclareçam-me a dúvida - têm o pacote "Miguel Ângelo" de streaming offline? 

 

Obrigada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Aaron Swartz

por jonasnuts, em 15.10.14

 

É sobre este puto. Não tem um final feliz. Mas tem muito para dar que pensar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O cheiro é o mesmo #pl118

por jonasnuts, em 20.09.14

O PCP fez uma intervenção no âmbito do debate da lei da cópia privada que o deputado Miguel Tiago partilhou no Facebook.

 

(Acrescentado posteriormente o link para o vídeo da intervenção do deputado Miguel Tiago)

 

Portanto, a ver se eu percebi a proposta do PCP.

 

A coisa correu bem durante os primeiros 4 parágrafos. Até estranhei.

 

Mas depois descamba. 

 

Deixa de haver taxa sobre dispositivos tecnológicos, que podem servir para coisas diversas, para além da fixação de cópias privadas. 

 

Em vez disso, transferem-se as taxas para os fornecedores de serviço de internet, que também adoptam a filosofia tampax recomendada à indústria da torradeira, absorvendo o valor, e cria-se uma lista de autores que permitem a partilha livre (que é violentamente mais abrangente que o conceito de cópia privada), que receberão essas verbas.

 

Sim, porque à indústria da torradeira não é legítimo que se peça para absorver a taxa, mas aos ISPs já é, e, como se sabe, toda a gente que usa internet fá-lo para fazer cópias privadas (ou partilha livre).

 

Eu, consumidora, continuo a ter de pagar para fazer algo que posso ou não querer fazer. Não remunera o mérito dos autores, e pressupõe que os ISPs absorvam a taxa. 3 factores que contrariam qualquer lógica, justiça e senso comum.

 

(Além da mecânica da coisa, que fica por explicar, mas não precisamos de ir tão longe, porque a coisa é derrotada logo nos pressupostos).

 

Lamento PCP, mas o cheiro é o mesmo, não sei sequer se mudam as moscas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cara Inês Pedrosa #pl118

por jonasnuts, em 19.09.14

Verifiquei, com alegria, que se juntou ao debate sobre a Lei da Cópia Privada.

 

Confesso que não fiquei espantada com a opinião. Mas surpreendeu-me a desonestidade ou, em alternativa, a ignorância.

 

 

A lei da cópia privada permite copiar, para uso pessoal, uma obra que eu tenha comprado. 

 

Em que é que esta cópia causa prejuízo que deva ser remunerado? E de que forma é que se calcula a compensação equitativa referida na lei? 

 

Não vejo qualquer resposta por parte dos autores ou de quem propõe esta lei, a estas duas perguntas, que são as premissas da lei.

 

A única coisa que vejo é uma histeria de argumentos que nada têm a ver com a lei..... acusações de que quem está contra pertence a um qualquer movimento de interesses em defesa da indústria do electrodoméstico. Convenhamos que é uma acusação divertida, vinda de onde vem.

 

A taxa é aplicada a dispositivos que nada têm a ver com as obras produzidas. Dá-me igual que seja sobre discos rígidos ou que seja sobre talheres. A relação com a obra produzida é nula. Se a lei propusesse uma taxa sobre talheres eu insurgir-me-ia da mesma, sendo provavelmente acusada de ser uma vendida à indústria da cutelaria, assim sou uma vendida à indústria da torradeira. É pena. Estou mais precisada de facas do que de torradeiras.

 

Há uma outra questão a que os autores e seus representantes insistem em não responder. 

 

O direito de autor é dos autores e dos seus representantes. Se os autores e seus representantes acham que existe um prejuízo na cópia privada, estão no seu completo direito de cobrarem esse prejuízo (embora o pudessem absorver, que é o que recomendam à indústria dos electrodomésticos), mas, dizia eu, se acham que esse prejuízo existe, pois que o cobrem. Nada contra. Eu acho que o dono da coisa é que deve estabelecer o preço do seu trabalho.

 

Porque é que não cobram na venda da obra?

 

A maioria das pessoas que compra dispositivos para alojamento de ficheiros não o faz para alojar cópias privadas. Não é certo, sequer, que tenham comprado obras que possam copiar. A única coisa que se sabe é que compraram espaço de alojamento.

 

No entanto, quem compra obras passíveis de ser copiadas (que hoje em dia são apenas CDs e livros em papel), pode, certamente, fazer a cópia (embora nada garanta que o venha a fazer).

 

Porque é que não cobram na obra?

 

Cobrar na obra faria com que a sua analogia funcionasse.

 

"Ninguém estranha que médicos, advogados, carpinteiros ou mecânicos sejam pagos pelo seu trabalho."

 

Mas toda a gente estranharia se tivesse de pagar uma taxa, sobre a compra de papel higiénico, para financiar os advogados, ou os médicos, ou os carpinteiros, ou os mecânicos.

 

O que escreve na sua crónica demonstra falta de honestidade intelectual ou, em alternativa, desconhecimento sobre o tema que aborda.

 

Tem razão, como já lhe disse no Twitter, não tenho qualquer respeito nem por uma nem por outro.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Lei da cópia privada - O que fazer? #pl118

por jonasnuts, em 18.09.14

A lei da cópia privada foi debatida ontem, na Assembleia da República, e ao que tudo indica, será votada, na generalidade, amanhã, sexta-feira.

 

A Petição, que em menos de 24horas já tinha ultrapassado os 5.000 subscritores (e vai agora com 6.337 assinaturas) foi entregue na Assembleia da República ontem, às 12h00.

 

De acordo com a informação disponível no site da Assembleia da República, a petição já reúne os requisitos para que seja apreciada pelo Parlamento.

 

Assim, sugiro que EDUCADAMENTE, se contacte a presidente da Assembleia da República, manifestando o interesse em que esta petição seja debatida em plenário, de acordo com o que manda a lei, antes de ocorrer a votação.

 

Qualquer coisa como:

 

"Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República,

Face aos mais de 6000 subscritores validados da petição contra o pl-246, entregue ontem na Assembleia da República, gostaria de solicitar à Presidente da Assembleia da República uma revisão da agenda, de forma a que a petição seja debatida em plenário, antes do projecto de lei ser votado."

 

Este, ou qualquer outro texto, claro, pode ser enviado usando o formulário disponível no site da Assembleia da República. (Update - no "assunto" optei por "sugestões").

 

Eu vou mandar a minha mensagem já a seguir. :)

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A petição #pl118

por jonasnuts, em 15.09.14

Muitos foram os que perguntaram pela petição contra a lei da cópia privada. Aqui está ela.

 

É ler, assinar (se concordarem) e divulgar.

 

Não esquecer de confirmar a assinatura, através do mail que é enviado pela plataforma de petições.

 

E, não sei se já referi, divulgar, divulgar, divulgar :)

Autoria e outros dados (tags, etc)